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Região

PPP do Hospital de Braga deixa 180 mil euros por pagar a enfermeiros, alega sindicato

Sindicato dos Enfermeiros Portugueses

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Foto: Divulgação / Arquivo

O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, através da delegação do Minho, veio a público denunciar uma alegada falta de compromisso por parte da Parceria Público-Privada que geriu ao longo dos últimos 10 anos o Hospital de Braga, cujo contrato de concessão terminou este sábado.

De acordo com Nelson Pinto, dirigente do Sindicato dos Enfermeiros, o Grupo Mello Saúde deixou por pagar 18 mil horas extraordinárias, o que totaliza cerca de 180 mil euros, aos enfermeiros que trabalham naquela unidade hospitalar.

Todavia, o Grupo Mello Saúde, em comunicado enviado a O MINHO, assegura que os encargos para com os enfermeiros foram assegurados antes da transição, e que tudo o que foi acordado entre as duas entidades durante uma reunião em abril foi cumprido.

Contactado por O MINHO, a anterior administração do Hospital de Braga refere que “cumpriu rigorosamente” todos os pontos acordados na carta de compromisso assinada no passado mês de abril, que menciona os antigos enfermeiros do Hospital São Marcos.

A mesma carta de compromisso, sabe O MINHO, não inclui o pagamento das 18 mil horas assinaladas pelo sindicato.

Nelson Pinto explica que a questão das 18 mil horas estava ainda em discussão com a administração anterior, mas que a mesma cancelou as reuniões até à mudança de administração. “Não ficou escrito na carta de compromisso mas foi-nos apalavrado”, diz o sindicalista.

A O MINHO, Nelson Pinto relembra o que ficou escrito em carta de compromisso assinada em abril pelas duas entidades, apontando que deveria ter existido nova reunião na passada quinta-feira para falar sobre a falta das horas para com os enfermeiros, mas que essa reunião “não aconteceu”.

“Eles não cumpriram o que assumiram connosco, que era pagar as horas extraordinárias aos enfermeiros antes da transição da gestão para o domínio público”, aponta Nelson Pinto.

“Ficamos a saber que o erário público terá de pagar essas horas aos enfermeiros, ou seja, todos os cidadãos através dos seus impostos vão ter de pagar uma dívida dessa empresa privada para que ela tenha mais lucro”, denuncia, apontando que “os enfermeiros não vão perdoar tal traição”.

O sindicalista refere ainda que não foi cumprido o acordado relativamente à majoração do tempo de serviço dos enfermeiros que transitaram do antigo Hospital São Marcos.

Em 31 de agosto o Hospital de Braga deixou de funcionar como Parceria Público Privada (PPP) com o grupo Mello Saúde e passou a integrar o Serviço Nacional de Saúde como Empresa Pública.

A decisão de terminar aquela parceria foi anunciada em dezembro pela Ministra da Saúde, Marta Temido.

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Braga

Domingos Névoa quer comprar 50% da Bragaparques por 65 milhões

Manuel Rodrigues pode não aceitar e caso vai para tribunal

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Domingos Névoa, co-fundador do grupo "Rodrigues e Névoa". Foto: O MINHO

A guerra entre os empresários bracarenses Manuel Rodrigues e Domingos Névoa subiu de tom.

Manuel Rodrigues e Domingos Névoa. Foto: DR / Arquivo

Nos últimos dias, Rodrigues disse de sua justiça sobre a posse da Bragaparques, no jornal Correio da Manhã, e na revista Sábado. Afirmando que só não comprou a firma de estacionamento, em dezembro passado, porque Névoa não apareceu para fazer a escritura.

O comprador oferecera 105 milhões pela metade pertencente a Névoa e à mulher, valorizando a empresa em 210 milhões, enquanto que este se dispôs a pagar 65 milhões pela mesma metade.

Os dois, sócios desde o início da atividade nos anos 70 do século passado, haviam decidido separar-se em 2016, tendo ficado acordado que cada um ofereceria, em carta fechada, o valor que entendesse dever pagar pela parte do outro nas muitas empresas que ambos detinham.

Como sucedeu com a própria Rodrigues & Névoa – do setor imobiliário e da construção – e com a Carclasse, esta do ramo automóvel.

Falta de comparência

As declarações de Rodrigues – e outras críticas – sobre a “falta de comparência” de Névoa na assinatura da escritura são rebatidas por “inverdadeiras” por este.

Fonte que lhe é próxima adiantou a O MINHO que, “em dezembro o empresário Manuel Rodrigues não tinha a Bragaparques em condições de lhe ser transferida. Pois, ainda não tinha sido retirado o aval de Névoa nem se tinha retirado a empresa de águas e resíduos, a Geswater, dos ativos da Bragaparques”.

A Geswater – que tem, ainda, como sócios a DST e a ABB – é a firma que detém 49 por cento da empresa municipal AGERE. Havia, portanto, que decidir quem ficaria com a Geswater. Só em março, – salienta a mesma fonte – a Braparques ficou em condições de ser transferida, com aqueles dois problemas solucionados”.

Impasse?

E sublinha: “a partir desta data até agosto, por várias vezes, Manuel Rodrigues foi interpelado pelo Névoa para vir pagar e assinar a competente escritura. E nunca apareceu para pagar e comprar”.

A partir de meados de agosto, e dado que não compareceu, Névoa decidiu comprar conforme o previsto no acordo negocial entre os dois e por eles assinado. O prazo limite é, também, em dezembro. Se Rodrigues não quiser vender, Névoa recorre ao Tribunal.

Neste momento – sustenta – “é Manuel Rodrigues quem se encontra em falta perante o Névoa, pois este pretende comprar e pagar o preço que contratualmente está previsto, cerca de 65 milhões”.

Por isso, Domingos Névoa, pelo contrato existente, vai obrigá-lo a vender, nas condições previstas nesse mesmo contrato, dado já não se encontrar obrigado a vender, pelo menos desde agosto”

Contactados por O MINHO nenhum dos dois empresários se quer pronunciar.

Ações em Tribunal

No começo de setembro, e conforme o MINHO noticiou, um juiz do Tribunal de Comércio de Famalicão titular do processo rejeitou dar andamento a uma providência cautelar interposta por Fernanda Serino, mulher de Manuel Rodrigues, visando impedir Névoa, de imediato, de gerir a firma, e decidiu que a ação avança, mas com a contestação e audição do demandado e suas testemunhas. Mantendo-se este como administrador até ao julgamento da ação.

Rodrigues encobriu assédio

No Tribunal de Trabalho, e de acordo com o jornal I, está um processo que envolve uma funcionária do empresário, a qual se queixa de ter sido assediada no local de trabalho por um quadro da firma de Rodrigues. Ao que soubemos, este desvaloriza e nega.

Sporting Clube de Braga

Manuel Rodrigues integra a administração da SAD do Sporting de Braga, cuja gestão, liderada por António Salvador, está em investigação no Ministério Público. Por causa de um alegado saco azul e de compras de jogadores, serviços e brindes.

Ao que O MINHO apurou nenhum dos administradores é arguido, e todos se dizem “alvo de calúnia” e de consciência tranquila. Mas o MP confirmou ao JN, recentemente, o inquérito judicial.

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Região

Dificuldades no telemóvel? Rede Vodafone está com falhas em Braga e Viana

Banda larga, dados móveis e serviços de chamada

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Foto: Divulgação

A rede de telecomunicações da marca Vodafone está com problemas de serviços a nível nacional, tanto a nível de utilização de dados móveis como de serviços de chamadas de voz, apurou O MINHO junto do portal “down detector“.

Fonte: Down Detector

De acordo com o portal, onde é assinalado o mau funcionamento de serviços tecnológicos, mais de 2.000 utilizadores daquela rede já manifestaram ter tido problemas com os serviços entre as 22:00 e as 23:00 desta terça-feira.

O mesmo portal indica que o distrito de Braga, assim como Lisboa, Porto e Maia, são os locais onde se tem registado maior número de queixas, havendo já vários comentários a relatar os problemas em questão.

Também no distrito de Viana do Castelo foram registadas falhas nos serviços, apurou O MINHO com vários utilizadores.

Falha no serviço de internet, e impossibilidade de efetuar chamadas são os problemas mais apontados.

Ainda não foi emitido qualquer esclarecimento por parte da empresa.

Durante esta manhã, foi a rede NOS a ter problemas de utilização.

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Braga

Braga leva cinco mil idosos à Quinta da Malafaia

Passeio sénior

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Foto: Divulgação / CM Braga

A Câmara de Braga promoveu esta terça-feira um convívio na Quinta da Malafaia, em Esposende, uma iniciativa desenvolvida pelo sexto ano consecutivo que, entre hoje e quinta-feira, leva cerca de cinco mil seniores bracarenses ao mais conhecido arraial minhoto onde não falta alegria.

De acordo com nota da imprensa enviada pela autarquia, “muita música e boa disposição marcaram este primeiro dia de convívio que proporciona aos participantes um dia diferente destinado a celebrar o bem-estar da população sénior”.

Foto: Divulgação / CM Braga

A câmara refere que este evento é considerado “fundamental para garantir o bem-estar da população sénior,  já que para muitas pessoas os convívios são os únicos momentos para se poderem divertir, passear e sair de casa”.

“Esta iniciativa tem um cunho simbólico e é um ponto de encontro aglutinador para cinco mil bracarenses que aqui passam um dia diferente de convívio e de celebração. Para muitos deles, este encontro faz toda a diferença nas suas vidas e é isso que nos motiva para renovar este convívio ano após ano”, diz Ricardo Rio, presidente da Câmara de Braga, considerando que são estes de momentos que “trazem um novo alento aos seniores e uma maior motivação para que continuem activos e a desfrutar da vida”.

Foto: Divulgação / CM Braga

Foto: Divulgação / CM Braga

A autarquia destaca ainda as “políticas alargadas de apoio à população idosa”, como são exemplo a criação do cartão sénior; os apoios às IPSS´s, através da redução de tarifários da AGERE; o acesso aos horários generalizados dos TUB; a dinamização do Conselho Municipal Reformados, Pensionistas e Idosos; o programa Braga Sol que visa a intervenção e melhoramento das condições de mobilidade e acessibilidade nas residências dos idosos e dos mais desfavorecidos; o programa Braga a Sorrir de apoio à saúde oral e as diversas iniciativas de carácter lúdico e desportivo desenvolvidas especificamente para este público-alvo.

“Desde o plano desportivo ao cultural, passando pelo âmbito social ou pelas acções de formação queremos devolver a esta franja da população muito do esforço que eles dedicaram à cidade, esta é também uma forma de lhes agradecer por tudo que fizeram pela comunidade bracarense ao longo das suas vidas”, concluiu Ricardo Rio.

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