O setor das Administrações Públicas (AP) registou um excedente de 1,9% do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre do ano, informou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).
“O saldo das AP no segundo trimestre de 2025 atingiu 1.412 milhões de euros, correspondendo a 1,9% do PIB, o que compara com 2,5% no período homólogo”, lê-se no destaque do gabinete de estatísticas, referente às contas nacionais trimestrais.
A receita cresceu 4,6%, em termos homólogos, enquanto a despesa aumentou 6,3%.
Na receita, destacam-se os aumentos na receita de impostos sobre a produção e importação (6,6%) e nas contribuições sociais (1,9%), enquanto a receita de capital cresceu 53% devido principalmente ao aumento de receita do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
Por outro lado, na despesa, sobressai o crescimento das remunerações dos empregados (7,7%), dos encargos com juros (1,9%), dos encargos com prestações sociais (4,7%) e do consumo intermédio (2,4%).
Já a rubrica da despesa referente aos subsídios diminuiu 12,2%.
Em termos semestrais, na primeira metade do ano, o excedente foi de 1% do PIB, em contabilidade nacional, o mesmo do que em igual período de 2024.
“O valor das injeções de capital e assunção de dívidas no 1.º semestre de 2025 foi, na sua totalidade, destinado a entidades do setor das AP, sem impacto no saldo agregado”, indica o INE.
O Governo espera atingir um excedente orçamental de 0,3% do PIB este ano e de 0,1% em 2026, segundo o relatório entregue a Bruxelas em abril.