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Portugal falha final da Eurovisão

Conan Osiris não se apurou

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Foto: DR

Portugal falhou hoje a passagem à final do 64.º Festival Eurovisão da Canção, com o representante português, Conan Osíris, a não passar da primeira semifinal do concurso, a decorrer em Telavive, Israel.

A exclusão de Portugal da final, marcada para sábado, já era expectável, a avaliar pela média de várias casas de apostas, calculada pelo ‘site’ eurovisionworld.com, especializado no concurso.

Este ano assinala-se a 64.ª edição do concurso, no qual Portugal participou, pela primeira vez, em 1964, tendo, entretanto, estado ausente em cinco edições (1970, 2000, 2002, 2013 e 2016).

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Lesados do BES com mais 15 dias para reclamar investimentos perdidos

À semelhança do que aconteceu com os lesados do Banif

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Foto: DR / Arquivo

Os lesados do BES vão ter mais 15 dias para apresentarem reclamações às comissões de peritos da Ordem dos Advogados e serem eventualmente incluídos numa solução que os compense, disse fonte próxima do processo à Lusa.

Para os lesados do BES “o prazo também foi prorrogado por 15 dias”, à semelhança do que aconteceu com os lesados do Banif, cujo prolongamento foi dado a conhecer na segunda-feira.

O prazo agora definido é dia 08 de junho para ambos os lesados, disse a mesma fonte à Lusa.

Até ao último sábado, dia 18 de maio, tinham apresentado reclamações 717 lesados do Banif e 288 do Banco Espírito Santo (BES).

Em causa estão cerca de 3.500 lesados (cerca de 2.000 a 3.000 do Banif e mais 500 relacionados com o BES) que perderam um valor aproximado de 410 milhões de euros em investimentos em títulos de dívida no BES e Banif, segundo informações avançadas em 22 de abril na tomada de posse na Ordem dos Advogados, em Lisboa, das duas comissões de peritos que vão decidir os lesados elegíveis para serem integrados numa solução.

O objetivo da referida ação é que, depois desta fase, seja constituído um fundo de recuperação de créditos e que os lesados elegíveis pelas comissões de peritos sejam indemnizados.

Os lesados elegíveis para apresentar reclamações são investidores não qualificados (investidores não profissionais), tanto particulares como pequenas empresas, que investiram no Banif em títulos de dívida do próprio banco e da ‘holding’ Rentipar (que detinha parte do Banif) e ainda clientes que investiram em títulos de dívida do grupo do BES através das sucursais exteriores (que são sobretudo emigrantes da Venezuela e África do Sul) e através do Banque Privée (pertencia ao BES).

Podem apresentar reclamações todos os clientes abrangidos pelas condições, sejam ou não associados de associações de lesados.

No caso dos lesados do BES apenas podem reclamar aqueles que não foram abrangidos pela solução para o papel comercial. Aqueles lesados que podiam ter sido abrangidos por aquela solução mas decidiram não o fazer, muitos dos quais por a considerarem injusta, não podem concorrer agora a esta solução.

Devem ainda apresentar a cópia da reclamação de créditos feita junto do BES ou alguma entidade do grupo ou Banif, uma vez que lesados que não tenham a reclamação de créditos feita não podem ser abrangidos por este mecanismo.

As reclamações podem ainda ser acompanhadas de até três depoimentos escritos. Estes depoimentos devem dar conta da forma como foram feitas as vendas e podem ser decisivos para se provar a tese dos lesados de que foram vítimas de vendas ilícitas.

As comissões de peritos para os casos Banif e BES vão decidir os lesados que terão direito a ser compensados com base em se foram vítimas ou não de práticas ilícitas na comercialização de instrumentos de dívida (obrigações, papel comercial, eventualmente ações preferenciais).

O regulamento das reclamações (que podem ser feitas em suporte informático ou em papel) está disponível no ‘site’ da Ordem dos Advogados (www.oa.pt), assim como um formulário que facilita a apresentação da reclamação, ainda que cada lesado possa ter a ajuda de um advogado.

Cada lesado tem de pagar um encargo de 30,75 euros por processo.

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Cerca de 600 mil casos pouco ou nada urgentes atendidos nos hospitais no 1º trimestre

40% do total

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Foto: DR / Arquivo

Cerca de 600 mil atendimentos na urgência dos hospitais públicos no primeiro trimestre do ano foram considerados pouco ou nada urgentes, representando quase 40% do total.

Os números das urgências por triagem de Manchester, que indica o grau de prioridade clínica, mostram que quase 600 mil dos 1,6 milhões de atendimentos receberam pulseira verde, azul ou branca, sendo considerados pouco ou não urgentes, de acordo com dados disponíveis no portal da Transparência do SNS analisados pela agência Lusa.

Estes números estão em linha com os dados globais do ano passado, que mostravam que 2,2 milhões de atendimentos tinham sido considerados pouco ou nada urgentes num total, em 2018, de mais de seis milhões de atendimentos nas urgências hospitalares.

A atribuição do verde e do azul como prioridade clínica significa que os utentes poderiam ser encaminhados para outros serviços de saúde, como os cuidados primários. A pulseira branca significa casos de doentes recebidos por razões administrativas ou casos clínicos específicos referenciados por um médico, mas sem situação aguda.

As cores da triagem de Manchester são vermelho (emergente), laranja (muito urgente), amarelo (urgente), verde (pouco urgente) e azul (não urgente).

Nos primeiros três meses deste ano, mais de 530 mil atendimentos nas urgências receberam pulseira verde e quase 20 mil receberam pulseira azul, enquanto mais de 41 mil tiveram pulseira branca atribuída.

Os hospitais do SNS registaram ainda quase 160 mil casos muitos urgentes, com pulseira laranja, e mais de 5.600 considerados emergentes, com pulseira vermelha.

As pulseiras amarelas são as mais comuns, com mais de 670 mil casos atendidos entre janeiro e final de março deste ano, ainda assim menos do que o somatório dos casos de pulseira azul, verde e branca.

A triagem de Manchester define tempos aceitáveis para a observação médica consoante as cores da prioridade. Nos casos vermelhos, a observação deve ser imediata e nos laranja o atendimento deve ser feito em 10 minutos. As pulseiras amarelas podem aguardar uma hora pela observação médica, enquanto verdes e azuis podem esperar duas a quatro horas, respetivamente, ou serem encaminhados para outros serviços de saúde.

O perito da Organização Mundial da Saúde Nelson Olim defende que Portugal devia ter serviços de urgência descentralizados e fora dos hospitais para os casos menos prioritários, além de criar centros de trauma nalgumas regiões do país.

Em entrevista à agência Lusa, o cirurgião português considera que “o hospital é um recurso demasiado caro e especializado para ser quase desperdiçado em urgências ambulatórias”, com casos menos graves ou prioritários, que deviam estar mais próximos do cidadão.

“Os hospitais, quando fazem uma triagem na urgência, são obrigados a ver o doente independentemente do nível de prioridade. E o hospital tem de despender recursos para isso. Ainda ninguém quis de facto implementar uma urgência descentralizada, que permita ao cidadão que tenha um problema não emergente ou grave ter acesso a um médico sem ser no hospital”, afirma.

A sobrecarga nas urgências acontece, no entender do especialista em emergência médica, muito porque “não há um acesso fácil ao conselho médico”.

“Tem de haver uma reestruturação profunda das urgências para que apenas os doentes urgentes ou emergentes tenham acesso e sejam observados por profissionais que tenham uma capacidade especifica”, defende.

Essas “urgências ambulatórias”, para casos menos graves ou prioritários, poderiam estar ligadas aos centros de saúde, com acesso a alguns exames complementares de diagnóstico e terapêutica.

“O que não faz sentido no modelo português neste momento é manter a urgência ambulatória dentro do hospital. O hospital é um recurso demasiado caro e especializado. As urgências ambulatórias deviam estar mais próximas do cidadão, descentralizadas e de acesso fácil, provavelmente ligadas aos centros de saúde, com um horário de 24 horas em muitos dos casos. Porque é disto que o cidadão precisa”, advoga Nelson Olim.

Defende ainda a criação de uma especialidade específico de urgência/emergência, porque “requer conhecimentos técnicos próprios e competências que um médico que faz 12 ou 18 horas de urgência por semana não consegue adquirir”.

Convencido de que a especialidade iria “melhorar a qualidade do serviço prestado aos cidadãos”, Nelson Olim entende que será também “um fator importante para ajudar a uma reestruturação maior” dos serviços de urgência no país.

Portugal é um dos quatro países europeus que ainda não têm a especialidade de medicina de urgência e emergência, mas a Ordem dos Médicos admite estudar a sua criação.

São mais de 80 países no mundo que criaram já a especialidade em medicina de urgência e emergência, 27 deles na Europa, segundo a Sociedade Europeia para a Medicina de Urgência/Emergência, que defende que a especialização e um sistema bem organizado são “capazes de aumentar a sobrevivência e reduzir a incapacidade depois de qualquer situação de urgência ou emergência médica”.

Em Portugal, o centro da discussão será a Ordem dos Médicos, entidade que tem a competência para definir e criar novas especialidades médicas, como lembra o bastonário Miguel Guimarães.

Atualmente existe em Portugal uma competência em emergência médica, a que pode aceder qualquer médico, mas não há qualquer especialidade específica que englobe medicina de urgência e emergência.

O bastonário dos Médicos admite que este debate se possa fazer em breve dentro da Ordem, contudo não acredita que seja através da criação da especialidade que se consiga alterar o problema dos serviços de urgência em Portugal.

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Vítimas de violência doméstica desenvolvem mecanismo de sobrevivência que pode levar à morte

Estudo

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Foto: DR/Arquivo

As mulheres vítimas de violência doméstica continuada e severa desenvolvem um mecanismo de sobrevivência para não serem maltratadas que aumenta o risco de desenvolverem doenças cardiovasculares, diabetes, hipertensão e cancro, revela um estudo divulgado hoje.

Segundo o estudo, o ‘stress’ prolongado e sem controlo leva ao aparecimento de doenças que podem conduzir à morte.

Financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia e tendo como investigadora principal Inês Jongenelen, da Universidade Lusófona, o estudo foi realizado por investigadores das universidades Lusófona do Porto, da Universidade do Porto, e da Universidade de Michigan, Estados Unidos, e envolveu 160 mães e 160 crianças portuguesas sinalizadas por violência doméstica, 80 das quais a viver com o agressor e as restantes em casas abrigo.

A investigação – publicada nas revistas científicas Psychoneuroendocrinology, Journal of Interpersonal Violence, Child Abuse & Neglect e Journal of Child and Family Studies – visou perceber as diferenças das mulheres e das crianças nestes dois contextos distintos e entender do ponto de vista fisiológico, psicológico e social qual é o impacto de continuar a viver com o agressor e o que significa estar numa casa abrigo.

Nas mulheres, os investigadores analisaram os níveis de cortisol, hormona associada ao ‘stress’ que tem efeitos positivos na regulação da resposta imunitária e no metabolismo, que normalmente aumenta após o acordar.

Quando isso não acontece é “um indicador de que o sistema de stress não está a funcionar corretamente”, disse à agência Lusa o investigador Ricardo Pinto, da Universidade Lusófona do Porto, adiantando que apenas 40% das mulheres avaliadas tinham uma libertação normal de cortisol.

A desregulação da libertação de cortisol está correlacionada com situações de violência severas e frequentes e observa-se nas mulheres que vivem com o agressor, disse o investigador.

Este dado é explicado no estudo como fazendo parte de um mecanismo de sobrevivência em que as mulheres mais maltratadas recorrem a comportamentos, como a inação, apatia ou evitamento, similares ao comportamento de fuga ou luta quando se está perante uma ameaça.

Se por um lado estes comportamentos são adaptativos na medida em que a mulher “finge-se de morta” para não ser maltratada, por outro lado, esta “desregulação persistente no tempo é um fator de risco para o aparecimento de doenças, nomeadamente diabetes, infeções crónicas, e doenças mais mortais, como as doenças cardiovasculares e o cancro”, disse Ricardo Pinto.

“Na prática, a mulher vítima de violência doméstica só está a adiar o inevitável, uma vez que se não morrer pelas mãos do agressor, morre a longo prazo pelo desenvolvimento de doenças mortais, tal como se tem vindo a provar em vários estudos empíricos”, frisou.

Ricardo Pinto defendeu que estes resultados devem alertar a comunidade para que se olhe para a violência doméstica também como “um fator de risco de morte a longo prazo” e não apenas pelo número de mortes e pelas mazelas físicas que deixam nas mulheres.

O estudo verificou ainda que, ao contrário das mulheres que viviam em casa-abrigo, que estavam mais ajustadas em termos psicológicos, fisiológicos e sociais do que as que viviam com o agressor, as crianças revelaram mais problemas emocionais e comportamentais, o que poderá em parte ser explicado pelas mudanças de contexto de vida destas crianças.

Inês Jongenelen ressalvou que estes dados relativos às crianças, com idades entre os quatro e os 10 anos, têm de ser “olhados com muita cautela” porque foram recolhidos num “único momento” e baseados nos relatos das mães. A transição para a casa abrigo pode ser vivida pela criança como um fator de ‘stress’ a curto prazo e não ser necessariamente um preditor a longo prazo do ajustamento psicológico da criança, explicou a investigadora.

Apesar de permanecer junto da mãe, a criança ao entrar na casa-abrigo deixou a sua casa, perdeu a ligação à escola, aos amigos e à família alargada. Contudo, este impacto mais negativo pode dissipar-se com a adaptação à casa e ao facto de a mãe estar melhor, mas só com um estudo longitudinal se poderá avaliar o que aconteceu.

“Por outro lado, muitas destas crianças poderiam já ter problemas mais acentuados antes da entrada na casa abrigo”, o que contribuirá para explicar os resultados obtidos, observou a diretora da Faculdade de Psicologia da Lusófona do Porto e da Escola de Psicologia e Ciências da Vida da Universidade Lusófona de Lisboa.

Para Inês Jongenelen, estes resultados reforçam a importância das instituições prestarem serviços e cuidados centrados na família e nas necessidades da criança.

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