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Alto Minho

Ponte de Lima convida jovens a conhecerem melhor os cavalos de raça garrana

No próximo domingo

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Iniciativa também envolveu o município de Caminha. Foto: CM Caminha

Aprender mais sobre o cavalo garrano, o último semisselvagem da Europa, descobrir como preservar a raça ou realizar um volteio são os objetivos da experiência que a Câmara de Ponte de Lima vai proporcionar, domingo, a crianças e jovens.

Contactado hoje pela agência Lusa, Paulo Pimenta, técnico da Câmara de Ponte de Lima, destacou que a ação “Queres viver Uma Aventura com o Garrano?”, destinada a crianças e jovens entre 10 e 15 anos, consiste na realização de um “‘peddy-paper’ que, simultaneamente, de forma lúdica e didática, ensina aos mais pequenos as características, comportamentos e necessidades específicas desta espécie autóctone”.

Paulo Pimenta sublinhou que a “ação de educação e sensibilização ambiental”, já realizada em Viana do Castelo e Caminha, visa semear nas gerações mais novas a consciência da necessidade de proteger o garrano e o seu ‘habitat’.

O desafio “Queres viver Uma Aventura com o Garrano?” é uma das ações do projeto Vilas e Aldeias Equestres entre Arga e Lima, que além de Ponte de Lima, envolve os municípios de Caminha e Viana do Castelo.

O garrano é uma raça protegida devido ao risco de extinção, encontrando-se, por isso, muito poucos no meio selvagem ou na posse de criadores. Este animal tem membros e orelhas curtas e o perfil da cabeça é reto ou côncavo.

O projeto é cofinanciado pelo programa Valorizar, do Turismo de Portugal, e tem uma dotação global de cerca de 135.000 euros. As ações começaram a ser implementadas em julho de 2020 e prolongam-se até junho de 2023, com vista à “construção de um destino equestre internacional”.

Para o início de 2023, está programada a realização de diversas sessões de apresentação do Selo “O Seu Cavalo é Nosso Convidado”, visando esclarecer e mobilizar uma rede de operadores turísticos para a construção de um produto equestre no Alto Minho.

A vereadora do Ambiente da Câmara de Viana do Castelo, Fabíola Oliveira, disse “tratar-se de uma organização pioneira de iniciativas criativas e diferenciadas de utilização do garrano ao serviço do turismo equestre, visando demonstrar formas diversas de integração desta raça equídea em atividades de animação turística”.

Na quinta-feira, foi iniciada a discussão pública, publicada em Diário da República (DR), pelo prazo de 30 dias, do projeto do regulamento para atribuição do Selo Equestre.

Fabíola Oliveira explicou que o projeto Vilas e Aldeias Equestres entre Arga e Lima e a investigação científica, em curso, sobre equinologia, assente no garrano, “têm uma ligação grande” à criação da futura Área de Paisagem Protegida da Serra de Arga”.

Aquela classificação, aprovada em 2020 pelas Câmaras de Viana do Castelo, Caminha, Ponte de Lima e Vila Nova de Cerveira, “aguarda-se para breve” e “irá assegurar a adoção de medidas de planeamento, ordenamento e gestão centradas na preservação e valorização integradas de diferentes tipos de património, natural, cultural e paisagístico, onde se integra o garrano”.

A “articulação e exploração de sinergias entre o turismo equestre e outros produtos turísticos estratégicos à escala regional, especialmente com o turismo rural, o turismo de natureza e o ‘touring’ cultural e paisagístico e a criação de uma rede intermunicipal de percursos equestres sinalizados e interpretados entre a Serra de Arga e o Vale do Lima, ligando os percursos já existentes” são alguns dos objetivos do projeto Vilas e Aldeias Equestres entre Arga e Lima.

Prevê ainda a “promoção da valorização turística do garrano enquanto espécie autóctone e do seu habitat natural, bem como da sua dimensão cultural, consubstanciada na sua importância histórica e etnográfica para as comunidades rurais do Alto Minho”.

Ao “abrigo deste projeto, está em curso a ampliação da rede de percursos equestres que alcançará perto de 100 quilómetros, com a criação de dois grandes itinerários intermunicipais”.

A rede intermunicipal de percursos equestres “irá criar uma espinha dorsal no território para a oferta de percursos a cavalo, permitindo aos operadores turísticos diversificarem os seus programas ou mesmo estimular a instalação de novos operadores”.

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