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Braga

Postais com “dizeres” de Braga marcam 4.ª edição de encontro de ilustradores

Os trabalhos aludem ainda a dizeres como “És de Braga?”, “Mandar abaixo de Braga” ou “Penico do céu”

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Imagem via RTP (Arquivo)

O lançamento de postais alusivos a dizeres locais, como “Mais velho que a Sé de Braga” ou “Ver Braga por um canudo”, será uma das marcas do Encontro de Ilustração que arranca no sábado, nesta cidade.

O curador do encontro, Pedro Seromenho, explicou hoje à Lusa que os postais resultam do trabalho de 26 ilustradores nacionais, que deram “forma e cores” a oito dizeres que se assumem como “uma espécie de marca registada” de Braga.

Os trabalhos aludem ainda a dizeres como “És de Braga?”, “Mandar abaixo de Braga” ou “Penico do céu”.

As designações “Roma portuguesa” e “Cidade dos arcebispos” também foram trabalhadas pelos ilustradores.

“Os trabalhos dos 26 ilustradores vão estar em exposição na Casa dos Crivos, podendo os interessados adquirir os postais correspondentes, bem como o catálogo”, disse Pedro Seromenho.

Denominado “Braga em Risco”, o encontro de ilustração vai decorrer até 17 de novembro, reunindo trabalhos de um total de 56 ilustradores nacionais e estrangeiros, estes últimos de Israel, Rússia, Itália, Espanha e França.

Nesta quarta edição, o encontro descentraliza-se por cinco espaços: Edifício do Castelo, Casa dos Crivos, Livraria Centésima Página, Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva e Palácio do Raio.

Do programa, constam 40 oficinas nas escolas do concelho, nas quais 19 ilustradores vão partilhar a sua técnica com as crianças e ensinar-lhes alguns segredos da “arte de bem riscar”.

Estão também agendadas 25 oficinas do risco no edifício Castelo e Casa dos Crivos, abertas ao público em geral.

Haverá ainda um “mercado riscado”, nos claustros da Rua do Castelo, que se vão transformar em “galeria viva”, onde será possível comprar, observar o trabalho ao vivo, conversar com os ilustradores e ouvir “histórias descomplicadas” com a magia de um risco.

“O encontro aposta na educação pela arte”, disse ainda Pedro Seromenho.

Quinze exposições, 10 apresentações de livros, sessões Hora do Conto e visitas guiadas às exposições, duas performances com arte colaborativa e quatro DJ a animar as tardes dos dois fins de semana são outros dos números do “Braga em Risco”.

Para a vereadora da Cultura da Câmara de Braga, Lídia Dias, o “Braga em Risco” é um evento que “une gerações, artistas e linguagens”.

“A mais-valia deste encontro é trazer a ilustração e o livro para a rua e fazer com que ambos façam parte da nossa vida”, referiu.

Para Lídia Dias, este evento contribui para ajudar a afirmar Braga como “uma autêntica Capital de Cultura”.

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Braga

Cerveja artesanal de Vila Verde foi a mais premiada em evento em Lisboa

Cerveja artesanal

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Foto: Divulgação

Quatro tipos de cerveja da cervejeira artesanal Letra, com sede em Vila Verde, foram premiados no evento Paixão pela Cerveja Awards & Beer Party, que decorreu no passado sábado, no Hotel Marriot, em Lisboa, anunciou hoje a marca.

A Letra foi a cervejeira artesanal que obteve mais distinções com quatro das suas cervejas classificadas como “Excelência”, elas são: Letra Christmas Brown Ale; Letra On Oak – Oatmeal Stout; Lumber Jane Oak Double IPA; Barley Wine Port Barrel Aged (Letra, Mean Sardine e Lervig).

De acordo com a marca, todas as cervejas selecionadas foram sujeitas a uma prova cega onde foram dados scores até um máximo de 50 valores. Das diversas marcas nacionais e internacionais distinguidas, foram as cervejas artesanais que obtiveram uma boa “fatia” das distinções.

Filipe Macieira, cervejeiro e sócio fundador da Letra, acredita qua a marca vai continuar a surpreender com cervejas e outros produtos inovadores: “Agora no Natal, para além do já lançado Hoppy Gin (destilado da Letra F) também vamos lançar dois novos produtos, um queijo artesanal que incorpora no seu fabrico a cerveja Letra F (IPA), revestido com o lúpulo da variedade Mosaic e um folar doce à base de malte cervejeiro”.

Francisco Pereira, sócio fundador, salienta que estes reconhecimentos “são fruto de muito trabalho e dinamismo de toda a equipa da marca de cerveja minhota.

“Hoje a Letra apresenta-se no mercado como uma marca, que para além de ter evoluído na qualidade das suas cervejas, aposta no lançamento de cervejas e produtos ligados à cerveja de carácter único e pioneiro o que todos os dias nos traz novos clientes e seguidores”, aponta.

A partir do dia 28 de novembro, além dos próprios bares “Letraria” com diferentes eventos, a marca também vai estar presente em lojas Pop-Up em três dos mais movimentados shoppings do Norte: Braga Parque, Parque Nascente (Porto) e no Mar Shopping (Matosinhos).

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Braga

UMinho presta homenagem a António de Sousa Fernandes

Pioneiro nos estudos sobre descentralização da educação em Portugal

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Foto: Divulgação

O Instituto de Educação (IE) da Universidade do Minho presta esta segunda-feira uma homenagem póstuma a António de Sousa Fernandes, seu  antigo professor e pioneiro nos estudos sobre a descentralização da educação, a autonomia das escolas e a renovação da investigação em administração educacional em Portugal.

A sessão decorre das 09:30 às 18:00, no auditório multimédia do IE, no campus de Gualtar, em Braga. A iniciativa tem o tema geral “A Educação e os Municípios” e insere-se  no ciclo “XIX Diálogos sobre Educação”.

A Reitoria adiantou hoje que a abertura decorre pelas 09:30, com intervenções dos professores João Formosinho, Licínio Lima, Almerindo Afonso e Manuel Sarmento, todos do IE. Segue-se um painel com Jorge Martins (Universidade Lusófona), João Pinhal (Universidade de Lisboa), António Neto Mendes (Universidade de Aveiro) e Licínio Lima, que culmina na atuação do Coral Porta Nova e do Coral Guadalupe.

A partir das 14:30, é a vez de se conhecer projetos dos municípios de Braga e Guimarães, respetivamente com as vereadoras Lídia Dias e AdelinaPaula
Pinto. O painel das 17:00 junta testemunhos de ex-alunos da licenciatura e do mestrado em Educação da UMinho – Margarida Carneiro, Luís Eira e Maria João Rocha –, estando o encerramento previsto para  as 18:00.

FORMADO EM TEOLOGIA

António Manuel de Sousa Fernandes (1936-2019) formou-se em Teologia em Braga e em Direito Civil em Lisboa, tendo ainda feito pós-graduações em França e nos EUA e frequentado cursos gerais de órgão, violino e canto.

Foi padre, advogado, professor, maestro, juiz do tribunal eclesiástico e presidente do Município e da Assembleia Municipal de Braga. Na UMinho, fez parte do grupo dos primeiros professores, a partir de 1975, na então Unidade Científico-Pedagógica de Ciências da Educação (atual IE) e, mais tarde, presidiu o Instituto de Estudos da Criança.

Tornou-se um dos primeiros doutorados em Organização e Administração Escolar em Portugal, com uma tese sobre a centralização do ensino secundário (1992). Tem uma ampla bibliografia, inclusive estudos para a Comissão de Reforma do Sistema Educativo e o Conselho  Nacional de Educação. Destacou-se igualmente pela sua intervenção  cívica e humanista.

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Braga

Coreografia de Francisco Camacho estreia-se hoje e desafia os cânones da idade em Braga

Artes

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Foto: Divulgação

O coreógrafo Francisco Camacho estreia hoje uma nova coreografia, “Velhas”, que desafia os cânones da dança ocidental ligados à juventude, com bailarinos seniores, no Theatro Circo, em Braga.

Na nova peça, que também será apresentada no sábado, Francisco Camacho reuniu um grupo de profissionais em torno dos 50 anos que irão dançar ao som da música original, tocada ao vivo, de Sérgio Pelágio.

Neste novo trabalho, o coreógrafo “desafia os cânones da dança ocidental aprisionados na ideia de juventude, pujança e superação física”, segundo a sinopse da obra divulgada pela produção.

Os intérpretes — Ana Caetano, Bernardo Gama, Carlota Lagido, Filippo Bandiera e Sílvia Real — “reconfiguram sucessivamente o espaço, utilizando materiais diversos, que determinam a sua fisicalidade e o movimento”, ao longo do espetáculo.

A direção artística e coreografia são de Francisco Camacho, em co-criação com os intérpretes, e a cenografia e a luz são de Frank Laubenheimer, numa coprodução com o Theatro Circo.

A intenção do espetáculo é “dar palco a uma idade habitualmente menos presente, e também uma forma de reflexão sobre a história e a sua violência, que priva alguns sujeitos da sua existência plena, e apela a uma maior maturidade das comunidades”.

Nascido em Lisboa, em 1967, Francisco Camacho estudou dança, teatro e voz, em Portugal e em Nova Iorque, nomeadamente no Merce Cunningham Dance Studio e no Lee Strasberg Theatre Instítute, nos Estados Unidos.

Paula Massano, Meg Stuart, Alain Platel e Carlota Lagido foram alguns dos coreógrafos com quem trabalhou, atuando na Europa e nos Estados Unidos.

Começou a coreografar solos e peças de grupo em 1988, apresentando espetáculos em coautoria com as coreógrafas Mónica Lapa, Vera Mantero e Carlota Lagido, e com os encenadores Fernanda Lapa e Miguel Abreu.

Assinou, entre outros, os solos “Nossa Senhora das Flores” e “Rei no Exílio – Remake”.

Desenvolveu intervenções para uma obra de Pedro Cabrita Reis, em exposição no Museu de Arte Contemporânea de Bona, e para a exposição de Francis Bacon no Museu de Serralves, assim como projetos para espaços não convencionais.

Foi galardoado com os prémios Bordalo da Casa da Imprensa de 1995 e 1997, na área da Dança, e com o Prémio Acarte/Maria Madalena de Azeredo Perdigão 1994/95, do antigo Serviço de Animação, Criação Artística e Educação pela Arte (Acarte), da Fundação Calouste Gulbenkian.

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