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Alto Minho

Ponte de Lima investe 800 mil euros na ampliação da ETAR de Freixo

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A Câmara de Ponte de Lima anunciou hoje um investimento superior a 800 mil euros na ampliação da Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Freixo para servir um total de 3.500 habitantes do concelho.

Segundo aquela autarquia, a ETAR, “com mais de 20 anos, encontrando-se atualmente em condições menos eficientes”, sendo que a empreitada vai permitir “colmatar problemas de eficiência da infraestrutura, que por ser antiga não dá resposta ao aumento de caudal provocado pelo elevado número de ligações ao sistema, por força da expansão de redes públicas de recolha de saneamento”.

A futura ETAR terá a capacidade para servir entre outros equipamentos públicos, a escola EB 2,3 de Freixo, a piscina Municipal, um lar de idosos, a casa do Povo, a GNR e os bombeiros voluntários.

 

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Alto Minho

Projeto transfronteiriço de 1,1 milhões quer tornar o rio Minho um destino navegável

Monção e Valença de mãos dadas com Salvaterra e Tui

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Foto: "Rios de Portugal"

A melhoria da navegabilidade do rio Minho, a criação de percursos turísticos de barco ou a promoção do desporto fluvial são algumas ações previstas num projeto transfronteiriço hoje apresentado, em Monção, num investimento superior a 1,1 milhões de euros.

“As vantagens deste projeto são grandes, quer numa perspetiva de valorização ambiental do rio Minho, mediatização do território e rentabilização económica dos agentes turísticos, hotelaria e restauração”, disse hoje à Lusa o presidente da Câmara de Monção.

António Barbosa. Foto: DR / Arquivo

António Barbosa, que falava à margem da apresentação pública do projeto “Rio Minho: Um Destino Navegável”, explicou que o investimento previsto vai ainda permitir “a criação de pequenos cais flutuantes (atracagem)nos concelhos envolvidos; visitas programadas às fortalezas da raia, aos centros históricos, adegas de vinho Alvarinho, equipamentos culturais, pesqueiras; promover ateliês e conferências relacionadas com o rio; e incentivar a prática de desportos como caiaque, canoagem, ‘stand up paddle'”, entre outros.

O projeto, que se prolonga durante quatro anos, insere-se no Programa INTERREG V-A España – Portugal (POCTEP) 2014-2020, com fundos europeus, tendo como parceiros portugueses os municípios de Monção e Valença, no distrito de Viana do Castelo, e os concelhos de Tui e Salvaterra do Minho, na província de Pontevedra, na Galiza.

Fazem ainda parte deste projeto transfronteiriço a Direção-Geral do Património Natural da Junta da Galiza, a Agência de Turismo de Galiza e a entidade regional de Turismo Porto e Norte de Portugal (TPNP).

“Este projeto vai proporcionar um conjunto de experiências e descobertas nos quatro municípios que, certamente, contribuirão para fazer desta região um espaço privilegiado para a passagem de momentos agradáveis tanto em contexto familiar como em grupos de amigos”, afirmou o autarca da Monção, concelho escolhido para a apresentação pública da iniciativa.

Para o autarca social-democrata, o envolvimento dos quatro municípios – dois portugueses e dois galegos – permitirá o “reforço de relacionamento entre estes, já bastante positivo, e alargar a oferta turística, cultural e patrimonial da região transfronteiriça”.

O projeto resultou de “um trabalho de proximidade e cooperação transfronteiriça entre instituições locais e regionais com competências em desenvolvimento local, promoção do turismo e conservação da natureza”.

No que diz respeito à navegabilidade do rio Minho, o projeto prevê intervenções num troço de 16 quilómetros, entre a ponte internacional que liga Valença a Tui e a travessia que une Monção e Salvaterra do Minho, para criar “as condições ideais para a relação de atividades náuticas de lazer e turismo no rio Minho”.

“Pretende-se lançar uma série de ações, por etapas, que permitirão, numa segunda fase, a criação de circuitos turísticos navegáveis, onde o navio será o principal meio de transporte e o rio o património cultural e natural associado”, explicam os promotores do projeto na candidatura apresentado ao Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER).

Promover o valor natural e paisagístico do corredor ambiental do rio internacional Minho, uma área classificada como Sítio de Importância Comunitária da Rede Natura 2000, nos dois lados da fronteira, e implementar ações de recuperação, uso sustentável e compartilhado daquele curso internacional de águas são outras das apostas.

“As ações terão início na ilha espanhola de Fillaboa, no rio Minho, junto ao concelho de Monção, um espaço único de alto interesse paisagístico, localizado na foz do rio Tea, no rio Minho, e recentemente adquirido pela Câmara de Salvaterra do Minho”, sublinha o documento.

Estas ações “permitirão o posicionamento do rio Minho transfronteiriço, como destino turístico de referência, único e diferenciador, como resultado de gestão sustentável e integrada e da diversidade cultural e natural do vale do Minho”.

As ações previstas são dirigidas “à população dos dois lados do rio Minho, como forma de dinamizar economia local e melhorar a qualidade ambiental do seu meio ambiente”.

O projeto também pretende “aumentar a relação da população com as áreas ribeirinhas e os ecossistemas associados e conscientizar a comunidade local par a necessidade da sua conservação e valorização”.

O projeto agora apresentado visa ainda dar continuidade às ações realizadas ao abrigo do Visit Rio Minho, promovido pelo Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial (AECT) do Rio Minho, constituído por municípios do Alto Minho e da Galiza.

O projeto “Rio Minho: Um Destino Navegável” contempla ainda a criação de “um produto de turismo náutico”, através de uma ação piloto que incentive o aparecimento de projetos com investimento público e privado.

“O rio Minho será a principal rota fluvial e o barco o seu principal meio de transporte, complementado, em terra, por miniautocarros e minicomboios, levando o visitante aos principais pontos de interesse portugueses e galegos”, sustentam os promotores.

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Alto Minho

Governo nega cancelamento, mas admite atraso na eletrificação da Linha do Minho

Entre Viana do Castelo e Valença

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Foto: Wikipedia / Arquivo

O ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, admitiu hoje atrasos e constrangimentos em projetos de modernização dos caminhos-de-ferro, mas afastou a hipótese de qualquer cancelamento na execução do plano ferroviário 2020.

“Não há nenhuma obra cancelada, nenhuma obra suspensa, o que temos […] são atrasos nas obras, isso é verdade, mas cancelamento e suspensão não existe um único”, afirmou o governante, à margem da assinatura do Acordo de Empresa da Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário (EMEF), hoje em Lisboa.

Pedro Nuno Santos. Foto: Divulgação / Governo de Portugal (Arquivo)

O ministro reagia assim à manchete de hoje do Jornal de Notícias que dava conta do adiamento de 18 obras programadas no âmbito do programa Ferrovia 2020, apresentado em fevereiro de 2016, no valor de dois mil milhões de euros, e de um projeto cancelado de eletrificação do troço entre Viana do Castelo e Valença.

“O que houve foi um projeto [de eletrificação] com pouca qualidade e foi necessário relançar o projeto de contratação do projetista”, explicou o governante, reafirmando que não há cancelamento ou desistência da obra.

Jornal de Notícias, 19 de novembro 2019. Foto: Reprodução

Pedro Nuno Santos explicou que as obras do investimento público não preveem muitas vezes constrangimentos, como candidatos que impugnam concursos, atrasos no Tribunal de Contas ou avaliações de impacto ambiental que exigem alterações: “Os constrangimentos que o investimento público enfrenta levam a que, infelizmente, tenhamos que regularmente assistir a atrasos em algumas das obras”, defendeu o ministro.

Quanto a obras atrasadas, a edição do Jornal de Notícias informa afetarem a Linha do Norte, a ligação entre Espinho e Gaia, a renovação da linha entre a Covilhã e a Guarda, a modernização da Linha do Oeste, entre Mira Sintra-Meleças e Caldas da Rainha, e a eletrificação entre Lagos e Tunes e entre Faro e Vila Real de Santo António.

A Infraestruturas de Portugal, em comunicado entretanto divulgado, reafirmou não haver qualquer suspensão ou cancelamento, e que estão em desenvolvimento e serão concretizados “todos os investimentos previstos”, a executar no âmbito do Ferrovia2020.

“Apesar de alguns atrasos verificados e já esclarecidos publicamente, a IP está a realizar todos os esforços no sentido de concretizar este que é o maior plano de investimentos das últimas décadas na modernização da Rede Ferroviária Nacional”, adianta.

Sobre o projeto de modernização da Linha do Douro, entre Marco de Canaveses e Régua, a IP adianta que “não existe qualquer cancelamento da empreitada e explica que foram “dificuldades técnicas evidenciadas pelo consórcio projetista” que “obrigaram à revogação” do contrato, estando atualmente em fase de contratação um novo consórcio projetista.

Quanto à Renovação Integral de Via (RIV) entre Válega e Espinho, a IP explica que, atualmente, decorre a fase de elaboração do projeto de execução e que se prevê o lançamento do concurso de empreitada em 2020.

As intervenções na Linha de Sines estão incluídas num empreendimento global que envolve a realização de obras do Corredor Internacional Sul, explica, adiantando que o projeto de execução de Modernização da Linha de Sines se encontrar atualmente em fase de revisão pela direção de engenharia da IP.

Quanto à eletrificação da Linha do Algarve, a IP adianta que, contrariamente ao inicialmente previsto, os projetos de eletrificação nos troços Faro-Vila Real de Santo António (VRSA) e Tunes-Lagos vão ser sujeitos a processos de Avaliação de Impacte Ambiental (AIA).

“Estima-se que estes processos de AIA tenham a duração de cerca de sete meses, incluindo consulta pública, situação que tem implicações nas datas de lançamento dos concursos de empreitada”, esclarece, adiantando ainda que o Estudo de Impacte Ambiental (EIA) para o troço Faro-VRSA foi entregue na APA em julho de 2019 e que o AIA do troço Tunes-Lagosvai iniciar-se “ainda este mês”.

O acordo de empresa assinado hoje pela EMEF, e subscrito por várias organizações sindicais (SINDEFER, STMEFE, FECTRANS/SNTSF, SINFB e SINAFE) vai permitir o aumento salarial de 25 euros até 01 de janeiro de 2020, uma subida de 10 euros em janeiro e um aumento do valor do índice remuneratório de entrada na carreira de operário da EMEF, de cerca de 736 euros para 796,11 euros.

A conclusão deste processo negocial inseriu-se na estratégia definida pelo Governo, em finais de junho de 2018, na qual se definiu a contratação imediata de 67 trabalhadores para a EMEF e a substituição dos reformados.

O coordenador da Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações (Fectrans/CGTP-IN) José Manuel Oliveira, em declarações no final da cerimónia, disse ter expectativa que a empresa “brevemente” volte a ser o setor oficinal da CP – Comboios de Portugal, e não uma empresa autónoma, definindo-se neste acordo os pontos de partida desta fase de integração.

“[O acordo hoje assinado] É um passo de alteração da prática neste setor, que desde 2009 não tinha contratação coletiva”, adiantou o sindicalista.

Por sua vez, o ministro das Infraestruturas disse tratar-se de um acordo “muito importante” de valorização de uma “atividade crítica para o funcionamento da CP e para o país”, e salientou o papel dos trabalhadores da EMEF que disse terem feito, ao longo dos anos, “milagres” ao conseguir manter em funcionamento material circulante “muito antigo”.

 

Notícia atualizada às 14h41.

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Viana do Castelo

Fundador da Casa Peixoto dá nome a rua em zona industrial de Viana

Empresa tem sede na Zona Industrial de Neiva e lojas em Braga e Guimarães, no Minho, Lisboa e Porto

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O nome de Abílio Peixoto, fundador da Casa Peixoto, foi atribuído a uma rua da Zona Industrial do Neiva, em Viana do Castelo, onde se localiza a sede da empresa de materiais para a construção e decoração.

Foto: Divulgação / CM Viana do Castelo

A iniciativa, que partiu da Junta de Freguesia de São Romão do Neiva, contou com o apoio da Câmara Municipal de Viana do Castelo, tendo a placa indicativa do novo nome do arruamento sido descerrada numa cerimónia que decorreu no sábado, e que contou com a presença, entre outros, do autarca José Maria Costa.

Fundada, em 1976, em nome individual, em Alvarães, pelo empreendedor Abílio Peixoto, entretanto falecido, tornou-se sociedade comercial em 1986, integrando os seis filhos do fundador e adotando o nome Casa Peixoto .

Foto: Divulgação / CM Viana do Castelo

Em 1994, mudou de instalações para a Zona Industrial do Neiva, ainda na sua primeira fase.

A partir de 1998 deu início a um ciclo de forte expansão, com abertura de novas lojas, em Braga, Porto, Guimarães e Lisboa.

De acordo com informação disponível no site da empresa, consultada por O MINHO, a empresa vianense conta, ainda, com uma sucursal em Paris (França).

No próximo ano de 2020, a empresa vianense pretende inaugurar, ao longo do primeiro semestre, novas instalações no Porto, de maiores dimensão e com uma oferta mais diversificada de produtos.

Atualmente, a Casa Peixoto conta com mais de 200 colaboradores especializados na comercialização em todas as áreas de negócio ligadas à construção e decoração.

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