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Portugal vai apresentar relatório epidemiológico com critérios do Reino Unido

Covid-19

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Augusto Santos Silva. Foto: Twitter / Ministério dos Negócios Estrangeiros

Portugal vai apresentar um relatório da situação epidemiológica com base nos critérios usados pelo Reino Unido para tentar alterar as restrições de viagem para aquele país causadas pela covid-19, anunciou hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros português.


“Nós tínhamos solicitado formalmente que o Reino Unido apresentasse o relatório sobre o qual diz basear a sua decisão e recebemos hoje resposta a esse pedido”, afirmou Augusto Santos Silva.

As autoridades portuguesas irão agora apresentar “informação relativa à evolução da situação epidemiológica portuguesa exatamente segundo os parâmetros e indicadores que o Reino Unido nos diz estar a utilizar”, explicou.

Com esta adoção dos indicadores britânicos, o Governo espera que a próxima revisão da lista de países obrigados a quarentena pelo Reino Unido já não inclua Portugal.

“Espero que uma próxima revisão da parte das autoridades britânicas signifique finalmente o reconhecimento dos factos, porque, na minha opinião, não há nenhum facto em Portugal que justifique que passageiros oriundos de Portugal sejam sujeitos a quarentena em Inglaterra”, afirmou.

A 24 de julho, o Reino Unido manteve Portugal fora do corredor aéreo que dispensa quarentena no regresso ao país devido à pandemia de covid-19, reiterando as restrições que tinha imposto pela primeira vez no início do mês.

Covid-19: Aplicação para rastrear contactos de infeção disponível dentro de dias

O Reino Unido tem “procedido a revisões no sentido mais restritivo, porque incluiu, na lista desses países sujeitos a quarentena, outros que previamente não estavam”, lembrou o ministro dos Negócios Estrangeiros.

A próxima revisão da lista feita pelo Reino Unido só deverá ser publicada no final do mês, mas a alteração das restrições a Portugal pode acontecer antes.

“O que as autoridades britânicas têm dito é que procedem regularmente a essa revisão, mas que a qualquer momento podem fazer isso”, o que “é verdade já que impuseram quarentena a Espanha dois dias depois de terem publicado a nova lista”, lembrou Santos Silva.

Na terça-feira, o jornal em língua inglesa com maior circulação em Portugal lançou uma petição pela Internet a pedir ao Governo britânico para reconsiderar e incluir Portugal no corredor aéreo com o Reino Unido, já assinada por mais de 28 mil pessoas.

Testes de covid-19 nas escolas decididos pelas autoridades de saúde locais

O The Portugal News pede ao Governo britânico, liderado pelo primeiro-ministro Boris Johnson, para alterar a sua posição e “abrir uma ponte aérea” entre os dois países, apontando a possibilidade de os turistas britânicos contornarem a imposição de quarentena, viajando para Portugal através de um terceiro país não sujeito a essa restrição.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 701 mil mortos e infetou mais de 18,5 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

O Reino Unido é o terceiro país do mundo (a seguir aos Estados Unidos e ao Brasil) com mais vítimas mortais causadas pela pandemia de covid-19, contabilizando 46.299 mortos e mais de 306 mil casos.

Covid-19: Mais 1 morto, 167 infetados e 247 recuperados no país

Em Portugal, morreram 1.740 pessoas das 51.848 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.

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Os números do Euromilhões

Sorte

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Foto: O MINHO

É esta a chave do sorteio do Euromilhões desta terça-feira, 22 de setembro: 16, 25, 28, 39 e 40 (números) e 1 e 6 (estrelas).

Em jogo para o primeiro prémio está um valor de 67 milhões de euros.

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Covid-19: Situação de docentes de risco no superior será tratada caso a caso

Pandemia

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Foto: DR / Arquivo

A situação dos docentes das universidades e politécnicos que integrem grupos de risco será avaliada caso a caso, afirmaram hoje os representantes das instituições, admitindo que nem todos possam ficar em teletrabalho.

Ao contrário dos professores de risco para a covid-19 do ensino básico e secundário, a porta do teletrabalho não está fechada aos docentes do superior, mas as instituições não têm uma resposta pré-definida para todos.

Em declarações à Lusa, os representantes dos reitores das universidades e dos presidentes dos politécnicos explicaram que a situação será avaliada “caso a caso”.

“Aquilo que as instituições estão a fazer é, caso a caso, encontrar soluções que possam ser exequíveis”, disse o presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP), Pedro Dominguinhos.

Nas universidades, a abordagem é a mesma e segundo o presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP), enquanto os trabalhadores administrativos vão poder trabalhar a partir de casa, como fizeram durante o confinamento no final do último ano letivo, essa opção estará também disponível a alguns docentes.

“Se dão aulas teóricas, podem dá-las à distância. Se dão aulas práticas, aí a situação poderá ser diferente, mas irão organizar-se no sentido de encontrar soluções”, explicou António Fontaínhas Fernandes.

Pedro Dominguinhos considera, no entanto, que chegar a essas soluções poderá ser mais complexo, pela forma como os politécnicos se estão a organizar para o próximo ano letivo.

No próximo ano, muitas das instituições de ensino superior vai optar por regimes de ensino misto rotativo, em que, por exemplo, numa semana metade da turma tem aulas presencialmente e a outra metade está a acompanhar à distância, e na semana seguinte trocam os turnos.

No caso dos politécnicos, o presidente do CCISP já tinha dito à Lusa que está a ser feito um investimento significativo na dotação tecnológica das salas de aula, com a instalação de equipamentos que permitam a transmissão em direto das aulas para os estudantes que estão em casa.

“A mobilidade está do lado dos estudantes, que numa semana estão nas salas e na outra estão em casa”, referiu Pedro Dominguinhos, para explicar que mesmo num regime de ensino misto, a ideia é que os professores deem sempre a aula a partir das instituições.

“Estamos a fazer um esforço muito grande de customização, mas há um limite que nós não podemos ultrapassar”, acrescentou, reforçando que nalguns casos será “muito difícil” implementar o teletrabalho.

No ensino superior, a maioria das instituições inicia o novo ano letivo a partir da próxima semana, depois de serem conhecidos os resultados da 1.ª fase do concurso nacional de acesso, que serão divulgados em 28 de setembro.

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Putin oferece futura vacina russa contra covid-19 para funcionários da ONU

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, antecipou hoje, perante as Nações Unidas, o rápido desenvolvimento no seu país de uma vacina contra o novo coronavírus, oferecendo-a gratuitamente à ONU, para que proteja os seus funcionários.

Na sua mensagem de vídeo no primeiro dia do debate geral da Assembleia Geral da ONU, Putin disse que o seu Governo está pronto para oferecer às Nações Unidas toda a assistência necessária, incluindo vacinas gratuitas para todo o pessoal que a deseje.

O Presidente russo disse ainda que o seu país está disponível para abastecer outras nações com a futura vacina, que se chamará Sputnik V, que, como frisou, tem mostrado ser “segura” e “eficaz”.

“Estamos prontos a partilhar a nossa experiência e a continuar a interagir com todos os estados e estruturas internacionais, nomeadamente para fornecer a outros países a vacina russa que tem comprovador ser segura, fiável e eficaz”, disse o líder russo.

Vários altos funcionários russos anunciaram que já foram vacinados com o Sputnik V, como o ministro da Defesa, Sergei Shoigu, ou o presidente da Câmara de Moscovo, Sergei Sobyanin, assim como uma das filhas do Presidente russo.

Putin insistiu que os cidadãos de todo o mundo devem ter acesso gratuito a uma vacina contra a covid-19 e também destacou a disposição do Kremlin para trabalhar com outros governos para compartilhar métodos de diagnóstico e tratamento da doença.

Ao contrário do que têm feito os Estados Unidos, Putin defendeu que a Organização Mundial da Saúde (OMS) deve ter um papel central na coordenação da resposta e disse que a Rússia está a trabalhar para fortalecer a capacidade desta organização.

Por outro lado, Putin alertou para os efeitos económicos de longo prazo que a crise atual terá e defendeu a necessidade de toda a comunidade internacional trabalhar em conjunto para impulsionar o crescimento.

Nesse contexto, o líder russo destacou a importância de eliminar barreiras, restrições e, sobretudo, “sanções ilegítimas” no comércio internacional.

Na esfera geopolítica e militar, Putin garantiu que quer cooperar com os Estados Unidos para estender o tratado de redução de armas estratégicas e espera que haja “moderação” na hora de implantar novos sistemas de mísseis, repetindo o seu interesse em conseguir um tratado que proíba armas no espaço sideral.

Na sessão da Assembleia Geral que marca o 75º aniversário das Nações Unidas, Putin defendeu o trabalho da organização e, embora reconhecesse que é necessário adaptá-la à realidade do século 21, deixou claro que seu país se opõe a grandes mudanças no Conselho de Segurança, onde é uma dos cinco membros permanentes e tem poder de veto.

Putin disse que, para que o Conselho continue a ser o “pilar da governança global”, é essencial que esses cinco países, potências nucleares e vencedores da Segunda Guerra Mundial, mantenham o privilégio do veto.

A semana de alto nível na Assembleia Geral da ONU começou hoje, num formato sem precedentes nos 75 anos da organização, em que os discursos de chefes de Estado e de Governo será feita por vídeos previamente gravados, devido à pandemia.

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