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Ponte de Lima

Ponte de Lima e vira do Minho em spot publicitário na televisão

Campanha da “Rubis Gás” pretende aproximar a marca às regiões do país.

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Ponte de Lima e o vira do Minho são um dos temas escolhidos pela “Rubis Gás” para uma campanha composta por seis spots pubicitários, com duração de 16 segundos, divulgados através dos canais de televisão em sinal aberto e por cabo, incluindo no horário nobre, e também nas redes sociais e no YouTube, onde o vídeo com a vila limiana contava, no primeiro dia de janeiro, já com mais de 110 mil visualizações.

Baseada no slogan “O meu gás é Rubis”, a promoção tem ainda como temas outros aspectos da cultura e gastronomia nacionais, como a alheira de Mirandela, o cante alentejano, o frango da Guia, no Algarve, a espetada à madeirense e o queijo da ilha, dos Açores.

A campanha publicitária, que inclui ainda um spot para rádio e cartazes espalhados pelo país, irá decorrer durante todo o mês de janeiro. Foi desenvolvida pela FCB Lisboa (criatividade), Still Produções (produção) e Mindshare (planeamento de meios).

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Ponte de Lima

Obras de 300 mil euros controlam erosão das margens do rio Lima em Ponte de Lima

Projeto “é fundamental para a preservação do maior ecossistema que atravessa o concelho”, diz o autarca

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Foto: DR

A Câmara de Ponte de Lima e a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) vão investir mais de 300 mil euros, para controlar a erosão das margens do rio Lima, naquele concelho do Alto Minho, informou hoje aquela autarquia.

Em comunicado, o município liderado por Victor Mendes (CDS-PP) adiantou que a intervenção de proteção de recursos hídricos, é financiada pelo Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos (POSSER) e tem um prazo de execução de 120 dias.

O “auto de consignação da empreitada foi assinado realizou-se na semana passada, na Câmara de Ponte de Lima, entre a APA e a empresa Primos Lena – Engenharia & Construção”.

Foto: Divulgação / CM Ponte de Lima

O município justificou aquela intervenção com “significativa erosão fluvial que se tem registado nas margens do rio Lima, agravada sobretudo no período de outono e inverno, constituindo um fator de agressão e de desequilíbrio determinante para o mau estado de conservação hidromorfológicas” daquele curso de água.

“De acordo com a APA, a intervenção vai centrar-se nos troços mais vulneráveis à erosão hídrica, no sentido de mitigar os riscos e efeitos de cheias e inundações na zona crítica influente”, especificou o município, apontando “três troços do rio como os mais vulneráveis e que terão intervenção prioritária, nomeadamente em Arcozelo, Correlhã e Fontão”.

As intervenções previstas “serão direcionadas para o controlo das situações de degradação verificadas na margem direita e esquerda do rio Lima, por via de ações que envolvem medidas de estabilização das margens”.

A intervenção agora anunciada tem como objetivos a “renaturalização do curso de água, a melhoria das condições de escoamento dos caudais do rio Lima, e proteção das margens contra o efeito erosivo dos caudais escoados”.

Para o presidente da Câmara de Ponte de Lima, citado na nota, este projeto “é fundamental para a preservação do maior ecossistema que atravessa o concelho”.

O autarca ressalvou a intervenção “foi elaborado com base nas principais preocupações e sugestões do município dentro dos parâmetros e dos objetivos definidos pela candidatura da APA”.

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Ponte de Lima

Defensores dos animais pedem fim da Vaca das Cordas em Ponte de Lima

Petições e páginas no Facebook apelam ao fim da secular tradição

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Foto: Facebook de "Ponte de Lima SEM Tortura Animal"

Sempre que se fala em tradição com animais, são muitas as vozes que se levantam contra estas realizações populares. A Vaca das Cordas, em Ponte de Lima, é amanhã e não escapa às críticas dos defensores dos animais. O movimento ‘Ponte de Lima sem tortura animal’ partilhou a notícia que dava conta da realização da tradição e comentou: “Desde 1646 que não aprenderam nadinha… Triste povo limiano”.

Uma petição com quase 6.500 assinaturas quer que a Assembleia da República e o Governo legislem contra estas manifestações justificando: “ano após ano, a opinião pública indigna-se com a prática das Festividades Populares Tauromáquicas realizadas na Via Pública”.

A Vaca das Cordas é um dos exemplos apresentados: “gostaríamos de expressar a nossa preocupação com a referida normalização de uma atividade que não pode ser considerada ética e não pode ser defendida em termos morais nem o deveria ser em termos legais numa sociedade que todos desejamos evoluída e moderna”.

Os peticionários pedem “uma alteração legislativa que tenha como finalidade proteger pessoas e animais permitindo uma evolução que já peca por tardia”. Querem, ainda, que governantes e legisladores revejam a atividade da “Vaca das Cordas”, da “Tourada à Corda” e da “Largada de Touros”, enquanto atividades realizadas na via pública”.

Esta tradição consiste na saída do animal, para a via pública, preso pelo pescoço por cordas, ou não, atiçado por pessoas, o que “promove elevados níveis de stress e desconforto” como referem alguns comentários.

A petição fala ainda “na brutal violência imposta a estes animais incluem-se: patas partidas, golpes, pontapés, exaustão e arrastamento com ou sem condições físicas para o fazer, colapsos e ataques cardíacos. Podem ouvir-se os gritos e choros dos animais durante toda a festividade. Esses gritos só terminam após o abate”.

A tradição limiana pode provocar, ainda riscos a quem assiste e não há ano em que não haja relatos de feridos, alguns deles graves. “O verdadeiro número de vítimas é, por norma, falseado para evitar a revolta da opinião pública”, refere ainda o documento.

Quem assinou a petição, ainda disponível on-line pede que “seja alterada a legislação não permitindo a realização destas atividades e procurando alternativas que não incluam a exploração de outros animais para divertimento de apenas alguns, permitindo assim que a festa seja uma experiência mais positiva, segura e alegre para todos”.

Na página de Facebook do ‘Ponte de Lima sem tortura animal’ são imensos os comentários dos internautas a criticarem a existência da tradição e alguns expressam a sua surpresa pela tradição se manter ainda.

Petição em 2018

Em 2018, a delegação norte da “Anonymous for the voiceless”, grupo criado em 2016, lançou uma petição intitulada “Contra a tortura animal. Diz não à Vaca das cordas: Repugnamos a 100% este evento traduzido numa agressão gratuita, que mostra como um ser racional pode ser egoísta ao ponto de não ter compaixão por alguém, que como ele sente”, lia-se no documento.

O grupo ativista questionava “se é racional continuar em 2018 a promover o sofrimento do outro”, sustentando “ser urgente parar com eventos onde se fomenta o especismo”.

“Os animais não podem continuar a ser usados para fins de entretenimento”, realçava a petição.

Costume secular

A tradição da Vaca das Cordas obriga a que o animal, que afinal é um touro, saia para a rua pelas 19:00 horas, conduzido por cerca de dezena e meia de pessoas e preso por duas cordas.

É levado até à Igreja Matriz e preso à janela de ferro da Torre dos Sinos, sendo-lhe dado um banho de vinho tinto da região, “lombo abaixo, para retemperar forças”, conforme reza o costume local.

Dá depois três voltas à igreja, sempre com percalços e muitos trambolhões à mistura dos populares que ousam enfrentá-lo, após o que é levado para o extenso areal da vila, dando lugar a peripécias, com corridas, sustos, nódoas negras e trambolhões e até pegas de caras amadoras.

Nas ruas do Centro Histórico irá cumprir-se, madrugada dentro, a confeção dos tapetes floridos, por onde irá passar a procissão do Corpo de Deus.

A mais antiga referência que se conhece da Vaca das Cordas remonta a 1646, quando um código de posturas obrigava os moleiros do concelho (ministros de função) a conduzir, presa por cordas, uma vaca brava, sob condenação de 200 reis pagos na cadeia.

Mais tarde, segundo o Código de Posturas de 1720, a pena agravava-se para 480 réis. Diz a lenda que a Igreja Matriz, da primitiva vila, era um tempo pagão dedicado a uma deusa, simbolizada por uma vaca.

Posteriormente, este templo foi transformado em igreja pelos cristãos que retiraram do seu nicho a imagem da “deusa vaca” e com ela deram três voltas à igreja, após o que a arrastaram pelas ruas da vila, para alegria de todos os habitantes.

Daí virá o costume da Vaca das Cordas, um ritual que foi interrompido em 1881 pela vereação, tendo reaparecido por volta de 1922, para não mais deixar de se realizar.

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Ponte de Lima

Chegou a Vaca das Cordas

O touro de 450 quilos que irá correr as ruas de Ponte de Lima, esta quarta-feira, durante a tradição secular da Vaca das Cordas, já se encontra na vila minhota.

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Foto: Luís Rodrigues / O MINHO

O touro de 450 quilos que irá correr as ruas de Ponte de Lima, esta quarta-feira, durante a tradição secular da Vaca das Cordas, já se encontra na vila minhota.

A Vaca das Cordas decorre sempre na véspera do feriado do Corpo de Deus, o que este ano acontece a 19 de junho.

A tradição obriga a que o animal, que afinal é um touro, saia para a rua pelas 19:00, conduzido por cerca de dezena e meia de pessoas e preso por duas cordas.

É levado até à Igreja Matriz e preso à janela de ferro da Torre dos Sinos, sendo-lhe dado um banho de vinho tinto da região, “lombo abaixo, para retemperar forças”, conforme reza o costume local.

Dá depois três voltas à igreja, sempre com percalços e muitos trambolhões à mistura dos populares que ousam enfrentá-lo, após o que é levado para o extenso areal da vila, dando lugar a peripécias, com corridas, sustos, nódoas negras e até pegas de caras amadoras.

Tapetes do Corpo de Deus na rua de Souto, em Ponte de Lima. Foto: DR

Nas ruas do Centro Histórico irá cumprir-se, madrugada dentro, a confeção dos tapetes floridos, por onde irá passar a procissão do Corpo de Deus.

A mais antiga referência que se conhece da Vaca das Cordas remonta a 1646, quando um código de posturas obrigava os moleiros do concelho (ministros de função) a conduzir, presa por cordas, uma vaca brava, sob condenação de 200 reis pagos na cadeia.

Mais tarde, segundo o Código de Posturas de 1720, a pena agravava-se para 480 réis. Diz a lenda que a Igreja Matriz, da primitiva vila, era um tempo pagão dedicado a uma deusa, simbolizada por uma vaca.

Posteriormente, este templo foi transformado em igreja pelos cristãos que retiraram do seu nicho a imagem da “deusa vaca” e com ela deram três voltas à igreja, após o que a arrastaram pelas ruas da vila, para alegria de todos os habitantes.

Daí virá o costume da Vaca das Cordas, um ritual que foi interrompido em 1881 pela vereação, tendo reaparecido por volta de 1922, para não mais deixar de se realizar.

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