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Ponte da Barca apresenta 33 medidas em plano municipal para a poupança de água

Umas já estão a ser iniciadas e outras em preparação

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Rio Cabril, Lindoso, Ponte da Barca. Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

O presidente da Câmara de Ponte da Barca apresentou hoje o plano municipal de gestão da água do concelho que integra 33 medidas de prevenção, mitigação e combate à seca severa, para garantir uma “utilização racional da água”.

“Este plano contempla 33 medidas, umas que já estão a ser iniciadas e, outras, em preparação para serem postas em prática o quanto antes”, disse Augusto Marinho, assegurando que, “neste momento, não há problemas de abastecimento de água, em quantidade e qualidade no concelho”.

O autarca social-democrata, que falava em conferência de imprensa para apresentação daquele plano, explicou que algumas das medidas são direcionadas para a sensibilização, proteção civil e outras mais da esfera de intervenção municipal, focadas nos equipamentos e edifícios, espaços verdes, espaços públicos e na monitorização e controlo das perdas de água na rede de abastecimento.

Segundo Augusto Marinho, trata-se de “um primeiro plano que “pode vir ainda a sofrer ajustes, caso alguma medida não esteja a cumprir o efeito desejado, assim como poderão ser introduzidas outras mais eficazes”.

“Como primeiro ponto temos um plano de prevenção, monitorização e contingência para situações de seca. Temos de saber o que fazer, que meios envolver, que entidades devem estar presentes para que a ação não seja casuística e, muito menos, pontual. Que seja uma atuação o mais abrangente possível”, sublinhou.

Augusto Marinho apontou ainda a criação de uma equipa de fiscalização preventiva e de inspeção de captações ilegais.

“É uma problemática que existe por todo o país e, portanto, temos de tornar mais rigorosa esta atuação e a utilização destas captações. É preciso reforçar as equipas para uma intervenção rápida na resolução das fugas na rede de abastecimento”, especificou, acrescentando que irá “contratualizar serviços externos para garantir uma pesquisa ativa de fugas de água”.

Revelou que o município está “gradualmente” a investir na aquisição de um sistema de telemetria, que prevê a instalação de “mil novos contadores inteligentes em 2022 e 2023 para deteção rápida das fugas de água.

O município vai ainda criar uma linha telefónica específica para que os munícipes possam reportar fugas nas redes de abastecimento de água e elaborar um projeto para a reutilização de águas pluviais ou residuais tratadas para rega de espaços verdes e combate a incêndios.

A autarquia pretende ainda “assegurar disponibilidade de veículos de transporte de água para abastecimento às populações, através dos corpos de bombeiros ou de outras entidades identificadas no planeamento de emergência”.

“Temos rede adequada à nossa população, mas, especialmente este ano, o mês de agosto tem registado muita afluência da nossa diáspora. É natural que, num ou outro ponto, a rede possa necessitar de reforços “, especificou.

Interditar, temporariamente, o uso de água da rede, como as piscinas e outros equipamentos, evitar a lavagem de ruas, contentores de lixo e papeleiras com água potável e diminuição a sua frequência, são outras das medidas integradas no plano hoje apresentado.

Augusto Marinho realçou que vão ser “intensificadas as ações de sensibilização e consciencialização junto da população para a poupança e uso eficiente da água”.

O autarca afirmou que as campanhas já efetuadas pelo município estão a ser bem recebidas pela população, que “já tem a perceção da necessidade de cada vez mais ser dada atenção a esta questão”, afirmou.

Ainda assim admitiu que acabar com o fornecimento de água potável aos fontanários das freguesias, uma das medidas do plano municipal, poderá ter impacto na vida das pessoas porque em muitas aldeias o recurso à água dos fontanários é uma prática corrente.

Avaliar a redução da pressão da água em alguns locais do município e analisar a possibilidade de construção de novas reservas de água, foram outras das medidas que anunciou.

A conclusão da construção de depósitos de água, o combate ao uso indevido da água da rede pública através da intensificação da fiscalização e das penalizações, são também medidas do plano municipal de gestão da água em Ponte da Barca.

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