Seguir o O MINHO

Viana do Castelo

Porto de pesca degradado em Viana. APDL promete “devolver a dignidade” ao espaço

“É preciso mudar este triste cenário”

em

Foto: Olhar Viana do Castelo

A Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL) disse hoje “estar atenta” à degradação do porto de pesca da capital do Alto Minho e prometeu “desenvolver todos os esforços para devolver a dignidade” ao espaço.

“A APDL está atenta à situação e a desenvolver todos os esforços, dentro das limitações que a situação atual impõe [pandemia de covid-19], para devolver a dignidade daqueles espaços”, disse a administração portuária, em resposta por escrito a um pedido de esclarecimento da agência Lusa, a propósito de imagens divulgadas, na terça-feira, pelo blogue Olhar Viana do Castelo.

As imagens são acompanhadas de um texto onde se lê que “o lixo e degradação imperam há anos no porto de pesca de Viana do Castelo, mas a entidade responsável parece alheia ao lamentável estado desta infraestrutura”.

“Há necessidade de se fazer sentir à entidade gestora a urgência imperiosa de realização de uma intervenção. É preciso mudar este triste cenário na cidade”, refere o blogue.

Na resposta à Lusa, a APDL assumiu que “alguns dos espaços” retratados encontram-se na sua área de jurisdição, “apesar de o porto de pesca estar concessionado à Docapesca, desde 2014”.

“A menor organização do espaço que as imagens retratam já foi identificada pela APDL, estando esta administração a desenvolver esforços no sentido da sua resolução. A cabal retirada das redes só ainda não foi definitivamente implementada pelas dificuldades inerentes ao atual estado de emergência adveniente da covid-19”, sustenta a nota enviada à Lusa.

A APDL refere ainda “que as redes de pesca sinalizadas não estão abandonadas, mas sim depositadas pelos pescadores”.

“A APDL encontra-se, atualmente, a identificar locais específicos para armazenamento destes aprestos marítimos para os pescadores que não detenham instalações próprias ou disponibilizadas para o efeito”.

Já “as construções em estado de degradação, igualmente focadas nas imagens, já se encontram desafetas de qualquer tipo de operação, estando a APDL a promover a beneficiação e demolição das mesmas”, conclui.

Populares