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Braga

Praia da Póvoa de Lanhoso é segura, mas 200 metros abaixo é preciso ter atenção

Autarca deixa alerta

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

A situação que ocorreu hoje com um casal que ficou retido numa rocha depois da subida do caudal do rio Cávado, em Póvoa de Lanhoso, motivou um alerta por parte de José Manuel Silva, presidente da União de Freguesias de Verim, Friande e Ajude.


De acordo com o autarca, a situação ocorreu porque as pessoas não tiveram atenção em ficar no local designado da praia fluvial, devidamente vigiada e onde as descargas da Barragem da Caniçada não interferem com o volume de água no rio.

O presidente da junta explicou a O MINHO que, a cerca de 200 metros a jusante da praia, ou seja, abaixo, existe uma boca de saída de um túnel com cerca de oito quilómetros proveniente da Barragem da Caniçada, em Vieira do Minho, que serve para encher o caudal do rio com descarga de água.

“A rocha onde esse casal estava fica muito perto dessa boca de saída e como estavam lá na hora quando habitualmente saem as descargas de água, essa situação aconteceu”, vincou o autarca.

Descarga de barragem deixa casal retido numa rocha na Póvoa de Lanhoso

José Manuel Silva aproveita a situação inusitada para alertar os banhistas para que não se desloquem para as rochas que seguem no rio Cávado, depois da zona de lazer, de forma a evitar este tipo de situação.

“Temos sido cada vez mais procurados por veraneantes, a praia tem atingido sucessivamente a ocupação plena e é pena que este tipo de situação possa manchar o nome de Verim, por isso gostava que este caso servisse como ação pedagógica para que procurem ficar apenas na zona da praia”, elucidou o presidente da junta.

Praias fluviais de Braga, Fafe, Póvoa de Lanhoso e Vila Verde com lotação esgotada

A praia fluvial de Verim tem sido um dos locais fluviais de lazer mais procurados na região do Minho desde o início da época balnear, estando devidamente vigiado por nadadores-salvadores, reunindo ainda todos os conceitos de segurança para que se desfrute das águas do Cávado.

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Braga

Tribunal agrava pena de professor que abusou dez vezes de aluna em Braga

Abuso sexual de menores

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Foto: DR

O Tribunal da Relação de Guimarães condenou a quatro anos e meio de prisão, com pena suspensa, um professor de uma escola de Braga que abusou sexualmente de uma aluna de 14 anos.

Por acórdão de 12 de outubro, hoje consultado pela Lusa, para a suspensão da pena o professor terá de pagar à vítima uma indemnização de 12 mil euros.

O arguido foi condenado por 10 crimes de atos sexuais com adolescente.

Na primeira instância, o Tribunal de Braga tinha condenado o arguido a três anos de prisão, pelo crime de abuso sexual de menor dependente, de trato sucessivo, e ao pagamento de uma indemnização de 8.000 euros.

O Ministério Público e o pai da vítima recorreram, pugnando por penas de pelo menos quatro anos e de meio de prisão efetiva e, no caso do segundo, de uma indemnização não inferior a 50 mil euros.

O caso remonta ao ano letivo 2016/2017, sendo o arguido um professor de Educação Física da EB 2,3 de Cabreiros, no concelho de Braga.

O arguido, que à data dos factos tinha 48 anos, era também diretor de turma da vítima e orientador do Clube de Xadrez da escola, que aquela aluna frequentava.

Muitas vezes, ficavam os dois sozinhos na sala.

O tribunal deu como provado que o professor “começou a aproximar-se” da vítima a partir de janeiro de 2017, após uma festa que os alunos lhe organizaram aquando do seu aniversário e uma corrida que teve lugar em Guimarães.

Começou a contactá-la através do ‘Messenger’ do Facebook, o que “fez exacerbar nela sentimentos mais afetuosos por ele”.

Numa aula de xadrez, e na sequência de uma alegada aposta com a menor, que esta perdeu, o docente beijou-a na boca.

A partir daí, os abusos aconteceriam todas as sextas-feiras, quando o arguido ficava a sós com a aluna, no clube de xadrez.

Houve, entretanto, encontros entre ambos numa loja que o arguido explorava e na casa dos padrinhos da aluna, que estavam emigrados.

Em maio de 2017, após colegas da aluna terem tornado pública a sua relação com o professor, este terá pedido à menor que não contasse nada a ninguém, para não prejudicar a sua carreira.

No julgamento, o professor confessou os factos e manifestou arrependimento, mas alegou que se tratou de uma “atração mútua”, não tendo havido ameaças nem agressões, pelo que as relações entre ambos foram “consensuais”.

Disse que houve um “envolvimento emocional” a que não foi capaz de pôr cobro.

Uma versão corroborada pela menor, nas declarações que prestara para memória futura.

O tribunal considera que o comportamento do professor “merece censura”, porque “tinha idade para ser pai” da vítima mas não se coibiu de a seduzir e de “abusar dos seus inocentes sentimentos e da sua inexperiência de vida”, praticando com ela, por 10 vezes, atos sexuais de relevo”.

No entanto, e face à ausência de antecedentes criminais e à inserção familiar do arguido, o tribunal entendeu ser “possível e adequado suspender” a pena, mas com a condição de indemnizar a menor num valor que lhe permita, desde logo, fazer face a despesas terapêuticas que venham a ser entendidas necessárias ao seu desenvolvimento e amadurecimento também na esfera do relacionamento interpessoal.

O tribunal acrescentou que o valor da indemnização deve ainda permitir à menor “a fruição de circunstâncias de vida que lhe agradem – e que o dinheiro tem a possibilidade de satisfazer – e lhe permitam virar a página da sua vida afetiva, definitivamente, fazendo-a esquecer a vulnerabilidade e a ingenuidade com que viveu a experiência sexual deformada em que se viu envolvida”.

Na sequência deste caso, o arguido foi alvo de um processo disciplinar, que culminou com a sua expulsão da docência, mas recorreu da decisão, estando o caso no Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga.

O arguido dedica-se agora à venda de produtos de dietética, sendo ainda assistente de desporto num ginásio.

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Braga

BE questiona Governo sobre descargas na ribeira de Tabuaças em Vieira do Minho

Poluição

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Foto: Vieira do Minho TV

O BE quer saber que medidas o Governo vai tomar para “garantir a identificação e responsabilização” das entidades responsáveis por descargas poluentes na ribeira de Tabuaças, em Vieira do Minho, informou hoje o partido.

Numa questão dirigida ao Ministério do Ambiente e da Ação Climática, os deputados à Assembleia da República denunciam descargas poluentes naquele curso de água ocorridas em 08 de outubro, entre a Central de Camionagem de Vieira do Minho e a Escola Básica Domingos de Abreu, querendo saber se o Governo teve conhecimento delas.

A ribeira de Tabuaças, no concelho de Vieira do Minho, no distrito de Braga, é um afluente do rio Ave e passa pelas zonas da Atafona, Eira Vedra, Parque dos Moinhos e Parque de Campismo, desaguando na barragem do Ermal.

O Bloco de Esquerda, refere o texto, “entende que é necessário a identificação e eliminação dos focos poluidores, a punição dos prevaricadores e a limpeza e restituição das condições naturais da ribeira de forma a proteger a biodiversidade”.

Os bloquistas querem saber “que medidas vai o Ministério do Ambiente e da Ação Climática tomar para garantir a identificação das entidades poluidoras, a sua responsabilização, a cessação dos focos poluidores e a despoluição da linha de água afetada”.

Os deputados questionam ainda o ministro João Pedro Matos Fernandes sobre “que medidas o Ministério do Ambiente e da Ação Climática assumiu ou vai assumir, eventualmente em articulação com o município de Vieira do Minho, para pôr cobro às descargas poluidoras e garantir a boa qualidade da ribeira de Tabuaças”.

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Braga

Foi roubar raspadinhas a um café em Braga mas estava lá um GNR à civil

Merelim S. Pedro e Frossos

em

Foto: Divulgação / GNR

Um homem de 32 anos foi detido, na tarde de quinta-feira, em Braga, por furto em estabelecimento comercial, anunciou hoje o comando territorial de Braga da GNR.

O detido entrou num café, situado na União de Freguesias de Merelim S. Pedro e Frossos, e pediu várias raspadinhas à funcionária, totalizando 65 euros naqueles bilhetes.

Com as raspadinhas na sua posse, o homem colocou-se em fuga, mas não se aperceber que dentro do estabelecimento estava um militar na reserva que foi no seu encalço enquanto solicitou reforços.

Mais militares da guarda foram ao local e conseguiram interceptar o homem noutra loja.

Foram recuperadas nove raspadinhas no valor de 65 euros.

O suspeito foi detido e constituído arguido, e os factos foram remetidos ao Tribunal Judicial da Braga.

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