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Portugal disponível para acolher cinco dos 40 migrantes a bordo do navio “Alan Kurdi”

Navio encontra-se ao largo de Malta

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Foto: Arquivo

Portugal manifestou, este sábado, disponibilidade para acolher cinco das 40 pessoas que se encontram a bordo do navio humanitário “Alan Kurdi” ao largo de Malta, anunciou o Governo.

“Portugal manifestou disponibilidade para acolher 5 das 40 pessoas que se encontram a bordo no navio humanitário ‘Alan Kurdi’, ao largo de Malta”, anunciaram, em comunicado conjunto, os ministérios da Administração Interna e dos Negócios Estrangeiros.

A embarcação “Alan Kurdi”, da organização não-governamental (ONG) alemã Sea Eye, encontra-se ao largo de Malta com 40 pessoas a bordo, incluindo três crianças e uma mulher grávida, que foram resgatadas nos últimos dias no Mediterrâneo.

“Portugal, França, Alemanha e Luxemburgo manifestaram esta disponibilidade para receber o grupo de pessoas, num gesto de solidariedade humanitária e de desejo comum de fornecer soluções europeias para a questão da migração e das tragédias humanas que se verificam no Mediterrâneo”, acrescenta o comunicado.

O Governo lembra que Portugal “tem participado ativamente em todos os processos de acolhimento”, de migrantes resgatados no mar, dando como exemplos os casos dos navios Lifeline, Aquarius I, Diciotti, Aquarius II, Sea Watch III, Alan Kurdi e outras pequenas embarcações.

Durante 2018 e 2019, Portugal acolheu 129 pessoas resgatadas pelos navios humanitários.

“Não obstante esta disponibilidade solidária sempre manifestada, o Governo português continua a defender uma solução europeia integrada, estável e permanente para responder ao desafio migratório”, conclui o comunicado.

Em julho, 14 Estados-membros da UE, incluindo Portugal, acordaram avançar com um “mecanismo de solidariedade” para a distribuição dos migrantes resgatados no Mediterrâneo.

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País

António Guterres renova apelo para cessar-fogo global em África

Covid-19

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Foto: DR/Arquivo

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, renovou hoje o apelo para um cessar-fogo global nos conflitos que ainda prevalecem em África para fazer recuar a pandemia de covid-19.

“Os grupos armados nos Camarões, Sudão e Sul do Sudão responderam ao apelo e declararam um cessar-fogo unilateral. Imploro a outros movimentos armados e governos em África que façam o mesmo”, disse António Guterres numa mensagem dirigida ao continente por ocasião do Dia de África, que hoje se assinala.

“Saúdo igualmente o apoio dos países africanos ao meu apelo à paz e ao fim de todas as formas de violência, incluindo contra as mulheres e as raparigas”, acrescentou.

Na mesma mensagem, Guterres elogiou os países africanos pela liderança demonstrada na luta conta a covid-19, considerando que a pandemia “ameaça o progresso” que permitiria os países alcançarem os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável estabelecidos na Agenda 2063 da União Africana.

Por outro lado, apelou para o diálogo político e para a defesa dos valores democráticos para evitar uma escala de tensões em torno das eleições.

“Cerca de 20 países africanos deverão realizar eleições este ano, algumas das quais serão provavelmente adiadas devido à pandemia, com potenciais consequências para a estabilidade e a paz”, observou Guterres

Por isso, acrescentou: “Exorto os intervenientes políticos africanos a empenharem-se num diálogo político inclusivo e sustentado para aliviar as tensões em torno das eleições e a defenderem práticas democráticas”.

Na semana passada, as Nações Unidas emitiram um documento com orientações políticas sobre os impactos da pandemia no continente africano, no qual apelaram para a redução da dívida externa dos países e pediram ações para manter o abastecimento alimentar, proteger o emprego e atenuar a perda de rendimentos e de receitas das exportações.

“Os países africanos, como toda a gente, em todo o mundo, deveriam também ter acesso rápido, igual e a preços acessíveis a qualquer eventual vacina e tratamento”, defendem as Nações Unidas.

Em África, há 3.348 mortos confirmados em mais de 111 mil infetados em 54 países, segundo as estatísticas mais recentes sobre a pandemia naquele continente.

O continente assinala hoje os 57 anos da criação da Organização da Unidade Africana (OUA).

Em maio de 1963, à medida que a luta pela independência do domínio colonial ganhava força, líderes de Estados africanos independentes e representantes de movimentos de libertação reuniram-se em Adis Abeba, na Etiópia, para formar uma frente unida na luta pela independência total do continente.

Da reunião saiu a carta que criaria a primeira instituição continental pós-independência de África, a Organização de Unidade Africana (OUA), antecessora da atual União Africana.

A OUA, que preconizava uma África unida, livre e responsável pelo seu próprio destino, foi estabelecida a 25 de maio de 1963, que seria também declarado o Dia de África.

Em 2002, a OUA foi substituída pela União Africana, que reafirmou os objetivos de “uma África integrada, próspera e pacífica, impulsionada pelos seus cidadãos e representando uma força dinâmica na cena mundial”.

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Covid-19: Mais 14 mortos, 165 casos confirmados e 273 recuperados no país

Direção-Geral da Saúde

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Foto: DR

Portugal regista hoje 1.330 mortes relacionadas com a covid-19, mais 14 do que no domingo, e 30.788 infetados, mais 165, segundo o boletim epidemiológico divulgado pela Direção-Geral da Saúde. Há 17.549 doentes recuperados, mais 273.

(em atualização)

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Restauração e comércio a retalho perderam 354,4 milhões e 316,3 milhões em abril

Covid-19

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Foto: DR/Arquivo

A restauração e o comércio a retalho perderam 354,4 milhões de euros e 316,3 milhões de euros em abril, face ao valor transacionado com cartão no mesmo mês do ano passado, divulgou hoje o Banco de Portugal (BdP).

De acordo com o BdP, os setores da restauração e do comércio foram os mais afetados pela redução “sem precedentes” nos pagamentos de abril.

Numa análise detalhada ao setor do comércio a retalho por comparação a abril de 2019, os dados revelam que as compras com cartão subiram 209% na aquisição de eletrodomésticos (mais 44,7 milhões de euros) e 109% no subsetor das frutas e produtos hortícolas (um aumento de 6,6 milhões de euros).

“Em particular, a evolução verificada no setor das compras de eletrodomésticos terá resultado, numa primeira fase, de um crescimento na aquisição de equipamentos domésticos para apoio ao período de confinamento, como sejam frigoríficos e aspiradores, e, numa segunda fase, de computadores e impressoras, para permitir a realização de teletrabalho e o acesso ao ensino em casa”, indica o BdP.

Em termos absolutos, a maior subida nas compras com cartão ocorreu nos supermercados e hipermercados (mais 144,9 milhões de euros) e, em sentido oposto, a maior redução em termos absolutos verificou-se no subsetor do combustível para veículos a motor (menos 67,6 milhões de euros).

Com o encerramento das lojas físicas, o subsetor do vestuário para adultos – que, em abril de 2019, era o segundo mais relevante no comércio a retalho – registou em abril de 2020 uma quebra de 99%, passando de 155,3 milhões de euros para apenas 1,6 milhões de euros.

Os fortes impactos negativos da covid-19 no turismo foram também evidentes em abril.

“Com a suspensão dos voos e o fecho das fronteiras, o turismo quase paralisou: os levantamentos efetuados por estrangeiros em Portugal caíram 67% em número e 62,3% em valor (menos 743 mil operações no valor de 80,9 milhões de euros) em comparação com abril do ano passado”, refere.

No que se refere às compras, a queda foi ainda mais acentuada: 86,6% em número e 87% em valor (menos 6,1 milhões de compras no valor de 355,7 milhões de euros).

“Apesar da redução generalizada na utilização dos cartões de pagamento, as compras ‘online’ e as compras com recurso à tecnologia ‘contactless’ (sem contacto) continuaram a registar crescimentos significativos em abril de 2020.

As compras com a tecnologia ‘contactless’ cresceram, comparativamente com o período homólogo, 44% em número e 123% em valor, com o valor médio destas operações a passar de 17,8 euros em março para 21,3 euros em abril, em resultado do aumento do limite máximo dos pagamentos ‘contactless’ para 50 euros.

O peso das compras com a tecnologia ‘contactless’ no total de compras com cartão subiu também de forma expressiva: em fevereiro de 2020, 11,6% das compras com cartão foram efetuadas com tecnologia ‘contactless’ e, em abril de 2020, 17,4%.

As compras com a tecnologia ‘contactless’ foram realizadas maioritariamente no setor do comércio a retalho (81,2% em número e 85,5% em valor).

As compras ‘online’ em ‘sites’ de comerciantes portugueses aumentaram 21% em quantidade e 53% em valor em abril, face ao período homólogo.

Já as compras efetuadas em ‘sites’ estrangeiros baixaram 18% em valor e cresceram 10% em quantidade.

Em termos globais, o peso relativo das compras ‘online’ no total de compras efetuadas com cartão passou de 7% em número e de 8,1% em valor, em fevereiro de 2020, para 11,2% e 10,8%, respetivamente, em abril de 2020.

“Confirma-se, deste modo, uma alteração nos hábitos de pagamento dos portugueses no período da pandemia de covid-19, com crescimento dos pagamentos sem contacto e dos pagamentos ‘online’”, refere o BdP.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 343 mil mortos e infetou mais de 5,3 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

Mais de dois milhões de doentes foram considerados curados.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Portugal contabiliza 1.316 mortos associados à covid-19 em 30.623 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS) sobre a pandemia divulgado no domingo.

Portugal entrou no dia 03 de maio em situação de calamidade devido à pandemia, depois de três períodos consecutivos em estado de emergência desde 19 de março.

Esta nova fase de combate à covid-19 prevê o confinamento obrigatório para pessoas doentes e em vigilância ativa, o dever geral de recolhimento domiciliário e o uso obrigatório de máscaras ou viseiras em transportes públicos, serviços de atendimento ao público, escolas e estabelecimentos comerciais.

O Governo aprovou novas medidas que entraram em vigor na semana passada, entre as quais a retoma das visitas aos utentes dos lares de idosos, a reabertura das creches, aulas presenciais para os 11.º e 12.º anos e a reabertura de algumas lojas de rua, cafés, restaurantes, museus, monumentos e palácios.

O regresso das cerimónias religiosas comunitárias está previsto para 30 de maio e a abertura da época balnear para 06 de junho.

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