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Ponte de Lima: Ministro Poiares Maduro nas Feiras Novas

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O Ministro-adjunto e do Desenvolvimento Regional, Poiares Maduro, e o Secretário de Estado da Alimentação e da Investigação Agroalimentar, Nuno Vieira Brito, visitam Ponte de Lima no próximo fim de semana para assistir a “uma das mais deslumbrantes demonstrações vivas da cultura da Ribeira Lima”, o típico Cortejo Etnográfico das Feiras Novas.

Segundo comunicado do Município, os usos, costumes e tradições, as atividades agrícolas e ambientais e a indústria tradicional, são os motivos de cada apresentação das freguesias que participam no cortejo.

As Feiras Novas, que se realizam de 9 a 14 de setembro, encerram o ciclo das Festas e Romarias do Alto Minho, atraindo anualmente nos dias de Romaria milhares de visitantes à Vila Mais Antiga de Portugal.

O ribombar dos bombos, grupos de Zés Pereiras, gaiteiros, os concertos das bandas de música, cantares ao desafio, tunas, as tocatas, o folclore, o fogo-de-artifício, os concursos pecuários, corrida de garranos, a tourada e os cortejos fazem a festa popular.

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Alto Minho

Vilar de Mouros foi palco de sermão político dos “missionários” Prophets of Rage

Entrevista

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Foto: Vasco Morais Photography / O MINHO

Os norte-americanos Prophets of Rage mostraram esta madrugada ao público do festival Vilar de Mouros o seu “arsenal de músicas brutais”, um trabalho de “missionário” da banda que vai “a cada cidade partir tudo e deixar uma mensagem”.

“Vão ver pelo concerto de hoje, tocamos com o mesmo fogo, paixão e visão que tínhamos quando estávamos nos nossos 20 anos”, avisava o guitarrista Tom Morello, acompanhado pelo baterista Brad Wilk e DJ Lord, em entrevista à Lusa, antes da banda subir ao palco principal para um dos mais aguardados concertos desta edição

O supergrupo formado por elementos das bandas Rage Against the Machine, Public Enemy e Cypress Hill, explicou como surgiram os Prophets of Rage, o porquê de continuar a ser relevante fazer música de intervenção e o próximo disco, que ainda não está pronto, nem tem data de lançamento.

“Todos nós entrámos na banda com o ‘mindset’ de que, individualmente, ‘tweetar’ sobre os problemas ou fazer publicações no Instagram sobre os problemas globais não ia ser suficiente. O que temos é um arsenal de músicas brutais que podemos levar a cidades de todo o mundo para dar um grande show de ‘rock’ e expressar as nossas opiniões”, prosseguiu Morello.

A banda surgiu em 2016, ano de eleições nos Estados Unidos, por causa da “loucura da situação política” e descobriram uma “grande química musical”. Este verão, já tocaram para “mais de um milhão de pessoas” e a música e a mensagem “mantêm-se poderosas e intemporais como nunca”.

“Tínhamos uma grande química dentro da sala, éramos seis ali dentro, muito prolíficos e rápidos. Era muito fácil para nós escrever juntos, aconteceu de todas as formas. Foram os ‘riffs’ primeiro, depois uma ideia lírica ou uma mensagem, um ‘beat’, um ‘dj’, um som que nunca tinhas ouvido antes e isso vem de estes dois ‘gajos’ [Tom Morello e Dj Lord]. Foi muito divertido”, descreveu Brad Wilk.

Apesar de terem atingido a consagração nos anos 90, os membros das três bandas decidiram unir esforços porque o mundo “está num estado pior” do que nessa altura, daí haver algo que abordar e com que ficar entusiasmado, por um “sentimento geral de insatisfação”.

“É uma luta constante para a justiça social, tanto domestica como internacionalmente, fazemos parte dessa luta. Somos um elo na cadeia de pessoas que, por séculos, têm tentado fazer deste planeta mais justo, decente e pacifico. O nosso papel como músicos é explicar a nossa visão através da nossa música”, acrescentou Morello.

Além disso, o mesmo explanou que os músicos nunca pensaram em resolver todos os problemas do mundo ao criar uma banda, mas que se envolveriam nas lutas do dia-a-dia, através do “trabalho e convicção”.

“O importante é tecer aquilo em que acreditas naquilo que fazes e é isso que fazemos. Eu não escolhi ser guitarrista, acredito que foi a guitarra me escolheu, agora estou preso. Tenho que encontrar uma maneira de, enquanto guitarrista, infligir as minhas ideias e as dos meus amigos num mundo que não está à espera delas”, apontou.

Questionado sobre o porquê de continuarem a fazer música e começarem um novo projeto depois de já estarem consolidados na indústria, o ‘disc jockey’ de Public Enemy fez um paralelismo da música com o mundo, em constante mutação.

“Se [a música] está dentro de ti, está dentro de ti. Não percebo como há pessoas que dizem que se vão reformar de algo que amam tanto. O que é que vais fazer [daí para a frente]? Da minha parte, ser um ‘dj’, fazer ‘beats’ ou fazer ‘scratching’, vou ter 89 anos e continuar a tentar fazer mexer o mais velho que esteja na sala”, vincou DJ Lord.

Os Prophets of Rage deram na noite de sábado um concerto marcante em Vilar de Mouros, com incursões pela discografia de Rage Against the Machine e ainda um ‘medley’ de músicas de Public Enemy e Cypress Hill.

Carregados de simbologia política, os músicos agradeceram a Portugal – um país que tem “sido incrível” para as bandas originais de cada elemento – acompanhados da tradicional imagem de punho erguido, um sinal de luta contra as desigualdades.

Houve ainda espaço para uma homenagem a Chris Cornell, músico falecido em 2017, que integrou a banda Audioslave, juntamente com Tom Morello, Brad Wilk e Tim Commerford (baixista), ao som do tema “Cochise”, durante o qual os três elementos tocaram os respetivos instrumentos, sem voz e apenas com uma luz no palco direcionada para o microfone.

Já perto do final do concerto, a banda exibiu no painel principal uma imagem na qual se podia ler “Façam Portugal enraivecer novamente”, uma alusão ao ‘slogan’ que ajudou a eleger Donald Trump como Presidente dos Estados Unidos.

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Festival Vilar de Mouros ultrapassou expetativas e regressa em 2020

Estiveram mais de 45 mil pessoas no recinto

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Foto: Vasco Morais Photography / O MINHO

O festival Vilar de Mouros ultrapassou as expectativas este ano, somando cerca de 46 mil pessoas nos três dias de música, e a próxima edição decorre nos dias 27, 28 e 29 de agosto de 2020.

“É um balanço superpositivo. Sabíamos que ia ser um cartaz muito bom pelo cartaz e pré-venda de bilhetes, mas não esperávamos que fosse tanto. Passámos mil pessoas da nossa melhor expectativa, que eram 45 mil pessoas. Na edição passada tivemos 32 mil, é um salto quantitativo e estamos contentes com isso”, afirmou à Lusa o diretor do evento, Diogo Marques.

Segundo o responsável, estes números demonstram que o conceito do festival está “enraizado” e afirmam o evento na “agenda de festivais de verão”, sendo que o cartaz deste ano elevou a fasquia e a responsabilidade e o recinto – no concelho de Caminha – foi posto à prova, com quase 20 mil pessoas na sexta-feira.

“As pessoas saíram satisfeitíssimas, comeram bem, ficaram bem alojadas no nosso acampamento, que cresceu três vezes em relação ao ano passado. Os parques de estacionamento também cresceram, as pessoas ficaram mais cómodas e perto do recinto. Só temos boas críticas, o que nos leva a começar já a trabalhar na próxima edição”, acrescentou.

Para 2020, a organização vai seguir o mesmo alinhamento de artistas, tendo já encetado negociações com alguns.

Preveem-se ainda mais melhorias a nível de acessos, campismo e estacionamento, apesar de o recinto ficar com a mesma dimensão, com capacidade para 20 mil pessoas por dia.

“A nível de infraestruturas exteriores, vamos ter de mudar algumas coisas devido ao crescimento. Vamos adaptar, ocupar mais terrenos, mais estacionamento, uma comunicação mais direta com as autoridades para a facilidade de as pessoas chegarem ao recinto, isso já está definido. Já estamos a trabalhar nisso”, sublinhou.

O festival cresceu também ao nível da origem dos participantes, com cerca de 20% do público a pertencer a estrangeiros de 18 nacionalidades.

“Temos 18 nacionalidades diferentes, do Irão, Espanha, Alemanha, Inglaterra, Itália, Estados Unidos ou Canadá. Vêm pessoas de todo o mundo. Isso leva a que o projeto não seja só nacional, mas também internacional. A nossa comunicação lá fora está melhor e faz com que aumente também no próximo ano”, vincou.

O presidente da Junta de Freguesia de Vilar de Mouros, Carlos Alves, disse que este foi um ano de “afirmação” do festival que “jamais pode ser interrompida” e prometeu a continuidade do apoio, assim como o presidente da Câmara de Caminha (distrito de Viana do Castelo), Miguel Alves.

Já a coordenadora de eventos e patrocínios da EDP, Marta Marques, vincou que esta é “uma aposta ganha da marca e é para manter no próximo ano”.

O festival Vilar de Mouros começou na quinta-feira e termina esta noite com concertos de Prophets of Rage e Gogol Bordello, além de Fischer-Z, Gang of Four e dos portugueses Linda Martini e Jarojupe.

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“Isto é Vilar de Mouros!” – fotogaleria

Segundo dia de festival foi uma viagem desde o gótico ao punk. Fotorreportagem de Vasco Morais

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Fotos: Vasco Morais / O MINHO

O segundo dia do festival Vilar de Mouros ofereceu, na sexta-feira, Skunk Anansie e The Offspring como destaques, num dia que contou ainda com os veteranos Sisters of Mercy, Clan of Xymox, Nitzer Ebb e The House of Love.

O festival Vilar de Mouros encerra, este sábado, com concertos de Prophets of Rage, Gogol Bordello, Gang of Four, Fischer-Z e ainda os portugueses Linda Martini e Jarojupe.

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