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Alto Minho

Ponte de Lima investe mais 500 mil euros na erradicação de espécies invasoras do rio Lima

Ambiente

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Foto: Divulgação

A Câmara de Ponte de Lima vai investir mais 500 mil euros em dois projetos para, a partir de junho, erradicar espécies exóticas que invadem as margens e as águas do rio Lima, informou hoje fonte autárquica.


“Estas espécies estão a invadir e a ocupar toda a área útil do rio, constituindo um problema, desde logo, para as outras espécies aquáticas que ficam com o seu espaço reduzido, provocando a deterioração da qualidade da água. Há ainda o impacto na fauna, sobretudo ao nível das espécies de peixes, e um impedimento ao normal desenvolvimento de atividades turísticas e até desportivas no leito do rio. É um obstáculo à prática da canoagem ou apenas para um simples banho no rio”, explicou hoje à Lusa o chefe da unidade de recursos naturais e rurais daquela autarquia.

Gonçalo Rodrigues explicou que um dos projetos, no valor de 456 mil euros, vai permitir “fazer um trabalho que nunca tinha sido feito ao nível da erradicação de espécies exóticas invasoras aquáticas, no leito do rio Lima”.

Para esta ação, a empreitada foi lançada a concurso público na sexta-feira.

“A zona mais infestada por espécies como, por exemplo, a pinheirinha ou a elódea-comum está identificada entre o açude e o viaduto da autoestrada A3. Não sendo um problema recente, notámos que ultimamente o problema estava a provocar um conjunto de impactos indesejáveis no plano de água entre o açude e o viaduto da A3, sendo que a limpeza vai estender-se até ao limite dos concelhos de Ponte da Barca e Arcos de Valdevez”, especificou.

Já outra ação, que representa um investimento de cerca de 60 mil euros, pretende dar continuidade ao trabalho que vem sendo desenvolvido, em parceria com a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), para controlo e erradicação de espécies exóticas invasoras terrestres (acácias e austrálias, entre outras) nas margens do rio Lima, classificado como Sítio de Importância Comunitária (SIC).

“Juntando todos os projetos que temos vindo a realizar para combater as espécies terrestres o investimento está muito próximo do valor do que vamos investir agora para erradicar as invasoras aquáticas”, destacou.

O projeto permitirá ainda “ampliar a área intervencionada até à totalidade da extensão do SIC Rio Lima, inserida nos limites administrativos do concelho de Ponte de Lima”.

Ambos os projetos, financiados por fundos do Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos (POSEUR) e meios do município, vão decorrer a partir de junho e até outubro, tal como determina um parecer do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).

As ações, “validadas pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), vão ainda permitir avaliar a eficácia dos métodos aplicados e do impacto real ou potencial sobre espécies e ‘habitats’, bem como definir as condições para a realização de ações de controlo de continuidade e criar/adotar soluções inovadoras de monitorização de espécies exóticas invasoras com vista à prevenção e deteção precoce de focos de dispersão destas espécies no SIC Rio Lima”.

A candidatura “integra, também, a realização de atividades sensibilização dos diversos públicos-alvo e divulgação da problemática das espécies exóticas invasoras”.

O rio Lima nasce a 975 metros de altitude, na província de Ourense, na Galiza. Entra no Alto Minho, próximo do Lindoso e de Soajo, e passa por Ponte da Barca e Ponte de Lima, desaguando no oceano Atlântico, em Viana do Castelo, após percorrer um total de 135 quilómetros.

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Alto Minho

Líder do CDS diz em Viana que “braço da geringonça parece estar cada vez mais largo”

Política

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Foto: DR

O presidente do CDS, Francisco Rodrigues dos Santos, afirmou hoje, em Viana do Castelo, que “o braço da geringonça” parece estar cada vez maior, aludindo assim à posição do PSD em relação ao Orçamento Suplementar.

Questionado pelos jornalistas acerca da discussão e votação do Orçamento suplementar e da colaboração do PSD para a viabilização do documento, através da abstenção, Francisco Rodrigues dos Santos comentou que “há um género de colaborações patrióticas que mais parecem coligações exóticas”.

“Parece que há um género de colaborações patrióticas que mais parecem coligações exóticas e que o braço da geringonça está cada vez mais largo. Como não sou conselheiro sentimental do bloco central, a única garantia que posso dar é que, da parte do CDS, queremos mais e melhor oposição, não queremos menos nem pior oposição ao governo socialista”, referiu.

Francisco Rodrigues dos Santos referia-se não só à viabilização do Orçamento Suplementar, mas também às posições do PSD nos debates quinzenais no parlamento e também no caso da ida do ex-ministro para o Banco de Portugal.

A Assembleia da República aprovou hoje, em votação final global, a proposta de Orçamento Suplementar do Governo, que se destina a responder às consequências económicas e sociais provocadas pela pandemia da covid-19.

A proposta foi aprovada apenas com os votos favoráveis do PS, a abstenção do PSD, BE e PAN e os votos contra do PCP, CDS-PP, PEV, Iniciativa Liberal e Chega.

A deputada não inscrita Cristina Rodrigues (ex-PAN) absteve-se e Joacine Katar Moreira (ex-Livre) estava ausente no momento da votação.

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Alto Minho

Caminha reinventa programação cultural de verão em tempo de pandemia

Cartaz cultural

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Foto: Divulgação / CM Caminha

“Drive In Vilar de Mouros”, com cinema ao ar livre, “Lar Sustenido”, com música nos lares de idosos, e os concertos “Vilas People” são destaques da programação cultural do ‘Verão 2020’ em “tempos de cólera”, em Caminha.

“A cultura aqui em Caminha não está em confinamento. A cultura vai estar na rua e preparamos um programa forte para este verão de 2020 que passa por manter alguns eventos habituais, mas de uma forma completamente diferente”, com uma “programação cultural nova, forte, que quer simbolizar a ideia de resgatarmos o quotidiano”, disse à Lusa o presidente da Câmara de Caminha, Miguel Alves.

Este ano, para cumprir as regras de segurança emanadas pelo Direção-Geral da Saúde (DGS), no combate à covid-19, eventos como Feira Medieval, Festival de Espadarte ou Festival de Vilar de Mouros não se vão realizar. Todavia, a “cultura não está em confinamento”, e o município reinventou uma programação cultural para os “tempos de cólera” a rondar os 250 mil euros, um valor idêntico ao que investia na Feira Medieval, explicou o autarca.

Caminha anuncia que festival Vilar de Mouros será transformado em ‘drive-in’

“Em tempos de cólera temos de apresentar medidas excecionais, temos que encontrar soluções e foi isso que fizemos. Reinventar o nosso Dão, reinventar a nossa programação cultural, mantendo Caminha como um destino de confiança”, declarou hoje Miguel Alves, numa entrevista telefónica à Lusa, no âmbito do anúncio oficial da programação cultural ‘Verão 2020′, referindo que o concelho de Caminha tem 17 mil habitantes e, “felizmente”, “não apresenta, de momento, casos ativos de covid-19”,

O “Drive In Vilar de Mouros” é um dos destaques elencados pelo autarca. A iniciativa vai decorrer entre 23 a 29 de agosto, no mesmo espaço do festival, organizado pela Câmara de Caminha e pelos mesmos produtores do Festival Vilar de Mouros.

Vai haver um “palco em sistema de ‘drive in’”, como se conhece da América do Norte, onde se oferece a possibilidade de dentro dos carros as pessoas poderem assistir a concertos musicais, a ‘stand-up comedy’, a espetáculos para crianças, apresentação de DJ, num espaço absolutamente controlado do ponto de vista sanitário”, descreveu Miguel Alves.

Entre um bloco de 10 projetos incluídos no programa cultural ‘Verão 2020’, o “Lar Sustenido” é também uma iniciativa que o autarca destacou e que tem o objetivo de oferecer concertos da Banda Filarmónica de Lanhelas, por exemplo, aos idosos que vivem em lares e que foram as pessoas que “estiveram debaixo de fogo” durante a pandemia.

“É um prémio, um mimo que damos aos nossos velhinhos que têm estado a combater estoicamente (…) esta pandemia”, referiu.

“Vilas People” é um conjunto de oito concertos, a acontecer em Caminha e em Vila Praia de Âncora, que arranca a 18 de julho, com a atuação de Tiago Bettencourt a tocar Bob Dylan, no Convento de Santo António, em Caminha.

Inserido no “Vilas People” vai também atuar The Legendary Tigerman, no dia 25 de julho, no Dólmen da Barrosa, em Vila Praia de Âncora, Úxia, a 1 de agosto, no Largo Calouste Gulbenkian, em Caminha, e Toy a tocar músicas de Elton John, a 12 de setembro, na praça da República, em Vila Praia de Âncora, entre outros.

Estes concertos realizam-se às 22:00.

“Quatro Quartas de Jazz” é outra proposta cultural e decorre durante os meses de julho e agosto. Vai permitir que um quarteto de jazz de músicos do concelho de Caminha tome conta das praças de Caminha, Vila Praia de Âncora e de Moledo, “apresentando-se com este timbre do jazz”, acrescentou Miguel Alves.

Com o lema “Concelho de Caminha, Destino de Confiança / A mesma marca em tempos diferentes”, o verão de 2020 também vai oferecer “Cultura de Rua”, um conjunto de 20 eventos, sejam de música ou magia, que vão acontecer de surpresa aos habitantes, seja à saída da praia, da igreja ou junto a uma esplanada, descreveu o autarca.

Uma exposição do artista Pedro Cabrita Reis, com o apoio da Fundação de Serralves, será inaugurada no Museu Municipal de Caminha, a 7 de agosto, e poderá ser vista até meados de outono, em 28 de novembro.

Entre as iniciativas do ‘Verão 2020’, em Caminha, conta-se ainda a “Biblioteca 4L – Leitura sobre Rodas”, que leva livros a várias partes do concelho.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 521 mil mortos e infetou mais de 10,88 milhões de pessoas, em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.587 pessoas das 42.782 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da DGS, hoje divulgado.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia, em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.

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Alto Minho

Caminha anuncia que festival Vilar de Mouros será transformado em ‘drive-in’

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

A Câmara Municipal de Caminha anunciou, esta quinta-feira, a programação cultural de verão, que inclui um evento drive-in especial nas mesmas datas em que se realizaria o festival de Vilar de Mouros.

O festival, que contava no seu cartaz com artistas como Placebo ou Iggy Pop, foi cancelado devido à pandemia da Covid-19, à semelhança de muitos outros festivais de verão.

Prometendo mais detalhes para breve, o presidente da Câmara, Miguel Alves, adiantou que esteve evento, que decorrerá de 24 a 29 de agosto, será composto por concertos ao vivo, sessões de DJ, cinema, espetáculos para crianças e stand-up comedy, com horários repartidos pelo “final de tarde, noite e extra noite”.

Segundo a autarquia, o programa de verão apresentado é “arrojado” e adaptado às imposições da DGS, que pretende “resgatar a cultura para o nosso concelho e mostrar que o Concelho de Caminha é um Destino de Confiança.

“É um programa de excelência em tempos de covid. Nós não devemos ficar fechados em casa. Essa não é a solução neste momento. Nós temos de abrir as portas das nossas casas, abrir as portas das nossas lojas, dos nossos hotéis e abrir as nossas ruas. É isso que vamos fazer com a programação cultural. Lançar atividades, promover o nosso território, dar conteúdos às pessoas que vem visitar o nosso território e atrair as pessoas para aqui estarem dentro das condições da DGS”, acrescentou apontou Miguel Alves.

O presidente da Câmara sublinhou que “há eventos típicos do concelho de Caminha que acontecem no verão que são impossíveis de manter, como são os casos do Festival do Espadarte, Festival de Vilar de Mouros e festas e romarias”, acrescentando que “há outros que vão acontecer de forma diferente, o que permitirá manter acesa uma chama que nos levará para as próximas edições, são os casos do Artbeerfest e da Feira Medieval”.

Enfatizou ainda que as festas religiosas como a Romaria de São João d’Arga, Festa de Nossa Senhora da Bonança, Santa Rita de Cássia, São Bento, Nossa Senhora ao Pé da Cruz não se vão realizar com a dinâmica habitual, mas serão apoiadas as celebrações religiosas.

Miguel Alves destacou o dia 8 de julho, dia em que se assinala o 96º aniversário de elevação de Vila Praia de Âncora. O Município vai marcar a data com o espetáculo “Centenário de Amália Rodrigues”, com Pedro Miguel Nunes, Artur Caldeira e Daniel Paredes, que terá lugar no Cineteatro de Vila Praia de Âncora, pelas 21:30.

Outro dos eventos que vai decorrer de forma diferente é a Arte na Leira. Esta edição terá lugar de 20 de julho a 23 de agosto, na Casa do Marco, em Arga de Baixo, num formato mais reduzido.

A Feira Medieval vai ser lembrada no dia 24 de julho, Dia do Foral de Caminha, com a iniciativa Caminha Medieval “A organização do exército do rei em finais da Idade Média – algumas notas sobre o contributo de Caminha”, a cargo de Leandro Ribeiro Ferreira, investigador doutorado na Universidade do Porto e na Fundação para a Ciência e Tecnologia. No dia 25 de julho, Dia de Santiago, terá lugar uma caminhada com o historiador Joel Cleto.

Para além dos eventos acima referidos, o Programa Cultural Verão 2020 é composto por 10 projetos culturais com o mote de “resgatar o nosso quotidiano”.

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