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Braga

Polícias e guardas mostram cartões vermelhos ao Governo no Estádio de Braga

A última revisão salarial destas forças de segurança aconteceu em 2009

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Foto: O MINHO

Dezenas de elementos da PSP e da GNR mostraram, esta terça-feira, cartões vermelhos ao Governo junto ao Estádio Municipal de Braga, num protesto que tem nos aumentos salariais a principal reivindicação.

Além dos cartões vermelhos, os manifestantes também fizeram uso de apitos para “marcar as faltas” que consideram estarem a ser cometidas pelo executivo de António Costa no que se refere ao tratamento dado às forças de segurança.

“O principal motivo da nossa revolta é a falta de atualização salarial, que já vem desde 2009”, disse o líder da Associação Sócio-Profissional da Polícia.

Segundo Paulo Rodrigues, a não atualização ganha contornos “mais dramáticos” face aos “baixos salários” auferidos pelas forças de segurança.

Imagem: Divulgação

Sublinhou que um polícia em início da carreira ganha 789 euros, “só mais 39 euros que o salário mínimo”.

Há também polícias com 31 anos de serviço que, sem suplementos, ganham 1.200 euros. “É miserável”, referiu.

As queixas são extensivas à GNR, como disse César Nogueira, da Associação de Profissionais da Guarda.

“O Governo vai falando e mostrando abertura em relação a algumas questões, como a dos equipamentos, mas o ponto fulcral é o salarial”, referiu, adiantando que a proposta da associação é que um guarda em início de carreira ganhe um quarto do vencimento do comandante-geral.

“Com os atuais salários, como é que um guarda pode fazer aos encargos familiares?”, questionou.

Além da questão salarial, entre as reivindicações na base do protesto, estão o pagamento do subsídio de risco, atualização salarial e dos suplementos remuneratórios, criação de legislação relacionada com higiene e saúde, aumento do efetivo e mais e melhor equipamento de proteção pessoal.

Organizada por sete sindicatos da PSP e pela Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR), a manifestação teve como “pano de fundo” o jogo entre o SC Braga e o Sporting Clube de Portugal, da “Final Four” da Taça da Liga em futebol.

“Temos de aproveitar a visibilidade que um jogo destes tem para fazermos ouvir a nossa voz. A sociedade tem de saber em que condições trabalhamos”, referiu Paulo Leite, do Sindicato dos Profissionais da Polícia.

Paulo Leite apontou o caso do Comando de Braga, em que “são os polícias que compram os aquecedores e as ventoinhas com dinheiro do seu bolso”.

Esta concentração e outras que decorreram também esta terça-feira em outros pontos do país deram início aos protestos que os elementos da PSP e GNR pretendem organizar mensalmente até que o Governo responda às reivindicações, estando a ser ponderadas a entrega das armas de serviço e uma greve de zelo.

No âmbito do calendário de negociações com os sindicatos e as associações socioprofissionais das forças de segurança, já se realizaram três reuniões no Ministério da Administração Interna sobre pagamento dos retroativos dos suplementos não pagos em período de férias, plano plurianual de admissões e suplementos remuneratórios.

Estão previstas outras duas reuniões, uma em 13 de fevereiro sobre a lei de programação das infraestruturas e equipamentos das forças e serviços de segurança, e a outra em 05 de março sobre segurança e saúde no trabalho.

O ministro Eduardo Cabrita já anunciou o recrutamento de 10 mil elementos para a PSP, GNR e SEF até 2023, no âmbito do plano plurianual de admissões.

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Braga

Covid-19: Ricardo Rio no ‘Programa da Cristina’, na SIC, em direto de Braga

O presidente da Câmara de Braga, Ricardo Rio, falou no ‘Programa da Cristina’, na quinta-feira, na SIC, tendo explicado os desafios actuais com que as autarquias se deparam, assim como as medidas implementadas pelo Município de Braga no combate à propagação da pandemia desencadeada pela covid-19, nomeadamente no seguimento das situações que se verificam no lar do Asilo S. José e na Companhia de Bombeiros Sapadores de Braga. Vídeo: Facebook de Município de Braga

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O presidente da Câmara de Braga, Ricardo Rio, falou no ‘Programa da Cristina’, na quinta-feira, na SIC, tendo explicado os desafios actuais com que as autarquias se deparam, assim como as medidas implementadas pelo Município de Braga no combate à propagação da pandemia desencadeada pela covid-19, nomeadamente no seguimento das situações que se verificam no lar do Asilo S. José e na Companhia de Bombeiros Sapadores de Braga.

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Braga

Covid-19: Hospital de Braga tem seis doentes em condições de ter alta, mas que não têm para onde ir

Casos recuperados

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO (Arquivo)

Seis utentes que chegaram ao Hospital de Braga com covid-19 e que cumprem, agora, os critérios clínicos para receberam alta, não têm para onde ir. São pessoas que não têm nem família, nem nenhum lar à espera.

Fonte hospitalar confirmou a situação e, apesar de poderem ter alta, de acordo com os critérios da Direção-Geral da Saúde, os doentes têm indicação para isolamento e acompanhamento em regime domiciliário.

“Em conjunto com as autoridades e instituições locais, o Hospital de Braga encontra-se a definir soluções para a integração destes utentes na comunidade, nos parâmetros e condições definidas para o tratamento deste vírus”, refere aquela fonte.

“Esta estratégia segue as recomendações da Direção-Geral da Saúde, para manter disponíveis o maior número possível de camas hospitalares tendo em conta a evolução da pandemia em Portugal”, acrescenta.

Portugal regista hoje 246 mortes associadas à covid-19, mais 37 o que na quinta-feira, e 9.886 infetados (mais 852), segundo o boletim epidemiológico divulgado pela Direção-Geral da Saúde (DGS).

Oficial: 305 infetados em Braga e 70 em Barcelos. Há 777 casos confirmados no Minho

No Minho, o número de infetados confirmados ascende a 777.

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Braga

Sapadores de Braga desinfetaram lar onde já morreram cinco idosos

FOTOGALERIA

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Fotos: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Uma equipa da Companhia de Bombeiros Sapadores de Braga esteve, esta sexta-feira à tarde, a desinfetar o primeiro andar do lar do Asilo S. José, na freguesia de S. Vicente, onde já morreram cinco utentes, com o novo coronavírus, que provoca a doença covid-19. Foram desinfetados 11 quartos.

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Situação “terrível” em lar de Braga: Cinco mortos, 44 idosos infetados e funcionários exaustos

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Fotos: CMB

Esta medida teve como objectivo salvaguardar a segurança dos utentes desta instituição.

A ala foi desocupada (de acordo com uma reorganização desenvolvida pela Protecção Civil, pelo Delegado de Saúde e pela própria Instituição) para que a desinfecção se pudesse realizar. Numa data posterior, este serviço poderá repetir-se noutra ala da instituição que seja desocupada. A acção envolveu dois Bombeiros no interior do Lar, equipados com atomizadores, e dois Bombeiros no exterior para ajuda na descontaminação e no recarregamento dos atomizadores.

Esta foi a primeira vez que aquela corporação de bombeiros profissionais foi acionada para este tipo de serviço.

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