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Ponte da Barca caminha contra o cancro da mama

Dia Nacional da Luta Contra o Cancro

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Foto: Divulgação / CM Ponte da Barca

Ponte da Barca vai caminhar ao longo de cinco quilómetros numa iniciativa de sensibilizar para a luta contra o cancro, no próximo dia 27 de outubro, anunciou a autarquia local.

Com indumentária cor-de-rosa como apropriada para o evento, a iniciativa assinala o Dia Nacional da Luta Contra Cancro da Mama, que se comemora anualmente a 30 de outubro.

Esta é uma das atividades integradas na Onda Rosa 2019, movimento desenvolvido pela Liga Portuguesa Contra o Cancro que incentiva à prevenção e diagnóstico precoce do cancro da mama.

A caminhada decorre a partir das 10:00, com início nos Paços do Concelho.

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Alto Minho

Perceber melhor: A polémica corrida ao lítio em Portugal

Uma das principais de ocorrências regista-se na Serra de Arga (Caminha, Ponte de Lima e Viana)

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Foto: Divulgação / Arquivo

O interesse pelo lítio português despertou em 2016, ano em que deram entrada 30 novos pedidos de prospeção e pesquisa deste metal, impulsionado pelo aumento da procura global devido à utilização nas baterias do automóvel elétrico.

Desde então, várias associações ambientalistas, câmaras municipais e população já se pronunciaram contra a prospeção e exploração de lítio, com o Governo a defender, por outro lado, que aquele recurso é essencial para a transição energética.

O contrato de concessão de exploração de lítio no concelho de Montalegre, assinado entre o Governo e a empresa Lusorecursos, tem estado envolto em polémica, levando vários grupos parlamentares a pedir uma audição urgente do secretário de Estado Adjunto e da Energia, João Galamba, na Assembleia da República.

O armazenamento de eletricidade em baterias de lítio é uma das soluções que fazem parte do plano para a transição energética.

Em Portugal, as seis principais ocorrências de lítio localizam-se na Serra de Arga (dividida pelos concelhos de Caminha, Ponte de Lima e Viana do Castelo), Covas do Barroso (Boticas), Barca d’Alva (Figueira de Castelo Rodrigo), Guarda, Mangualde e Segura (Idanha-a-Nova).

Eis alguns pontos essenciais sobre a questão da prospeção e exploração de lítio em Portugal:

– O secretário de Estado da Energia, na altura Jorge Seguro Sanches, aprova a criação de um grupo de trabalho, em dezembro de 2016, cujo objetivo é “identificar e caracterizar as ocorrências do depósito mineral de lítio em Portugal” e as atividades económicas associadas, bem como “avaliar a possibilidade de produção de lítio metal”.

– Começam a ouvir-se protestos em relação ao projeto do lítio, com algumas dezenas de populares a concentraram-se na localidade do Barco, concelho da Covilhã, manifestando-se contra a eventual concessão mineira para a Serra da Argemela, depois da publicação do pedido de atribuição da concessão a uma empresa privada.

– O grupo de trabalho do lítio propõe ao Governo um programa de fomento mineiro que teste tecnologia e demonstre o potencial industrial deste metal, financiado por programas financeiros. Além da avaliação dos recursos minerais litiníferos do país, aquele grupo defende a implementação de uma unidade experimental minero-metalúrgica com o objetivo de desenvolver conhecimento e testar tecnologias para toda a cadeia de valorização destes recursos, que deverão ter um aumento “exponencial” com o crescimento da mobilidade elétrica.

– A associação ambientalista Quercus manifesta-se contra a eventual exploração mineira na Serra da Argemela, que abrangeria freguesias dos concelhos da Covilhã e Fundão, no distrito de Castelo Branco, por considerar que o projeto coloca em causa o desenvolvimento sustentado daquela região, o ambiente e a saúde das populações. O presidente da associação, Paulo do Carmo, chega a acusar o Governo de estar “a cometer um erro grave e crasso” ao “leiloar um território de milhares de hectares” a pretexto da exploração de lítio.

– O presidente da Câmara de Montalegre, Orlando Alves, revela que a empresa Dakota Minerals prevê um investimento de cerca de 370 milhões de euros no concelho na exploração de lítio, na zona de Carvalhais, e também na construção de uma fábrica para o processamento dos compostos de lítio, o que para o autarca configura “uma oportunidade única de combate ao despovoamento” da região.

– Esta corrida ao lítio leva o ministro da Economia, à data Manuel Caldeira Cabral, a avançar com uma alteração das regras para as concessões, que passa pela abertura de concurso público, dado terem surgido vários pedidos para as mesmas áreas de concessão.

– A estratégia para a valorização do potencial de minerais de lítio em Portugal é aprovada em Conselho de Ministros, com os critérios de atribuição destas áreas a privilegiarem também o cumprimento das obrigações de caráter ambiental.

– A empresa Lusorecursos diz que a prospeção em Sepeda, Montalegre, revelou um depósito de 30 milhões de toneladas de lítio e que o projeto de exploração prevê um investimento de 400 milhões de euros e a criação de 250 empregos, depois de anos de prospeção e de uma contenda judicial com a empresa australiana Novo Lítio.

– A população de Boticas revela-se preocupada com a futura exploração de lítio em Covas do Barroso, queixando-se de falta de informação sobre o processo. Está prevista para este território, classificado como Património Agrícola Mundial, uma mina de lítio a céu aberto, estando a ser feitas no terreno prospeções por parte da Slipstream Resources, sediada em Braga e subsidiária da empresa mineira Savannah Resources. O investimento previsto para a exploração do minério neste local é de 500 milhões de euros, esperando-se que o recurso potencial conhecido dê para produzir baterias para 250 a 500 mil carros/ano.

– A associação ambientalista ZERO critica a falta de avaliação dos impactos ambientais do alargamento da exploração de lítio em Portugal, considerando que se trata de “um desrespeito pelas populações”.

– Em abril deste ano, o ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, anuncia o lançamento, até ao final do ano, de oito novos concursos para exploração de lítio em Portugal e garante que tais operações não põem em causa a saúde das populações daquelas zonas ou o meio ambiente.

– O Partido Ecologista “Os Verdes” (PEV) e o Pessoas-Animais-Natureza (PAN) criticam, num debate quinzenal na Assembleia da República, os projetos para eventual exploração de lítio, com o primeiro-ministro, António Costa, a garantir que haverá respeito pelas avaliações de impacto ambiental.

– O ministro do Ambiente e da Transição Energética, João Matos Fernandes, afirma que três das 12 áreas identificadas com elevado potencial de lítio foram eliminadas do concurso a prospeção, ainda a ser lançado, por ficarem em “áreas ambientalmente sensíveis”, sendo a Serra d’Arga uma dessas zonas. Mais tarde, Matos Fernandes garante também, no parlamento, que a exploração de minas de lítio em Portugal não vai avançar sem um estudo de impacte ambiental positivo.

– A Quercus apresenta uma denúncia à UNESCO de “ameaça severa à integridade do sistema agro-silvo-pastoril da região do Barroso”, devido à instalação de minas de lítio a céu aberto na região. Em resposta, o ministro do Ambiente e da Transição Energética reitera que a exploração de minas de lítio em Portugal vai ser feita “com todo o rigor ambiental”, acrescentando que a ideia é desenvolver um projeto de ‘green mining’, com uma “enorme eficiência material, aproveitando ao máximo todos os resíduos, com enorme eficiência hídrica, isto é, garantindo que a água que circula pode ter mesmo mais do que uma utilização, e um rigoroso cumprimento de todas as regras ambientais”.

– O presidente da Câmara de Caminha, Miguel Alves, apela à mobilização de autarcas, população e movimentos cívicos do Alto Minho para a “luta” que a região tem pela frente de contestação à prospeção e exploração de lítio.

– Também a Comunidade Intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela (CIM-BSE) manifesta a sua oposição às explorações de lítio na região que possam originar “malefícios” para o território.

– Um estudo da associação ambientalista QUERCUS revela que, se o Governo avançar com a campanha de exploração de lítio, Portugal “não vai conseguir cumprir a neutralidade carbónica”.

– A empresa Lusorecursos SGPS, S.A. interpõe uma ação no Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa contra o Ministério do Ambiente e da Transição Energética e a Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG) com vista à anulação do contrato de concessão de exploração de lítio, na freguesia de Morgade, no concelho de Montalegre, celebrado em 28 de março entre o Estado Português e a Lusorecursos Portugal Lithium, S.A., decisão depois contestada pelo Ministério do Ambiente e da Transição Energética.

– PSD, BE e PEV criticam processo de concessão da exploração de lítio, mas ministro do Ambiente contrapõe que esse recurso é essencial para a transição energética. O PSD chega a afirmar que o negócio do contrato de exploração de lítio em Montalegre “cheira a esturro”.

Em causa está o contrato de concessão de exploração de lítio no concelho de Montalegre, distrito de Vila Real, aprovado por João Galamba, em 26 de março, à empresa Lusorecursos Portugal Lithium.

“Esta empresa, que dispõe de um capital social de 50 mil euros, foi constituída três dias antes da assinatura de um contrato de exploração que vincula o Estado por 20 anos (35 com a renovação) e envolve um negócio potencial de cerca de 380 milhões de Euros”, alerta o grupo parlamentar do PSD.

– Face a um pedido de uma empresa para prospeção e pesquisa de lítio na zona do Alto Douro Vinhateiro, publicitado no Diário da República, o Ministério do Ambiente vem garantir que “não vai haver qualquer prospeção e pesquisa [mineiras]” naquele território, bem como em “tudo o que seja Património Mundial”.

– O PAN pede a presença urgente do ministro do Ambiente e da Ação Climática na Assembleia da República para prestar esclarecimentos sobre a exploração de lítio em Montalegre. Também o grupo parlamentar do PSD solicita uma “audição urgente” do secretário de Estado Adjunto e da Energia, João Galamba, na Comissão de Ambiente, Energia e Ordenamento do Território, pelo que considera ser a “falta de transparência” no processo de conceção da exploração de lítio em Montalegre.

– Na segunda-feira, João Galamba é recebido em Boticas por populares em protesto contra a exploração do lítio, antes de uma visita ao Centro de Informação de Covas do Barroso. Na mesma ocasião, o governante garante que se o Estudo de Impacte Ambiental (EIA) for negativo ou se as medidas compensatórias não puderem ser aplicadas pela empresa não haverá mina de lítio em Boticas.

– O secretário de Estado João Galamba afirma, no programa Prós e Contras da RTP, que o Governo foi obrigado a dar a concessão da exploração de lítio em Montalegre à Lusorecursos, acrescentando que aquela empresa tinha assinado um contrato, em 2012, com o Governo então liderado por Passos Coelho, que previa que, após o período de prospeção e pesquisa, pudesse requerer a concessão.

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Alto Minho

PSD congratula-se com 1.º congresso partidário de sempre em Viana do Castelo

Congresso Nacional após eleições internas

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Foto: Divulgação / PSD (2017)

As estruturas local e distrital do PSD de Viana do Castelo congratularam-se, hoje, com a escolha da capital do Alto Minho para a realização, em fevereiro de 2020, do primeiro congresso de um partido político naquela região.

Em comunicado, a comissão política de secção do PSD de Viana do Castelo, presidida por Eduardo Teixeira, classificou como “exemplar” a decisão tomada no último conselho nacional do partido, em Bragança, por considerar tratar-se de “mais um momento de descentralização e de proximidade da Comissão Política Nacional, aos militantes e simpatizantes” do partido.

Na nota hoje enviada, a estrutura local do PSD sublinha que “o congresso nacional é o órgão máximo do partido e neste estão representados um total de 1.045 delegados, para além de centenas de participantes, (autarcas, dirigentes e deputados) e muitos observadores que poderão igualmente acompanhar todos os trabalhos”.

“É uma oportunidade de promoção da nossa economia, da nossa identidade e do património da cidade e do Alto Minho”, reforçou o presidente do PSD de Viana do Castelo, Eduardo Teixeira, citado na nota hoje enviada à imprensa.

Para o também deputado pelo distrito de Viana do Castelo, eleito nas legislativas de outubro, é uma “aposta” no concelho, cujo “rumo” o PSD “tentará inverter nas autárquicas de 2021, após 26 anos de gestão socialista”.

A comissão política distrital, liderada por Carlos Morais Vieira também se congratulou e “enalteceu” a decisão do partido.

Em comunicado, o presidente daquela estrutura partidária disse que a decisão “reconhece o trabalho levado a cabo pelo partido no Alto Minho”.

“Nas últimas eleições autárquicas, o partido duplicou o número de câmaras municipais, e nas eleições legislativas de outubro ficou a escassos votos de vencer o PS, mantendo mesmo assim, na atual legislatura, os três deputados na Assembleia da República”, reforçou.

Segundo Carlos Morais Vieira, a escolha de Viana do Castelo para a realização do 38.º congresso do partido vem ao encontro de um “compromisso” assumido em 2017.

“No conselho nacional realizado em finais de 2017, ficou o compromisso de Viana do Castelo vir a acolher, num futuro breve, um congresso nacional do PSD. Estamos gratos por ter sido cumprida a palavra e, dessa forma, ter sido reconhecido o muito trabalho que se tem vindo a realizar no distrito de Viana do Castelo em prol do PSD”, afirmou o presidente da distrital do partido.

Morais Vieira disse “estar certo de que a força e mobilização interna do PSD para o 38.º Congresso Nacional serão certamente um motivo de orgulho, coragem e incentivo para o futuro, em especial para o desafio autárquico no Alto Minho no ano de 2021 e, em particular, na cidade de Viana do Castelo que há 30 anos definha fruto da má gestão socialista”.

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Alto Minho

Adega Ponte da Barca regressa ao passado e apresenta novo Vinhão com imagem de naperão

Vinhão 2019

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Foto: Divulgação

O tradicional naperão que cobria as TV’s e as mesas das casas portuguesas ganhou este sábado uma segunda vida nos rótulos do vinho Adega Ponte da Barca – “Vinhão 2019”, o mais emblemático desta cooperativa que celebra quase 6 décadas e mantém viva a tradição de lançar o seu vinho a tempo dos magustos de S. Martinho.

No passado sábado, 09 de novembro, no Solar do Vinhão em Ponte da Barca, a Adega local lançou o seu vinho mais recente, o Vinhão da colheita de 2019, aproveitando para surpreender os presentes com uma nova imagem arrojada e clássica: um naperão.


“Em pleno S. Martinho, inauguramos a nova coleção com o vinho da casta mais exótica, misteriosa e genuína do mundo: o VINHÃO! Coincide com o regresso da incrível série da RTP 1 “Conta-me como foi”, o que mais parece um apadrinhamento e nos arranca sorrisos”, referiu Luís Pedro, diretor criativo.

José Oliveira, enólogo da empresa, referiu perante mais de uma centena de convidados, entre individualidades, clientes e parceiros de negócio, que “O Adega Ponte da Barca Vinhão 2019 é reconhecido há décadas como uma referência nos tintos da Região dos Vinhos Verdes, sendo que este ano está particularmente extraordinário dada a excelente maturação das uvas.

Uma vinificação cuidada e poucas intervenções na adega levam para a garrafa um vinho genuíno e de enorme carácter, que espelha as condições naturais dos vales dos rios Lima e Vez de onde provêm as uvas dos nossos 1.000 associados.”

Naperons, televisões a preto e branco, três senhoras a fazer crochet e as músicas dos anos 70, fizeram parte de um ambiente único criado para os convidados embarcarem numa viagem no tempo.

Os convidados contaram com algumas surpresas durante o evento, nomeadamente, a prova do primeiro vinho da Adega com a nova imagem da coleção Naperão e a degustação de Trufas de chocolate com o Vinhão, dentro de uma linha de chocolates artesanais que a Adega está a desenvolver com a Sim Chocolates, de Famalicão.

No final do evento a presidente da Fundação AMA, Dora Brandão, agradeceu o facto de a Adega, na sequência do que já tem sido feito noutros eventos, atribuir parte das verbas para o apoio a crianças com problemática das Perturbações do Espectro do Autismo “este é um gesto simples e simbólico que ilustra o sentido de responsabilidade social da empresa”.

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