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Cávado

Ponte de pedra que liga Esposende a Castelo do Neiva vai ser reconstruída

Obras públicas

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Foto: Divulgação / CM Esposende

A Câmara de Esposende vai avançar com a reconstrução da ponte do Sebastião, que liga o concelho a Viana do Castelo, numa obra orçada em cerca de 102 mil euros a suportar “em partes iguais” por ambos os municípios.


Anunciada pela Câmara de Esposende, na sua página da Internet, a intervenção da ponte que une Antas a Castelo do Neiva será assumida por si, que será “posteriormente ressarcida pelo município de Viana do Castelo”.

A obra está orçada em 102.090 euros, acrescenta.

A ponte foi construída em 1930 por ordem de um particular, à data o proprietário da azenha e do pesqueiro existente no local.

Ao longo do tempo, a ponte sofreu a queda de diversas pedras que compõem o seu tabuleiro, resultado do embate das árvores caídas ao rio em dias de tempestade.

“A última situação registada ocorreu em 22 de dezembro de 2019, quando a ponte sofreu uma derrocada em grande parte da sua extensão, motivada pelas fortes chuvadas e pelo consequente arrastamento de troncos de árvores que promoveram a queda do tabuleiro e de parte dos elementos dos pilares”, explica a autarquia de Esposende.

Com a empreitada prevista, refere, “serão repostos todos os elementos caídos, usando a tecnologia construtiva usada à data da sua construção original e em período seco”.

A câmara garante que “será mantida toda a sua forma inicial, distâncias entre elementos e aspeto geral”, sendo que “os pilares são compostos por três secções em alvenaria de granito” e que “apenas dois dos 14 pilares são formados unicamente por dois elementos”.

“Na estratégia de unidade territorial, a construção ou reparação de pontes afigura-se primordial, para facilitar a circulação e aproximar as populações e para tornar acessíveis territórios que evidenciem a forte vertente turística do concelho. De resto, esta travessia pedonal adquire manifesta importância e relevo, no que ao caminho da costa para Santiago de Compostela diz respeito”, lê-se.

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Barcelos

Trabalhadores das cantinas escolares de Barcelos manifestam-se em frente à Câmara

Contra precariedade dos contratos

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Foto: Imagem Porto Canal

Os trabalhadores das cantinas das escolas EB 2,3 e Secundárias de Barcelos fizeram hoje greve e manifestaram-se frente à Câmara local, num protesto relacionado sobretudo com os contratos a termo incerto impostos pela empresa concessionária do serviço de refeições.

“Trabalho nisto há 16 ou 17 anos, sempre numa incerteza muito grande, mas ao menos até aqui tínhamos contratos a termo certo, fossem de três meses ou nove meses. Este ano é para esquecer, a qualquer momento podemos ir para a rua”, criticou Maria Martins, que trabalha na cantina da Escola Secundária de Barcelos.

Sandra Santos, trabalhadora na cantina da Secundária Alcaides Faria, também não escondia a sua revolta pela “situação de incerteza” e de precariedade decorrente dos contratos a termo incerto.

“Fazem-se valer da covid-19 [para impor aqueles contratos], mas eu acho que é precisamente por estarmos na situação em que estamos, de verdadeira calamidade, que nos deviam dar mais estabilidade”, apontou.

Segundo Nuno Coelho, do Sindicato da Hotelaria do Norte, em causa estão 38 trabalhadores das nove escolas EB 2,3 e Secundárias do concelho de Barcelos, tendo a adesão à greve sido “praticamente de 100%”, pelo que “as cantinas estão fechadas”.

“Com estes contratos, a empresa [Uniself] pode despedir a qualquer momento. O que nós exigimos é que os contratos sejam, no mínimo, para o ano letivo inteiro”, referiu.

Disse ainda que o sindicato reivindica igualmente o aumento da carga horária para “pelo menos” 25 horas semanais, a contratação de todos os trabalhadores que trabalharam no ano letivo anterior, reposição de todos os direitos que vigoraram no ano letivo anterior e aumentos salariais “dignos e justos”.

O pagamento dos direitos dos trabalhadores decorrentes da cessação do contrato de trabalho do ano letivo anterior, que em alguns casos pode ascender a 500 euros, é outra das reivindicações.

O sindicato diz que a Câmara de Barcelos fez o concurso público para o pessoal das cantinas, mas “não teve em conta os direitos dos trabalhadores”, designadamente categorias, carga horária e rácios de pessoal.

Por isso, quer que a Câmara “não dê cobertura às ilegalidades da empresa e interceda na defesa” dos direitos dos trabalhadores.

Contactada pela Lusa, a Câmara de Barcelos já enjeitou responsabilidades, referindo que no caderno de encargos relativo ao concurso público de fornecimento de refeições escolares estão especificadas as obrigações contratuais por parte do adjudicatário, nomeadamente quanto à integral execução dos serviços e quanto aos recursos humanos necessários.

“Assim, compete à empresa Uniself S.A., vencedora do concurso público para fornecimento de refeições escolares, no cumprimento das obrigações a que está sujeita pelo caderno de encargos, responder a todas as questões relacionadas com os recursos humanos no âmbito do contrato em vigor”, acrescenta.

A Lusa contactou a Uniself, que remeteu para mais tarde eventuais declarações.

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Cávado

Esposende tem sete percursos pedestres homologados

Turismo

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Foto: Divulgação / CM Esposende

Sete dos 13 trilhos da Rede de Percursos Pedestres do Município de Esposende estão agora homologados e figuram na base de dados do Registo Nacional de Percursos Pedestres (RNPP), anunciou a autarquia. O processo de classificação dos restantes percursos está em curso.

Em comunicado, a autarquia refere que o registo dos trilhos de Pequena Rota, na Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal (FCMP), permitirá a sua divulgação em diversas agências de promoção e turismo, com o alavancar deste produto para o desenvolvimento da economia local. As cartas de homologação emitidas pela FCMP são “Certificados de Qualidade”, cuja atribuição obedece a exigências relativas ao traçado, marcação e manutenção dos percursos pedestres, nomeadamente no que diz respeito à segurança dos praticantes e à preservação do ambiente.

Assim, foram recentemente homologados os percursos “PR3-EPS Trilho das Cangostas”, “PR4-EPS Trilho das Azenhas de Antas”, “PR5 EPS Pela Arriba Fóssil- da Senhora da Guia ao Monte Faro” e “PR6-Castro de S. Lourenço”, num total de mais de 46 quilómetros que podem ser percorridos sem qualquer auxiliar, recorrendo-se apenas às tradicionais marcas para orientação: “vira à esquerda”, “virar à direita”, “seguir em frente” e “Caminho errado”, com as cores amarela e vermelha, facilmente identificáveis. Contam estes percursos com painéis no início e no fim, onde consta um mapa do trajeto e outras informações pertinentes, tais como sugestão dos locais a visitar, regras de conduta e contactos importantes para serem usados em caso de emergência.

Os trilhos são executados apenas em caminhos públicos, em terra batida, estradas e caminhos florestais, mas também obrigam a percorrer e explorar grandes afloramentos, revisitando os mais importantes miradouros, localizados nas cumeeiras dos montes. Picotinho, miradouros da Senhora da Guia, em Belinho, Senhora da Paz, nas Marinhas e o Monte Faro, em Palmeira, assim como o de S. Lourenço, em Vila Chã, são locais que, em breve, serão alvo de melhoramentos, com a colocação de placas de interpretação da paisagem.

“Com um inegável aumento na busca e frequência deste tipo de recurso, o Município de Esposende tem vindo a dedicar mais meios para a manutenção e exequibilidade dos percursos. Da mesma forma garante que os trilhos estejam preparados com as marcas e demais sinalética para que possam ser percorridos autonomamente, sem qualquer apoio eletrónico, guia ou mapas e, devidamente limpos, monitorados três vezes ao ano e com o apoio das Juntas de Freguesia e da Esposende Ambiente, para a remoção de quaisquer resíduos que possam ser clandestinamente deixados”, refere a autarquia.

Esta oferta visa o desfrute das paisagens pelos pedestrianistas e o contato com a natureza, possibilitando um melhor conhecimento sobre o património natural e histórico que são identidades do município. Por isso, abrangem áreas como as margens do rio Neiva, a granítica Arriba Fóssil e a grande mancha florestal e de bosques, integrada em diversas freguesias por onde seguem os trilhos. Para além destas valências, há os dólmens, menires, castros, moinhos, azenhas e cangostas.

Paralelamente, encontra-se a ser desenhado um trilho de Grande Rota (GR), que irá atravessar todo o concelho de Esposende, de sul a norte, e que permitirá a passagem e pernoita de pedestrianistas, contribuindo para um aumento do turismo e economia local, assim como conhecimento do património local.

No concelho de Esposende já havia outros grandes percursos, como o “Caminho Português da Costa” para Santiago de Compostela e o “Caminho para S. Bento da Porta Aberta” que se inicia em Fão, junto ao Bom Jesus e segue por Barcelos, Braga, Amares, Vila Verde e Terras de Bouro, num total de 70 quilómetros.

As informações sobre os percursos pedestres poderão ser obtidas no Portal de Turismo do Município ou noutros suportes, como o Guia dos Percursos Pedestres e as brochuras individuais.

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Cávado

“Sacaram” quase três mil euros de conta através de burla informática em Esposende

Quatro arguidos acusados pelo Ministério Público

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Foto: Ilustrativa / DR

O Ministério Público (MP) de Esposende acusou quatro arguidos que “sacaram” 2.898 euros da conta de uma cliente do Montepio Geral, imputando-lhes os crimes de acesso ilegítimo e burla informática, anunciou hoje a Procuradoria-Geral Distrital do Porto.

Em nota publicada na sua página, aquela procuradoria refere que o Ministério Público (MP) considerou indiciado que dois dos arguidos acederam, em janeiro de 2016, aos dados necessários para o acesso e movimentação, através de homebanking, das contas bancárias de uma cliente do Montepio Geral.

Os arguidos terão acedido, nomeadamente, ao número de utilizador, palavra-passe e dados do cartão matriz.

Segundo a acusação, a titular da conta foi induzida à inserção daqueles dados num falso site do Montepio Geral, criado pelos arguidos.

Na posse dos dados, aqueles dois arguidos, nos dias 08 e 09 de janeiro de 2016, acederam às contas da referida cliente e movimentaram-nas, transferindo as quantias nelas depositadas para outras contas tituladas pelos outros dois arguidos.

Apoderaram-se, assim, da quantia de 2.898 euros.

Posteriormente, os arguidos repartiram o dinheiro entre eles, “conforme combinado entre todos”.

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