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Portugal ainda “não atirou a toalha ao chão” quanto aos fundos comunitários

Perda de 7% dos fundos comunitários pensados para a convergência

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Foto: O MINHO / Arquivo

Portugal vai esperar “até à última noite” que não haja uma perda de 7% dos fundos comunitários pensados para a convergência e ainda “não atirou a toalha ao chão”, disse hoje a secretária de Estado do Desenvolvimento Regional.

“Portugal ainda não atirou a toalha ao chão, está num processo negocial que ainda não terminou. O que queremos é que durante este período de negociação consigamos fazer ver aos nossos pares na Europa que o nível de desenvolvimento de Portugal e de outros países com quem queremos criar um lóbi carece de um esforço adicional em matéria de política de coesão e agrícola”, afirmou Maria do Céu Albuquerque.

A governante falava durante um almoço com a Comunicação Social num hotel em Braga, onde traçou os objetivos e metas da sua atividade.

Nesse sentido, Portugal vai esperar “até à última noite” que os dados sejam diferentes, referiu.

Contudo, a secretária de Estado recordou que Portugal partiu de um “patamar mau” com as rubricas da política agrícola e de coesão a sofrerem um “corte enorme”, tendo depois a percentagem baixado, mas mesmo assim o Governo não se conforma com este número.

“Vamos continuar a trabalhar para garantir que a verba pode vir e tem de vir em função das características do nosso país, sendo certo que temos de trabalhar numa dimensão mais alargada”, entendeu.

A secretária de Estado considerou que é essencial que o país trabalhe em “vários tabuleiros”, nomeadamente na criação de condições para, conjuntamente com outros países em igualdade de circunstâncias, poder ir buscar outros instrumentos fora da política de coesão.

O que o Governo pretende é criar as condições ao lado de quem está nas negociações para garantir que vem para Portugal um pacote financeiro capaz de ir ao encontro daquilo que precisa, nomeadamente taxas de cofinanciamento e investimentos necessários à atividade empresarial.

Questionada sobre se Portugal deve ter uma visão mais inovadora em matéria de fundos comunitários, Maria do Céu Albuquerque adiantou que é importante o país ser capaz de sair do ciclo das infraestruturas e equipamentos, pese embora haja necessidade de continuar a fazer esses tipos de investimentos.

“Temos de estar preparados para a mobilidade, transição energética e qualificação dos portugueses para sermos competitivos no mercado global e estarmos preparados para fenómenos globais que decorrem da especificidade do nosso país”, frisou.

Traçando como um dos seus objetivos a proximidade dos atores do território, a governante adiantou que, em breve, irá dar início a um périplo pelo país para acompanhar a execução do Portugal 2020, por forma a garantir a sua concretização plena, contou.

Por outro lado, a secretária de Estado quer começar a delinear o Portugal 2030, criando condições para que entre o Portugal 2020 e o 2030 não haja um hiato de tempo que comprometa o investimento produtivo e a qualidade de vida das pessoas.

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