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Portugal continental sob aviso amarelo devido ao calor

IPMA

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Foto: O MINHO / Arquivo

Todos os distritos de Portugal continental estão sob aviso amarelo devido ao tempo quente, 12 deles também por causa da trovoada, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera.


O aviso de trovoada destina-se aos distritos de Bragança, Viseu, Évora, Guarda, Vila Real, Setúbal, Portalegre, Beja, Lisboa, Leiria, Santarém e Castelo Branco e vigorará até às 00:00 de quarta-feira.

O aviso para o tempo quente, para todos os distritos, mantém-se até ao início da noite de hoje.

O aviso amarelo é emitido pelo IPMA sempre que existe uma situação de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.

Quanto à radiação ultravioleta, apenas os distritos de Coimbra e Castelo Branco, com nível elevado, escapam ao risco muito elevado que apresenta o resto do país.

Nestas situações é aconselhada a utilização de óculos de sol com filtro UV, chapéu, t-shirt, guarda-sol e protetor solar, e que se evite a exposição das crianças ao sol.

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País

Costa diz que pandemia tem de ser controlada agora para evitar “dramas” de rutura

Estado de emergência

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Foto: Ivo Borges / O MINHO (Arquivo)

O primeiro-ministro advertiu hoje que a pandemia de covid-19 tem de ser controlada agora para evitar “dramas de rutura” no Serviço Nacional de Saúde (SNS) e manifestou-se “surpreendido” com o crescimento de contágios verificado desde outubro.

Estas posições foram defendidas por António Costa em entrevista ao jornalista Miguel Sousa Tavares no Jornal das 8 da TVI, durante a qual reiterou que a ministra da Saúde, Marta Temido, tem confiança política reforçada e sustentou que, até agora, o SNS “não falhou em nada” na resposta à covid-19.

“Se conseguirmos controlar situação, como temos neste momento – onde praticamente ainda temos uma capacidade de metade das camas de cuidados intensivos alocadas a covid-19 -, se conseguirmos controlar a pandemia agora, vamos conseguir viver sem dramas de rutura”, sustentou.

Na entrevista, o líder do executivo recusou que o seu Governo tenha algum preconceito ideológico e que, por isso, não recorra a mais contratualizações com os setores provado e social.

De acordo com os dados apresentados pelo primeiro-ministro em relação à capacidade de resposta do SNS, sem ser necessário proceder a qualquer descontinuidade de outra atividade médica, há 704 camas para cuidados intensivos, estando ocupadas 433. Um número que, no limite, mas com perturbação de outras atividades médicas, pode chegar a 944.

“Temos em execução um conjunto de obras em vários hospitais (casos de Évora, Amadora/Sintra e Gaia) para aumentar a capacidade. Quando começou a pandemia, Portugal era o país da União Europeia com o menor número de camas de cuidados intensivos por cem mil habitantes. Chegaremos a março de 2021, um ano depois da pandemia, tendo passado do último lugar, para a média da União Europeia”, disse.

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País

Rui Rio duvida da eficácia das medidas adotadas para combater pandemia

Estado de emergência

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Rui Rio. Foto: Instagram de PSD

O presidente do PSD, Rui Rio, disse hoje duvidar da “eficácia” das medidas implementadas para combater a pandemia da covid-19, considerando que o recolher obrigatório durante o fim de semana poderá ter o “efeito contrário” ao que se pretende.

“Não quero fazer uma oposição declarada a algo que é muito difícil, mas tenho alguma dificuldade em entender a eficácia”, afirmou hoje Rui Rio.

À margem de uma reunião com a Confederação Empresarial de Portugal – CIP, Rui Rio disse não entender a eficácia de algumas medidas, em particular, as que restringem a circulação e impõem o recolher obrigatório nos 121 concelhos.

“O facto de não se poder estar nas ruas entre as 23:00 e as 05:00 claro que trava a passagem da pandemia, mas é entre as 23:00 e as 05:00 que na rua se passa a pandemia? não será tanto assim”, questionou o social-democrata.

Rui Rio questionou ainda a eficácia da medida de recolher obrigatório entre as 13:00 e 05:00 aos fins de semana, considerando que a mesma, em particular aos sábados, poderá ter “o efeito contrário aquilo que se pretende”.

“Ao sábado, tenho receio que isso possa ser até um pouco pior porque pode concentrar no sábado de manhã as compras semanais que as famílias normalmente fazem”, referiu, dizendo, no entanto, querer “manter o sentido de estado”.

“Quero manter o sentido de estado, mas duvido um pouco da eficácia das medidas, da maneira como estão desenhadas”, salientou.

A propósito da reunião com a CIP e de outra que teve com o setor da restauração, Rui Rio considerou que as medidas de combate à pandemia têm de encontrar “uma situação de equilíbrio”.

“Por um lado, queremos que os restaurantes abram para poder vender, faturar, para as pessoas terem emprego e, por outro lado, queremos que os restaurantes fechem para as pessoas não se encontrarem e não passarem o vírus uns aos outros. Isto é uma equação praticamente sem solução agradável”, sublinhou.

Aos jornalistas, Rui Rio avançou que dentro de dois dias terá uma reunião para rever as propostas que o partido vai apresentar de apoio às empresas para o Orçamento de Estado de 2021 e que as mesmas “estão dentro daquilo que é a linha que a CIP defende e o setor da restauração”.

Portugal entrou hoje em estado de emergência, desde as 00:00 até 23 de novembro, para combater a pandemia de covid-19, impondo entre outras medidas o recolher obrigatório noturno em 121 concelhos com mais casos de infeção.

Esta medida de proibição de circulação na via pública entre as 23:00 e as 05:00 em dias de semana e, nos próximos dois fins de semana, a partir das 13:00 é aplicada nos 121 concelhos considerados de risco elevado de transmissão da covid-19.

Entre estes municípios, que abrangem 70% da população residente, incluem-se todos os concelhos das Áreas Metropolitanas de Lisboa e do Porto.

A medida foi aprovada em Conselho de Ministros extraordinário realizado no sábado à noite e prevê exceções como deslocações para o trabalho, regresso ao domicílio, situações de emergência, passeio higiénico na proximidade da habitação ou passeio de animais.

Na semana passada, o Governo já tinha aprovado outras medidas para conter a pandemia no continente como grupos em restaurantes limitados a seis pessoas, salvo se pertencerem ao mesmo agregado familiar.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.255.803 mortos em mais de 50,3 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 2.959 pessoas dos 183.420 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

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Novas medidas são “morte anunciada” de restaurantes

Segundo a Confederação Portuguesa das Micro, Pequenas e Médias Empresas

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Foto: Ilustrativa / DR

A Confederação Portuguesa das Micro, Pequenas e Médias Empresas (CPPME) vê com “apreensão” as novas medidas adotadas de combate à pandemia adotadas pelo Governo e diz que se irá assistir à “morte anunciada” de restaurantes, segundo um comunicado.

“Os comerciantes, a restauração, outros setores, os seus trabalhadores e suas famílias estão a viver momentos muito difíceis, de fortes quebras de rendimentos, de insegurança, de restrições de circulação e tantas outras. Alegadamente tudo em nome da saúde pública”, aponta a entidade.

A organização garante que o “Governo insiste em não ouvir as propostas da Confederação e toma medidas que poderão levar à morte acelerada de muitos milhares de micro e pequenos empresários que são o pulmão da nossa economia”.

Agora, com o reforço de medidas no âmbito do estado de emergência “podemos assistir à morte anunciada de restaurantes, mas também de outros setores do comércio local e de proximidade”, acrescenta a confederação.

“As novas regras, sobretudo o recolher obrigatório ao fim de semana a partir das 13:00 parecem-nos um absurdo. Além de fechar os estabelecimentos comerciais, nomeadamente da restauração, em dias muito importantes para o negócio, vai levar a uma concentração exagerada de pessoas em particular nas grandes superfícies”, garantiu a entidade, que defende que estas deviam “encerrar ao domingo”.

A CPPME garante que o “comércio local, a restauração e os serviços têm cumprido exemplarmente as regras definidas pela Direção-Geral da Saúde (DGS)” e pede uma “maior fiscalização, por parte das entidades competentes e que efetivamente se puna quem não cumpre”, assim como um “alargamento de horários, para evitar concentração de pessoas”, apelando ainda a que “se trate cada setor de atividade” de acordo “com as suas especificidades”.

Para a confederação “é imperioso travar a pandemia”, desde “que não se mate a economia”, defendendo que isso levará a um enorme “drama social”.

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