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Portugal teve a quarta taxa de natalidade mais baixa da UE em 2018

Segundo o Eurostat

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Foto: DR / Arquivo

Portugal teve, em 2018, a quarta taxa de natalidade mais baixa entre os Estados-membros da União Europeia (UE), registando também uma perda de população para 10,28 milhões de pessoas, segundo dados comunitários hoje divulgados.


Dados hoje divulgados pelo gabinete de estatísticas da UE, o Eurostat, revelam que a taxa de natalidade de Portugal foi, no ano passado, de 8,5‰, sendo a quarta pior da União e apenas ultrapassada por Itália (7,3‰), Espanha (7,9‰) e Grécia (8,1‰).

Em 2017, a taxa de natalidade tinha sido de 8,4‰ em Portugal.

No que toca à taxa de mortalidade, Portugal ficou no ano passado a meio da tabela dos 28 países da UE, com 11‰, maior do que a registada em 2017 (10,7‰).

No dia 01 de janeiro deste ano, o país tinha, assim, cerca de 10,28 milhões de pessoas, menos do que as 10,29 milhões registadas no período homólogo anterior.

Em termos absolutos, foram registados 87 mil nascimentos e 113 mil mortes em Portugal no ano passado.

Acresce que, no início deste ano, a população portuguesa representava 2% de todos os residentes na UE.

Ao todo, a população da UE era de quase 513,5 milhões de pessoas no início deste ano, mais do que as 512,4 milhões de pessoas registadas em janeiro de 2018, aumento que tem em conta, principalmente, o fenómeno das migrações.

Durante todo o ano de 2018 foram, por seu turno, registadas 5,3 milhões de mortes e cinco milhões de nascimentos em toda a União.

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País

Portugal em contactos para produzir vacinas e dispositivos médicos

Covid-19

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Foto: Ilustrativa (Arquivo)

Portugal tem estabelecido contactos com a indústria farmacêutica internacional para evidenciar a capacidade e experiência das empresas nacionais para a produção de vacinas e dispositivos médicos, disse à Lusa o secretário de Estado da Internacionalização.

Eurico Brilhante Dias sublinhou que “Portugal tem condições para receber uma parte da produção das vacinas” contra o SARS-CoV-2, pelo que tem consultado o mercado internacional que “procura essa capacidade produtiva”.

“Aquilo que estamos a fazer é posicionar a indústria farmacêutica portuguesa, que tem competências e experiência em áreas muito diferentes, e aproveitar esta oportunidade para as colocar comercialmente numa circunstância em que possa ser olhada pelos grandes produtores internacionais de vacinas, mas também por outros [líderes de] produtos farmacêuticos”, adiantou à Lusa o secretário de Estado.

Para o governante, esta é “uma oportunidade”, que vai além da produção de vacinas. “Assumo que muitos laboratórios estão a querer concentrar as suas capacidades na produção da vacina, o que gera outras oportunidades de relocalização de produção, que neste momento é feita por eles e que têm de passar ou subcontratar a terceiros”, constatou.

É nesta medida que as “competências e experiência” da indústria farmacêutica portuguesa “também podem ser usadas”.

“Neste momento muito importante, temos também uma oportunidade de comunicar uma indústria que hoje já exporta mais de 1,5 mil milhões de euros por ano, que é uma indústria que atrai recursos humanos muito qualificados e que, por isso, é também uma bandeira da nossa capacidade exportadora”, reforçou.

Para Eurico Brilhante Dias, a indústria farmacêutica tem “uma enorme margem de progressão para inovar e para investigar”.

“Para um país que se quer desenvolver, a indústria farmacêutica tem um conjunto de características muito interessantes, porque permite fixar recursos humanos qualificados e criar oportunidades para que os portugueses e as portuguesas que queiram ficar, possam ficar em postos de trabalho qualificados e bem remunerados”, acrescentou.

Por isso, o governante entende que é “decisivo continuar a apoiar esta indústria no sentido de ela ser um agente do desenvolvimento económico”.

“Já percebemos, pelo passado recente, que esta é uma indústria central, e alargando à indústria dos dispositivos médicos e equipamentos, para satisfazer necessidades básicas da nossa população. É normal, do ponto de vista das prioridades, inclusive da recuperação económica e da resiliência da União Europeia, esta seja uma indústria particularmente importante”, afirmou ainda o secretário de Estado.

Lembrando que o desenvolvimento das vacinas contra a covid-19 se encontram em fases diferentes, Eurico Brilhante Dias entende que este é o momento ideal para Portugal “mostrar a sua capacidade, para que, quando o processo arrancar” haver “alguma possibilidade de atrair e de fixar alguma capacidade produtiva”.

“O que pretendemos é que Portugal seja incluído na cadeia de valor. Não compete ao Governo fazer negócios. Compete-nos diplomaticamente e usando a diplomacia económica mostrar e ilustrar. Depois são as empresas que fazem os negócios e apresentam as suas opções. O Governo não é parte, mas é, sob o ponto de vista do desenvolvimento do território, uma entidade que procura mostrar as competências e as valências da indústria nacional”, explicou.

Eurico Brilhante Dias adiantou que este trabalho, desenvolvido pelo Governo, pela rede diplomática e consular, pela AICEP [Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal] e pelo setor, já se desenvolve há, pelo menos, dois meses.

Sem querer revelar quais as empresas portuguesas que estão disponíveis para participar neste processo, o secretário de Estado admitiu serem as de maior relevo.

“Do ponto de vista internacional são empresas que têm base nos Estados Unidos, no Reino Unido, na Itália, na Alemanha e também na República Popular da China. São diferentes países, aproximadamente seis ou sete, onde temos feito um esforço de levantamento e contactos”, revelou.

O Secretário de Estado sublinhou ainda que esta posição que Portugal não está relacionada com a aquisição de vacinas. “Não está em causa os portugueses terem vacina se vier ou não a produção.”

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País

Iniciativa Liberal não alinha com a “extrema-direita” nos Açores

Política

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Foto: IL / Arquivo

A Iniciativa Liberal está disposta a viabilizar um programa de Governo de direita nos Açores “onde se encontrem plasmadas as diferentes intenções” do partido, mas não alinha com a “extrema-direita e de pendor nacionalista e extremista”.

Em comunicado enviado hoje, a estrutura regional do partido afirma que “conflui” nas “intenções e propostas” de um Governo de direita nos Açores, “não alinhando, desde logo, numa política tal como se alvitra, com forças políticas que se assumem como de extrema-direita e de pendor nacionalista e extremista”.

A direção regional emitiu o esclarecimento porque “têm vindo a público diferentes manifestações e declarações que dão a Iniciativa Liberal como um parceiro alinhado não apenas com a coligação de direita (PSD/CDS-PP/PMM), que se apresentou recentemente, mas também com o Chega, e que mais não são do que puras especulações que não traduzem a realidade e em nada abonam a veracidade exigida numa sociedade pluralista e livre”.

“A IL poderá viabilizar um governo de coligação de diversas forças políticas e o seu programa de governo”, esclarece, acrescentando que “essa viabilização e garante de apoio não é apanágio de uma qualquer coligação, mas tão-somente a votação favorável de um programa de governo onde se encontrem plasmadas as diferentes intenções, claras, inequívocas e exequíveis, objetivas e reais, que a IL apresentou ao Partido Social Democrata”.

O partido só “se comprometerá a viabilizar o programa do futuro governo desde que essas premissas sejam observadas”, concretiza, em comunicado.

Sensivelmente ao mesmo tempo que os liberais enviavam o comunicado, o líder social-democrata, José Manuel Bolieiro, falava aos jornalistas, depois de ter sido ouvido pelo Representante de República para a Região Autónoma dos Açores, Pedro Catarino, em Angra do Heroísmo.

Questionado sobre os acordos já formalizados para alcançar uma maioria absoluta no Parlamento açoriano (29 deputados), José Manuel Bolieiro disse que com o Chega “está assegurado pelos próprios que há efetivamente um acordo de incidência parlamentar” e com a Iniciativa Liberal “também”.

Falta apenas o PS ser ouvido para que Pedro Catarino possa indigitar o próximo Governo Regional dos Açores, que deve acontecer ainda hoje.

Em 25 de outubro, o PS venceu as eleições legislativas regionais dos Açores, mas perdeu a maioria absoluta, que detinha há 20 anos, elegendo apenas 25 deputados.

O PSD foi a segunda força política mais votada, com 21 deputados, seguindo-se o CDS-PP com três. Chega, BE e PPM elegeram dois deputados e Iniciativa Liberal e PAN um cada.

PSD, CDS-PP e PPM, que juntos têm 26 deputados, anunciaram esta semana um acordo de governação, mas necessitam ainda de mais três mandatos para alcançar uma maioria absoluta.

Com os dois deputados do Chega e o deputado da Iniciativa Liberal, a coligação PSD/CDS-PP/PPM conseguirá ter o apoio da maioria dos parlamentares na Assembleia Legislativa dos Açores.

À esquerda, o BE já indicou que está disponível para viabilizar um programa de governo do PS, enquanto o PAN disse estar disponível para ouvir todos os partidos, mas rejeitou viabilizar uma solução governativa que envolva o Chega.

Contudo, como os socialistas elegeram apenas 25 deputados, mesmo com o BE (que tem dois deputados) e o PAN (com um parlamentar), apenas terão o apoio de 28 deputados, menos um do que o necessário para a maioria.

A Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores integra 57 deputados e terá pela primeira vez oito forças políticas representadas.

A instalação da Assembleia Legislativa está marcada para 16 de novembro. Habitualmente, o Governo Regional toma posse, perante o parlamento, no dia seguinte.

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País

PSD diz que coligação de direita nos Açores tem “solução parlamentar estável”

Política

em

Foto: DR

O líder do PSD/Açores, José Manuel Bolieiro, disse hoje que a coligação de direita, que forma com CDS-PP e PPM, tem condições para uma “solução parlamentar estável”, confirmando ter acordos com Chega e Iniciativa Liberal.

“A nossa missão é no interesse da democracia e no interesse autonómico. Não é um exercício de facilidades, é, sobretudo, de responsabilidades e que, obviamente, estamos disponíveis para assumir. Foi isso que transmitimos, obviamente, também com a satisfação de os partidos políticos que com legitimidade democrática adquirida aqui também e publicamente transmitiram e acertaram connosco a possibilidade de uma solução parlamentar estável”, avançou, em declarações aos jornalistas.

O líder regional social-democrata falava à saída de uma audiência com o representante da República para a Região Autónoma dos Açores, Pedro Catarino, em Angra do Heroísmo.

Na sexta-feira, Pedro Catarino já tinha ouvido os representantes do PAN, do Iniciativa Liberal, do PPM e do BE e do Chega, estando ainda prevista para hoje, às 17:00 (18:00 em Lisboa) a audiência dos representantes do PS, partido mais votado.

Questionado sobre os acordos já formalizados para alcançar uma maioria absoluta no Parlamento açoriano (29 deputados), José Manuel Bolieiro disse que com o Chega “está assegurado pelos próprios que há efetivamente um acordo de incidência parlamentar” e com o Iniciativa Liberal “também”.

“Nós assumimos este entendimento com o Iniciativa Liberal. Está acertado, como aliás também o eleito pelo Iniciativa Liberal declarou”, frisou.

O Partido Socialista venceu as eleições legislativas regionais dos Açores, no dia 25 de outubro, mas perdeu a maioria absoluta, que detinha há 20 anos, elegendo apenas 25 deputados.

O PSD foi a segunda força política mais votada, com 21 deputados, seguindo-se o CDS-PP com três. Chega, BE e PPM elegeram dois deputados e Iniciativa Liberal e PAN um cada.

PSD, CDS-PP e PPM, que juntos têm 26 deputados, anunciaram um acordo de governação, mas necessitam de 29 deputados para alcançar uma maioria absoluta.

À saídas das audiências com o representante da República, o líder do PPM/Açores afirmou que a coligação de direita tinha “melhores condições” do que o PS para constituir governo e o líder regional do CDS-PP defendeu que coligação tinha condições para governar com “estabilidade”.

O líder regional do Chega avançou que o partido tinha assinado um acordo com a coligação de direita, que classificou como “um entendimento perfeito”.

Por sua vez, o líder do Iniciativa Liberal/Açores admitiu vir a fazer um acordo de incidência parlamentar com a coligação, adiantando que estavam “em conversações”, mas ainda não tinham chegado a acordo.

O porta-voz regional do PAN garantiu que não viabilizará uma solução governativa na região, que envolva o Chega, estando disponível para dialogar com os restantes partidos, e o coordenador do Bloco de Esquerda/Açores disse estar disponível para viabilizar um programa de governo do PS, mas não para aprovar acordos de governação ou incidência parlamentar com o partido.

De acordo com o Estatuto Político-Administrativo da Região Autónoma dos Açores, cabe ao representante da República nomear o presidente do Governo Regional “tendo em conta os resultados das eleições”, mas só depois de ouvir os partidos políticos representados no parlamento.

A Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores integra 57 deputados e terá pela primeira vez oito forças políticas representadas.

A instalação da Assembleia Legislativa está marcada para 16 de novembro. Habitualmente, o Governo Regional toma posse, perante o Parlamento, no dia seguinte.

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