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Ponte do século XV em Arcos de Valdevez em vias de ser classificada monumento de interesse público

Património

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Foto: CM Arcos de Valdevez

A Direção-Geral do Património Cultural propôs à secretária de Estado da Cultura a classificação da ponte de Cabreiro, em Arcos de Valdevez, como monumento de interesse público (MIP), tal como consta do despacho hoje publicado em Diário da República.

No documento, hoje consultado pela agência Lusa, o diretor-geral do Património Cultural, João Carlos dos Santos, refere que a sua decisão é fundamentada em uma proposta da secção do Património Arquitetónico e Arqueológico do Conselho Nacional de Cultura.

A ponte sobre o rio Cabreiro, afluente da margem esquerda do rio vez, em Arcos de Valdevez, liga os lugares de Sobreira e Igreja, freguesia de Cabreiro.

A proposta de classificação da ponte de Cabreiro, em Arcos de Valdevez, foi formalizada pela câmara local, em fevereiro de 2021, e o procedimento iniciado, em maio, desse ano.

De acordo com informação que consta no sítio na Internet da Câmara de Arcos de Valdevez, hoje consultado pela Lusa, a construção da ponte terá sido iniciada na segunda metade do século XV.

Trata-se de “um dos exemplares mais característicos deste tipo de arquitetura civil da Idade Média e Moderna existente em todo o concelho”.

A ponte “caracteriza-se por uma arquitetura global bastante interessante. Apresenta dois arcos desiguais, excetuando o da margem direita, sendo o maior de volta perfeita e siglado”.

“Nas aduelas e parapeito apresenta um aparelho com silhares, e na restante estrutura blocos afeiçoados de trabalho mais grosseiro. O pegão central é de secção quadrangular e o talha-mar e talhante em forma de prisma triangular. O tabuleiro desce desde o meio da estrutura até à margem direita do rio”, lê-se na publicação.

A “sua construção remonta à segunda metade do século XV, como parece atestar a inscrição de grandes dimensões patente na aduela do arco em ogiva, e que remete a obra para ano de 1462, empreendida por um abade local, Afonso Anes, “criado” de D. Leonel de Lima”.

Na “Época Moderna teve uma possível intervenção ao nível arco de volta perfeita”.

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