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Portugal vai acolher 100 refugiados que estão na Grécia

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Foto: DR

Portugal vai acolher nos próximos meses 100 refugiados que estão na Grécia, no âmbito de um acordo formalizado entre os dois países, anunciou hoje o Ministério da Administração Interna (MAI).


Em comunicado, o MAI adianta que o acordo entre os dois países é o culminar da articulação técnica entre os serviços de asilo grego e português e vem no seguimento do entendimento político obtido na sequência da visita que o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, realizou à Grécia no passado mês de outubro.

Nessa deslocação, Eduardo Cabrita manifestou ao ministro da Política de Migrações, Dimitris Vitsas, a disponibilidade de Portugal acolher até cerca de mil refugiados que se encontram na Grécia, em resposta ao pedido do governo grego.

Segundo o MAI, o acordo bilateral que formaliza todos os procedimentos para esta transferência foi assinado esta semana entre o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (Portugal) e o Serviço de Asilo (Grécia).

O MAI indica que o documento prevê a realização de uma primeira missão de entrevistas a 100 beneficiários e requerentes de proteção internacional que se encontram em campos de refugiados na Grécia e que manifestem vontade de ser transferidos para Portugal.

O processo, que poderá levar ao acolhimento em Portugal de até mil pessoas, já recebeu luz verde da Comissão Europeia e tem vindo a ser acompanhado pela Organização Internacional para as Migrações.

Segundo o Ministério da Política de Migrações, atualmente vivem cerca de 75 mil refugiados na Grécia.

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Exportações agroalimentares sobem 0,4% até junho para 3.285 milhões

Covid-19

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Foto: Twitter / Ministério das Infraestruturas

As exportações agroalimentares cresceram 0,4% entre janeiro e junho, face ao mesmo período de 2019, para 3.285 milhões de euros, enquanto as importações cederam 4,5% para 4.870 milhões de euros, avançou o Governo, citando dados do INE.

“No que respeita ao acumulado de janeiro a junho de 2020, em relação ao período homólogo de 2019, registou-se um ligeiro acréscimo das exportações, de 3.271 para 3.285 milhões de euros (+0,4%), e uma diminuição das importações, de 5.101 para 4.870 milhões de euros (-4,5%)”, apontou, em comunicado, o Ministério da Agricultura.

Só em junho, as exportações progrediram 5,2% para 552 milhões de euros, em comparação com o mesmo mês do ano anterior, enquanto as importações recuaram 0,7% para 801 milhões de euros.

De acordo com o ministério tutelado por Maria do Céu Antunes, por produto, as plantas vivas e os de floricultura cresceram, em junho, 39,7%, seguindo-se os vinhos e mostos (16%), os frutos (6,2%) e os produtos lácteos, ovos e mel (4,4%).

Para o Governo, “apesar do contexto ainda marcado pelos efeitos socioeconómicos da pandemia”, estes dados representam já um sinal de retoma.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 715 mil mortos e infetou mais de 19,1 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.746 pessoas das 52.351 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

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Vinhos portugueses em concurso ibérico à conquista do “difícil” mercado espanhol

Na província espanhola de Salamanca.

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Foto: DR / Arquivo

Os produtores de vinhos de várias regiões de Portugal estão a apostar no “difícil” mercado espanhol e da América Latina, através de um concurso ibérico que anualmente se realiza na aldeia raiana de Trabanca, na província espanhola de Salamanca.

Os produtores nacionais, principalmente, os de menor dimensão, garantem que o certame é uma porta aberta para os mercados internacionais como Espanha, Estados Unidos ou os países latinos da América do Sul.

Para a Câmara de Provadores do Concurso Ibérico Vindouro/Vinduero, que é constituída por cerca de 60 pessoas, repartida em partes iguais por homens e mulheres, há a garantia de que os vinhos portugueses “estão em crescendo em qualidade”.

Porém, os especialistas deixam a certeza de que “há néctares dos deuses” desde a Região Demarcada do Douro, passando pelo Dão, ou da região de Lisboa e Vale do Tejo, Beira Interior, Trás-os-Montes, Bairrada, sem esquecer os vinhos verdes e os vinhos produzidos nas ilhas dos Açores e Madeira.

“Ainda não temos os resultados dos vinhos provados. Contudo, posso antecipar que provámos vinhos do Douro que vão pontuar muito alto. O que está claro é que o Douro é a espinha dorsal no que respeita à qualidade, rivalizando com o que de melhor se faz em Espanha”, exemplificou à Lusa, a enóloga internacional Isabel Mijares.

A especialista, que já ocupou um lugar de conselheira nas Nações Unidades para área da alimentação, vincou que “Portugal é um país com um leque de vinhos diversificado e está conseguir conservar as suas variedades autóctones”.

“Portugal está a proteger as suas variedades autóctones, o que tem um grande interesses no mundo dos vinhos. É preciso animar os produtores portugueses a levar em frente este trabalho. Por outro lado, os vinhos portugueses, devido aos efeitos da pandemia, estão a aproximar-se mais dos consumidores”, indicou a especialista.

Para Isabel Mijares, para conquistar os mercados internacionais, os portugueses estão a fazer mais vinho para consumo do que para “filosofar”.

“Como os hábitos de consumo de vinho estão a mudar, os produtores portugueses estão no bom caminho. Este novo mundo teve um grande influência tantos nos produtores como nos consumidores, e os vinhos mais jovens e menos elaborados vão ganhado mercado”, concretizou a também investigadora.

Acreditando nesta oportunidade lançada pela Rota Internacional dos Vinhos, integrada no Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial (AECT) Duero/Douro, os produtores portugueses fizeram-se representar com 53% das mais de 900 amostras que estiveram ao alcance dos especialistas internacionais.

Por seu lado, Jorge Alvares, um provador da região do Douro, avançou que este concurso é uma “competição magnífica” entre os vinhos portugueses e espanhóis.

“Estavam muitos vinhos em prova. Nota-se que há vinhos ambiciosos que pretendem ir mais além, sendo natural que este tipo de evento traga oportunidades de promoção no mercado internacional para os vinhos portugueses. E nós precisamos de promoção dos nossos vinhos em Espanha, já que os espanhóis conhecem pouco os portugueses”, enfatizou o também membro do júri deste concurso ibérico.

Já o presidente da Comissão Vinícola da Beira Interior, Rodolfo Queirós, afiançou que faz todo o sentido fazer um concurso de vinhos no interior peninsular, sendo um território de baixa densidade.

“Este tipo de iniciativa também ajudar a promover o território raiano, já que há pessoas que vieram um pouco de toda a península ibérica e ilhas, para conhecer o que de melhor se faz no mundo dos vinhos quer em Portugal quer em Espanha”, frisou.

Rodolfo Queirós disse que com a pandemia provocada pelo novo coronavírus, praticamente não se realizaram outros concursos internacionais, o que vai dar novas oportunidades aos provadores que arrecadarem uma das três medalhas dos prémios Vindouro/Vinduero.

“À semelhança de outros setores de atividade, também a produção de vinhos está a passar por dificuldades. Mas, um vinho premiado internacionalmente tem sempre outro destaque no mercado e aos olhos dos consumidores”, vincou o também provador.

Helena Mira, que foi a primeira mulher portuguesa a integrar o júri deste concurso internacional de vinhos, acredita que esta iniciativa está em franco crescimento, tornando-se numa janela de oportunidades para o mercado de vinhos nacional.

Como se trata de um concurso que tem por base uma “prova cega” ainda não há pontuações conhecidas, o que deverá ser acontecer dentro de uma ou duas semanas.

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Covid-19: Portugueses são dos europeus que demonstram maior vontade em vacinar-se

Estudo

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Foto: DR / Arquivo

Os portugueses são dos europeus que demonstram maior vontade em vacinar-se contra a covid-19, com um em cada quatro a manifestar essa intenção quando a vacina estiver disponível, revela um estudo da faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa.

As conclusões do estudo da Nova BSE, hoje divulgados, mostram também que 70% dos portugueses estão “completamente confiantes” de que a vacina contra a covid-19 será segura, subindo a percentagem de confiança nos que têm entre 55 e 64 anos, entre os quais 79% acreditam na sua segurança.

Investigadores da Nova SBE juntaram-se a equipas da Universidade de Hamburgo, da Rotterdam Erasmus University e da Bocconi University para perceber como a população europeia olha para a pandemia e até que ponto confia nas decisões dos responsáveis políticos.

Para isso, realizaram um estudo online em duas fases, que abrangeu, em cada uma delas, mais de 7.000 participantes de sete países europeus (Alemanha, Dinamarca, França, Holanda, Itália, Portugal e Reino Unido) tendo em conta a região, idade, género e educação.

Entre a primeira vaga de inquéritos, que decorreu entre 02 e 15 de abril de 2020, e a segunda, realizada entre 09 e 22 de junho, os portugueses mantêm-se como os europeus que demonstram maior vontade de virem a ser vacinados contra a covid-19 (75%).

Padre em Famalicão infetado com covid-19

Foi observado nos inquiridos, com idades entre os 55 e 64 anos, um ligeiro aumento na disposição de se vacinarem (6 pontos percentuais).

“Os homens são os que se mostram mais dispostos a vacinarem-se (78%), assim como indivíduos com alta escolaridade (78%). Além disso, aqueles que conhecem alguém oficialmente diagnosticado com covid-19 estão mais dispostos a vacinar-se do que aqueles que não conhecem ninguém com covid-19 (81% vs 74%), refere a Nova BSE.

Relativamente à possibilidade de a vacina poder não estar disponível em número suficiente para que todos sejam vacinados imediatamente, os portugueses defendem que a prioridade a quem deve ser administrada deve ser definida por uma equipa nacional de especialistas (73%), pelas organizações de saúde que administram a vacina (68%) e pelo Ministério da Saúde (52%).

Para a grande maioria dos portugueses, o acesso prioritário à vacina contra o coronavírus SARS-Cov-2, que provoca a doença covid-19, deve ser dado a pessoas com maior risco de infeção, por exemplo, pessoas que cuidam de alguém que está doente com covid-19 ou pessoas em profissões vitais (91%) e a indivíduos mais vulneráveis (89%).

No geral, a maioria dos inquiridos discorda que a vacina deve ser administrada numa base de “primeiro a chegar primeiro a ser servida” (68% contra).

Dois terços discordam que pessoas que são geralmente saudáveis e vivam um estilo de vida saudável (66% contra) ou que possam pagar do seu bolso (61% contra) tenham prioridade na administração da vacina.

Além disso, 42% dos portugueses concordam que as características pessoais de uma pessoa não devem desempenhar um papel na decisão de quem é vacinado primeiro.

Centros de dia podem reabrir a partir de 15 de agosto de forma faseada

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 715 mil mortos e infetou mais de 19,1 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.746 pessoas das 52.351 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.

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