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Portugal será o país parceiro da maior feira mundial da indústria Hannover Messe 2022

Economia

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Foto: DR / Arquivo

Portugal será o país parceiro da Hannover Messe 2022, que se realiza na Alemanha e é considerada a principal feira do mundo para a tecnologia industrial, foi hoje anunciado.


Este “é um anúncio importante”, afirmou o embaixador da Alemanha em Portugal, Martin Ney, na cerimónia que está a decorrer no Ministério da Economia, em Lisboa.

“É uma grande oportunidade” para Portugal, acrescentou o diplomata alemão.

Por sua vez, o ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, classificou de “boa notícia para Portugal e para a indústria portuguesa”.

A principal feira do mundo para a tecnologia industrial realiza-se na cidade portuária de Hannover, na Alemanha, entre 25 e 29 de abril de 2022.

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País

Covid-19: Portugal ultrapassa os 200 mil infetados

Boletim diário da DGS

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Foto: Ilustrativa / DR

Portugal regista hoje mais 69 mortos e 6.653 novos casos de infeção por covid-19, em relação a quinta-feira, segundo o boletim epidemiológico diário da Direção-Geral da Saúde (DGS). É um novo máximo de casos diários.

4.061 dos novos casos são no Norte.

Há 2.799 pessoas internadas (388 em cuidados intensivos).

De acordo com o boletim, desde o início da pandemia até hoje registam-se 204.664 casos de infeção confirmados e 3.250 mortes.

Há ainda 117.382 recuperados, mais 3.693 nas últimas 24 horas.

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País

Costa apela aos portugueses para cumprirem regras

Covid-19

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António Costa: Foto: Twitter

O primeiro-ministro, António Costa, apelou hoje para que todos os portugueses apoiem os profissionais de saúde cumprindo as regras necessárias para evitar a propagação do vírus da covid-19.

“A melhor ajuda que podemos dar a cada um destes profissionais é tudo fazermos para cumprir as regras necessárias para evitar que cada um de nós fique doente ou que, sem consciência, estejamos a fazer outros doentes”, afirmou o chefe do Governo, em Santiago do Cacém (Setúbal), durante a inauguração do Serviço de Urgência Médico-Cirúrgica do Hospital do Litoral Alentejano (HLA).

António Costa sublinhou que “quanto menos doentes, estas senhoras e estes senhores, tiverem para tratar, melhores condições terão para trabalhar e para se poderem dedicar aqueles que estão mesmo doentes e que precisam dos seus cuidados”.

Na cerimónia, que contou com a presença da ministra da Saúde, Marta Temido, o primeiro-ministro aproveitou para realçar que “a resposta do Serviço Nacional de Saúde (SNS) não se pode esgotar na resposta à covid-19”.

“Temos de continuar a fazer os investimentos que são essenciais para continuar a melhorar o SNS para além desta pandemia. O esforço de investimento no SNS foi iniciado já após a anterior crise e tem de continuar, não obstante esta crise”.

Covid-19: Medicamento experimental à base de células estaminais está pronto a usar

Segundo António Costa, foram precisos quatro anos para “recuperar a capacidade de investimento do Serviço Nacional de Saúde. Começamos o ano com a maior dotação de sempre do SNS, a covid-19 exigiu-nos muito mais e por isso o Orçamento Suplementar obrigou-nos, a que só este ano, tivéssemos um reforço de verbas no SNS, idêntico ao reforço dos quatro anos anteriores”.

“O Orçamento [de Estado] para 2021 que está agora em debate na Assembleia da República prevê um reforço de mais 1.200 milhões de euros de investimento no SNS, entre novos hospitais, melhorias nos hospitais já existentes, equipamentos, em particular, nos cuidados de saúde primários, desenvolver a rede de cuidados integrados e reforçar os recursos humanos”, frisou.

Para António Costa, “se há condição fundamental para o desenvolvimento é termos um SNS robusto que permita garantir a todos, condições de atratividade, de fixação e qualidade de vida”.

As novas instalações do Serviço de Urgência Médico-Cirúrgica da Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano (ULSLA), representa um investimento total de 2,4 milhões de euros, e vai servir uma população de cerca de 100 mil habitantes dos concelhos de Alcácer do Sal, Grândola, Santiago do Cacém e Sines, no distrito de Setúbal, e Odemira (Beja).

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País

Covid-19: Medicamento experimental à base de células estaminais está pronto a usar

Ciência

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Foto: DR / Arquivo

A Crioestaminal anunciou hoje ter concluído o desenvolvimento de um medicamento experimental à base de células estaminais do cordão umbilical expandidas para tratar doentes mais graves com covid-19, que se encontra disponível para utilização hospitalar.

Sediada no Biocant Park, em Cantanhede, a empresa tem já pronto o primeiro lote do medicamento experimental (SLCTmsc02), abrindo caminho à sua utilização como tratamento experimental em contexto hospitalar.

“O medicamento experimental surge como uma solução terapêutica para tratar doentes com covid-19 em situação grave. A utilização deste tipo de células está já a ser testada noutros países com resultados muito promissores. Não podíamos deixar de tentar desenvolver este tipo de terapia em Portugal”, justificou o diretor geral da Crioestaminal, André Gomes.

Este medicamento experimental é constituído por doses de 100 milhões de células estaminais mesenquimais (MSCs, na sigla inglesa) do tecido do cordão umbilical, tendo as primeiras doses sido submetidas aos controlos de qualidade que permitiram a validação de todo o processo e a qualificação do mesmo como terapia experimental.

Segundo André Gomes, “este medicamento experimental foi desenvolvido, em tempo recorde, na nova unidade de produção de medicamentos de terapia celular da Crioestaminal” e resultou do esforço da equipa de técnicos e investigadores da empresa ao longo dos últimos meses.

“Estamos, neste momento, em condições de produzir cerca de duas dezenas de doses por semana, com a possibilidade de expandir a produção, se necessário”, garantiu.

A empresa explica, em comunicado, que “a utilização deste tipo de células para tratar doentes com pneumonias graves associadas à covid-19 tem vindo a ser testada na China, EUA e alguns países europeus, estando em curso mais de 20 ensaios clínicos para estudar de forma alargada a segurança e eficácias desta terapia”.

“Resultados de estudos clínicos recentes revelaram uma reversão notável dos sintomas, com melhoria significativa da função pulmonar e de outros sintomas dos doentes em estado mais grave, com redução do tempo de internamento em cuidados intensivos”, acrescenta.

No seu entender, “apesar de estes estudos terem sido conduzidos num número ainda restrito de doentes, os resultados favoráveis obtidos sugerem que as MSCs do tecido do cordão umbilical podem constituir uma nova estratégia terapêutica para o tratamento desta doença”.

O medicamento “tem ainda outras aplicações na área da regulação do sistema imunitário, nomeadamente no tratamento de doentes transplantados com medula óssea que desenvolvam uma forma grave da doença do enxerto contra o hospedeiro”, acrescenta.

Neste âmbito, o uso do SLCTmsc02 foi já autorizado pelo Infarmed para aplicação clínica no Instituto Português de Oncologia de Lisboa.

Segundo a Crioestaminal, a inauguração da sua nova unidade de produção, este ano, no Biocant Park, “veio permitir não só a produção deste medicamento experimental, como outros para ensaios clínicos e terapias experimentais em diversas áreas da medicina, com a possibilidade de integração em consórcios internacionais na área das terapias celulares”.

“O projeto, que representa um investimento de um milhão de euros e pretende ser referência na Europa, tem como objetivo a produção deste tipo de medicamentos e a exploração do potencial terapêutico das células estaminais, quer das células estaminais mesenquimais do tecido do cordão umbilical, em doenças autoimunes, quer das células do sangue do cordão umbilical na área da pediatria do desenvolvimento”, acrescenta.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.285.160 mortos em mais de 52,1 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 3.181 pessoas dos 198.011 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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