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Viana do Castelo

Politécnico de Viana ajuda a criar nova tecnologia sem fios que mede sinais vitais

IPVC

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Foto: Divulgação / IPVC

O Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC) é um dos parceiros envolvidos no desenvolvimento do Projeto CoViS  um projeto inovador e disruptivo, com tecnologia de ponta para o setor da saúde que permite evitar contacto entre os profissionais e os utentes. CoViS vem de Contactless Vital Signs Monitoring in Nursing Homes using a Multimodal Approach.

A coordenação local é do docente da Escola Superior de Tecnologia e Gestão, Sérgio Ivan Lopes que conta ainda na equipa com o docente Carlos Abreu e dos alunos Bruno Braga e Gabriel Queiroz, finalistas do curso de Engenharia de Redes e Sistemas de Computadores da ESTG-IPVC, que estão a desenvolver o projeto final de curso no âmbito do projeto CoViS.

Sérgio Lopes explica que “o CoVis visa o desenvolvimento de um equipamento sem fios capaz de ler continuamente a temperatura, batimentos cardíacos e ritmo respiratório sem contacto, de pacientes que se encontrem hospitalizados. Esta solução consiste na utilização de um conjunto de sensores que permite a recolha, sem contacto, dos sinais vitais provenientes do paciente, os quais são posteriormente encaminhados para uma plataforma IoT de gestão de dados, onde são armazenados e disponibilizados para coadjuvar os profissionais de saúde na aferição do estado de saúde dos utentes”.

Além de reduzir o contacto entre paciente e profissional de saúde, reforça a monitorização contínua do paciente, tornando mais segura a sua recuperação em tempos de pandemia. Esta tecnologia sem contacto evita a ligação de elétrodos físicos e elimina as restrições no movimento dos pacientes, facilitando o trabalho dos profissionais de saúde.

O docente sublinha que “os métodos clínicos atuais utilizados para a monitorização de sinais vitais são baseados obrigatoriamente no contacto, ou seja, requerem a utilização de sensores de contacto que precisam de ser fixados com precisão por um profissional de saúde”.

O que, sublinha o investigador do Politécnico de Viana do Castelo, “são menos convenientes para medições repetíveis, e não são práticos para monitorização de longa duração”.

Assim, explica Sérgio Lopes, “ esta nova tecnologia fará com que o contacto entre paciente e profissional de saúde seja reduzido, tornando-se uma mais-valia, tanto numa situação de pandemia como a que nos encontramos, bem como noutras aplicações, tais como, lar de idosos, centro de cuidados paliativos, etc., onde os cuidados têm de ser redobrados para que a probabilidade de contágio seja reduzida.”

Sérgio Lopes refere que este dispositivo, que está a ser desenvolvido em parceria com o ISEL, com o Instituto de Telecomunicações e com a Wavecom, “pode ser uma mais valia para os lares de idosos, onde o dispositivo pode se colocado na parte de cima das camas dos pacientes, permitindo, desta forma, a aquisição contínua de dados e o seu processamento sem qualquer tipo de contacto ou outro ato mais invasivo”.

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