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Preço das casas sobe na UE e zona euro no 2.º trimestre, Portugal acima da média

Economia

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Foto: O MINHO / Arquivo

O preço das habitações aumentou no segundo trimestre 5,0% na zona euro e 5,2% na União Europeia (UE), face ao período homólogo, com Portugal a subir acima da média (7,8%), segundo divulga hoje o Eurostat.


De acordo com o boletim do gabinete estatístico europeu, face aos primeiros três meses do ano, o preço das habitações progrediu 1,7% na zona euro e 1,5% na UE, tendo Portugal registado um aumento abaixo da média (0,8%).

Entre os Estados-membros, as maiores subidas homólogas dos preços das casas foram observadas no Luxemburgo (13,3%), na Polónia (10,9%) e na Eslováquia (9,7%), tendo o indicador recuado na Hungria (-5,6%) e em Chipre (-2,9%).

Face ao primeiro trimestre, entre abril e junho, os preços das habitações conheceram as maiores subidas no Luxemburgo (4,4%), em Itália (3,1%) e na Áustria (2,5%), com a Hungria (-7,4%), a Estónia (-5,8%), a Letónia (-2,3%), a Bulgária (-1,1%) e a Irlanda (-0,1%) a registarem recuos.

Em relação à Hungria, o Eurostat assinala que os dados são uma estimativa provisória, com um elevado grau de incerteza.

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País

Descida nas tabelas do IRS dá poupança de 0,69 euros em salário de 700 e de 7 euros a quem ganha 1.750

Economia

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Foto: DR / Arquivo

As tabelas de retenção do IRS para 2021 vão baixar em 0,69 e em sete euros o valor descontado por, respetivamente, um salário de 700 euros e de 1.750 euros, indicam as simulações do Ministério das Finanças.

O despacho com as tabelas de retenção na fonte do IRS que vão vigorar ao longo do próximo ano foram hoje publicadas em Diário da República, traduzindo um aumento de 659 para 686 no valor dos salários e pensões a partir do qual se começa a descontar IRS, e uma descida das taxas aplicáveis aos vários escalões de rendimento de trabalho dependente.

O objetivo da medida, refere o Ministério das Finanças em comunicado, é dar “continuidade à ação tomada ao longo dos últimos anos de esbater o diferencial nas tabelas de retenções na fonte onde existe o maior desfasamento entre o valor das retenções realizadas e o valor final de imposto a pagar pelos trabalhadores dependentes”.

Do lado das pensões, as tabelas de retenção na fonte foram atualizadas nos escalões mais baixos, de forma a “manter o nível de rendimento líquido dos pensionistas beneficiados pelo aumento extraordinário das pensões mais baixas”.

Um conjunto de simulações efetuado pelo Ministério das Finanças revela que um solteiro, sem dependentes, que receba um salário mensal de 685 euros passará a ficar isento desta retenção mensal na fonte, ‘poupando’ 0,69 euros face ao valor que desconta este ano. No final do ano, um contribuinte com este perfil terá ganho mais 9,59 euros.

Caso o salário seja de 1.100 euros mensais, a poupança na retenção na fonte face à situação atual, será em 2021 de 2,20 euros por mês ou 30,80 euros por ano. Estes valores sobem para, respetivamente, sete euros mensais e 98 euros anuais se o salário for de 1.750 euros ilíquidos.

Tratando-se de um casal em que apenas um dos elementos trabalha, sem dependentes, a retenção mensal na fonte baixa de 16,80 euros em 2020 para 16,10 euros em 2021 (menos 0,70 euros por mês) num salário de 700 euros.

Se este casal ganhar 1.400 euros, a retenção mensal na fonte baixa 1,40 euros passando dos atuais 100,80 euros para 99,40 euros.

Os casais em que ambos os elementos trabalham e sem dependentes têm um perfil de descontos mensais do IRS semelhantes aos do solteiro, sem dependentes, pelo que, se o seu salário for de 1.750 euros mensais, passarão a descontar menos sete euros por mês (ou 98 euros por ano).

Tendo uma remuneração de 3.100 euros brutos, o casal verá a taxa de retenção na fonte baixar de 26,5% para 26%, o que significa que em 2021, em vez de descontarem 821,5 euros de IRS por mês vão passar a descontar 806 euros.

Neste caso o aumento do rendimento líquido mensal será de 15,50 euros o que, no final do ano, resultará em 217 euros.

A retenção na fonte do IRS realizada por trabalhadores por conta de outrem e dependentes funciona como um adiamento do imposto, sendo as contas acertadas no ano seguinte, com a entrega da declaração anual do imposto.

A descida da retenção mensal ao longo de 2021 aproxima mais o imposto pago do efetivamente devido, mas irá traduzir-se um ano mais tarde numa redução do reembolso ou num aumento do imposto que haja a pagar, caso o rendimento e as despesas apresentadas mantenham um perfil idêntico ao deste ano.

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DGS dá “boa notícia”. Pico foi atingido a 25 de novembro e há “tendência de descida”

Covid-19

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André Peralta Santos, responsável pelas estatísticas da DGS, deu na reunião do Infarmed a “boa notícia” de que o pico da pandemia deu-se no dia 25 de novembro e “há uma tendência de descida”.

“Há consolidação de um pico. Atingiu-se a incidência máxima cumulativa no dia 25 de novembro”, referiu.

A descida é mais visível na região Norte, enquanto na região de Lisboa essa evolução começa agora a esboçar-se. Já no Alentejo e Algarve, a tendência continua a ser “crescente”.

Também a incidência em todos os grupos etários tem uma “tendência decrescente”, embora nos idosos com mais de 80 anos os valores continuem a ser muito elevados.

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Novas tabelas de retenção na fonte isentam de IRS salários e pensões até 686 euros

Economia

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Foto: DR / Arquivo

O valor a partir do qual salários e pensões passam a descontar IRS em 2021 vai aumentar para 686 euros mensais, subindo 27 euros face ao limite de 2020, segundo as novas tabelas de retenção na fonte hoje publicadas.

Além da subida do valor isento do desconto mensal do imposto, as novas tabelas publicadas em Diário da República reduzem a taxa de retenção aplicável aos vários escalões de rendimento de trabalho dependente, em valores entre 0,1 e 0,9 pontos percentuais face aos valores aplicados em 2020.

No caso das pensões, as tabelas de retenção são atualizadas nos escalões mais baixos, com redução das taxas aplicáveis para as reformas de valor mensal até 765 euros, o que permite acomodar e salvaguardar o rendimento líquido dos pensionistas que vão ter o aumento extraordinário de 10 euros.

Na conferência de imprensa de apresentação do OE2021, o secretário de Estado Adjunto e dos Assuntos Fiscais, António Mendonça Mendes, tinha sinalizado que a descida das tabelas de retenção na fonte seria uma medida sobretudo dirigida aos rendimentos de trabalho onde se verifica um maior desajustamento entre o imposto retido e aquele que é efetivamente devido.

No caso das pensões, referiu então, “existe uma correspondência quase perfeita entre aquilo que é o imposto retido e aquilo que é o imposto pago”.

Em comunicado, o Ministério das Finanças refere que “a aproximação entre o imposto retido e imposto a pagar visa aumentar a liquidez das famílias, sobretudo as de classe média e aquelas cujo rendimento foi afetado em consequência da crise pandémica” e lembra que, tal como apontado no Orçamento do Estado para 2021 (OE2021), esta medida deixará do lado das famílias cerca de 200 milhões de euros ao longo do próximo ano.

De acordo com as novas tabelas, um trabalhador solteiro e sem dependentes estará isento até aos 686 euros, passando a reter, a partir de janeiro, 4% se a sua remuneração estiver balizada entre os 687 euros e os 718 euros. Em 2020 são-lhe retidos 0,1% entre os 659 e os 686 euros e 4,2% entre os 687 e os 718 euros.

Já se este contribuinte (assumindo o mesmo perfil familiar) tiver uma remuneração mensal bruta de 1.875 euros verá a taxa de retenção recuar 0,4 pontos percentuais, baixando de 21,5% para 21,1%.

Recebendo 5.500 euros mensais a descida da taxa de retenção baixa dos atuais 34,3% para 33,6%.

Tratando-se de um casal, em que apenas um dos elementos trabalha, com um dependente, o desconto mensal do IRS baixa de 1,00% para 0,9% a partir de janeiro de 2021 caso tenha uma remuneração mensal superior a 754 euros e até 794 euros. Sem filhos, este patamar de rendimentos passa a descontar 4,7% de IRS em vez dos atuais 4,8%.

Os reformados com pensões até 705 euros passarão a descontar 2,5% (contra 2,6% atualmente) e até 765 euros irão descontar 4,0% (atualmente descontam 4,3%).

Ao longo dos últimos anos as tabelas de retenção na fonte têm sido publicadas no início do ano a que dizem respeito, fazendo com que o despacho governamental tenha de salvaguardar a sua aplicação retroativa quando as entidades empregadoras e as que processam as pensões já não têm tempo de as refletir nos salários e pensões já pagos.

Desta vez, com a disponibilização das tabelas no início de dezembro, empresas e as entidades que processam pensões terão tempo para refletir os novas taxas de retenção já a partir de janeiro.

Com exceção do aumento em 100 euros do mínimo de existência e da dedução do IVA pela exigência de fatura em ginásios e medicamente veterinários, o IRS quase não sofre alterações no OE2021, tendo o Governo optado por manter inalterados os limites dos setes escalões de rendimentos coletável, bem como o valor da dedução específica e das deduções à coleta.

Desta forma, a redução da retenção mensal na fonte traduzir-se-á em 2022 (quando for entregue a declaração anual do IRS relativa aos rendimentos de 2021) num reembolso de menor valor ou numa fatura de imposto mais elevada face ao que resultará da campanha da entrega do IRS em 2021, caso o contribuinte mantenha um perfil idêntico de volume de rendimentos e de despesa a abater.

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