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Polícias do Corpo de Intervenção contra excesso de horas de trabalho sem remuneração

Corpo de Intervenção da Polícia de Segurança Pública é composto por cerca de 300 elementos em Lisboa, 90 no Porto e 40 em Faro

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Foto (arquivo): Joaquim Gomes / O MINHO

Elementos do Corpo de Intervenção da PSP manifestaram-se hoje descontentes com o excesso de horas de trabalho sem remuneração e com o baixo valor das ajudas de custo quando se deslocam em serviço, disse à Lusa fonte daquela unidade.

A mesma fonte adiantou que este descontentamento foi expresso durante uma reunião que cerca de 60 elementos do Corpo de Intervenção (CI) de Lisboa mantiveram hoje com o comandante da unidade.

Após a reunião, os polícias vestiram camisolas pretas e protestaram à porta das instalações do Corpo de Intervenção, na Ajuda, em Lisboa.

A fonte afirmou ainda que os elementos do CI de Lisboa ponderam realizar outras ações de protesto, nomeadamente junto às instalações da Unidade Especial de Polícia (UEP), em Belas, no concelho de Sintra, onde está integrado o Corpo de Intervenção, tendo em conta que o comandante não resolve a situação.

Os elementos do CI queixam-se do excesso de horas de trabalho sem receberem qualquer remuneração, a falta de efetivos e o baixo valor das ajudas de custo, que rondam os 40 euros.

O aumento da indignação surgiu após os polícias terem prestado serviço na Liga das Nações de futebol, que decorreu entre 05 e 09 de junho no Porto e em Guimarães, e terem trabalhado, segundo alegam, 86 horas de serviço durante uma semana sem qualquer contrapartida.

O presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) explicou à agência Lusa que esta indignação é transversal a todos os elementos do Corpo de Intervenção do país.

Paulo Rodrigues, também elemento do CI do Porto, afirmou que o sindicato tem alertado várias vezes a Direção Nacional da PSP para esta situação, nomeadamente para o facto de a maioria dos agentes que fazem policiamento nos jogos de futebol receberem uma remuneração e os elementos da UEP não receberem qualquer contrapartida.

O Corpo de Intervenção da Polícia de Segurança Pública é composto por cerca de 300 elementos em Lisboa, 90 no Porto e 40 em Faro.

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Incêndios: Proteção Civil alerta para agravamento de risco até sexta-feira

O uso de fogo-de-artifício só é permitido com autorização da câmara municipal.

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Foto: DR / Arquivo

A Proteção Civil alertou esta segunda-feira para o agravamento do risco de incêndio até sexta-feira para valores “muito elevados a máximos” em todo o território, com o aumento da temperatura e a diminuição da humidade.

Num “aviso à população” hoje emitido pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) é referido que, de acordo com informações do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), até sexta-feira a temperatura vai subir, variando entre os 30 e os 35 graus, podendo atingir valores superiores no interior.

Ainda segundo os dados fornecidos pelo IPMA, o valor da humidade relativa do ar diminuirá para entre 20% e 30% e mesmo durante a noite não se registarão valores superiores a 50%, inclusivamente no litoral.

O vento deverá ser fraco a moderado, temporariamente com rajadas fortes, até 40 km/h.

Como “efeitos expectáveis” destas condições meteorológicas, a Proteção Civil aponta o “incremento do perigo de incêndio para valores muito elevados a máximos, na generalidade do território” e o “aumento das ignições”.

A ANEPC recorda que durante o período crítico de incêndios, entre 01 de julho e 30 de setembro, é proibido fazer queimadas extensivas ou queima de amontoados sem autorização, não é permitido utilizar fogareiros e grelhadores nas zonas críticas do espaço rural, nem fumar ou fazer qualquer tipo de lume nos espaços florestais.

É igualmente proibido lançar balões de mecha acesa e foguetes, “fumigar ou desinfestar apiários exceto se os fumigadores tiverem dispositivos de retenção de faúlhas”, usar motorroçadoras (exceto se possuírem fio de nylon), corta-matos e destroçadores.

O uso de fogo-de-artifício só é permitido com autorização da câmara municipal.

A Proteção Civil recomenda ainda “a adequação dos comportamentos e atitudes face à situação de perigo de incêndio rural, nomeadamente através da adoção das necessárias medidas de prevenção e precaução, na utilização do fogo em espaços rurais, observando as restrições em vigor e tomando especial atenção à evolução do perigo de incêndio para os próximos dias”.

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Combustíveis: Rio diz que Governo não sai beneficiado da crise energética

Rui Rio de visita ao Alto Minho

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Foto: DR / Arquivo

O presidente do PSD, Rui Rio, afirmou esta segunda-feira que o Governo não sai beneficiado da crise energética, por alegadamente ter assumido uma postura “eleitoralista e não de serviço ao cidadão”.

Em Caminha, à margem de uma visita à exposição Arte da Leira, na Serra d’Arga, Rui Rio acrescentou que “uma grande parte do problema existiu” porque o Governo estava fixado nas legistativas de 06 de outubro.

“Não acho nada que o Governo saia beneficiado”, sublinhou, frisando que o conflito poderia “seguramente” ter sido resolvido mais rapidamente.

Além disso, disse que “uma greve nunca beneficia os portugueses” e “o Governo só deve sair beneficiado quando os portugueses saem beneficiados”.

Para o líder do PSD, o problema prolongou-se porque o Governo quis tirar “benefícios eleitorais”, optando por “servir o PS” em vez de servir o país.

“Ficou claro que grande parte do problema existiu porque o Governo se aproveitou do problema para tentar benefícios eleitorais”, afirmou.

Para Rio, o Governo optou pela “dramatização” e por “montar um circo” à volta da greve dos motoristas de matérias perigosas, tendo-se colocando do lado da entidade patronal, em detrimento dos motoristas,

“O que o Governo tentou, foi à custa da greve dos motoristas, tirar popularidade para si próprio (?).Quando abandonou essa postura e se tornou um bocado mais isento, em 48 horas a greve terminou”, disse ainda.

Para Rio, o Governo “não estava interessado em resolver mais cedo” o conflito, mas quando a greve se começou “a agudizar, teve de recuar e assumir uma posição equidistante”.

O líder do PSD disse que o Governo “estava completamente articulado com a entidade patronal para ter dividendos eleitorais”.

“Era o Governo a servir o PS e não a servir o país”, apontou.

O primeiro-ministro anunciou a intenção de declarar o fim da crise energética, decretada há nove dias, pelas 24:00 de hoje, assim como extinguir a Rede de Emergência de Postos de Abastecimento (REPA) exclusiva e aumentar o limite máximo de consumo de combustível pelos particulares para 25 litros, a partir das 10:00.

“O Governo não era parte neste conflito, portanto não ganhou nem perdeu. Cumpriu a sua função de assegurar que o país respeitasse o direito à greve que era fundamental respeitar e que, por outro lado, pudesse continuar a funcionar dentro da normalidade possível. Foi um grande sinal de maturidade do país”, disse, fazendo agradecimentos aos serviços públicos “que contribuíram para o planeamento”, às Forças Armadas e forças de segurança “pelo serviço extraordinário” e aos parceiros sociais por “ultrapassarem o conflito e chegarem a nova fase de diálogo”.

O Conselho de Ministros declarara em 09 de agosto a situação de crise energética, para o período compreendido entre as 23:59 desse dia e as 23:59 de 21 de agosto, para todo o território nacional.

A situação de crise energética teve como objetivo garantir os abastecimentos energéticos essenciais à defesa, ao funcionamento do Estado e dos setores prioritários da economia, bem como à satisfação dos serviços essenciais de interesse público e das necessidades fundamentais da população durante a greve dos motoristas.

Foi também constituída a REPA, integrando postos de abastecimento exclusivo para entidades prioritárias e veículos equiparados, como Forças Armadas, forças de segurança, proteção civil, emergência médica ou transporte público de passageiros e uma rede para abastecimento público com bombas abertas ao público em geral, mas com restrições na quantidade de abastecimento.

A greve dos motoristas de pesados começou em 12 de agosto por tempo indeterminado. Quinta-feira, o Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias (SIMM) desconvocou a paralisação, mas o Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas manteve-a e só a desconvocou o protesto domingo, após um plenário de trabalhadores.

Para a próxima terça-feira está marcada uma reunião no Ministério das Infraestruturas e Habitação, em Lisboa, para a retoma de negociações entre a associação patronal Antram e o SNMMP.

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Atropelamento ferroviário corta circulação na Linha do Norte

Em Vila Nova de Gaia

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Foto: DR / Arquivo

A circulação na Linha do Norte está interrompida nos dois sentidos em Vila Nova de Gaia, distrito do Porto, devido a um atropelamento ferroviário

A ocorrência foi registada por volta das 15:00, estando a via interrompida desde essa altura.

Segundo a fonte da CP, a circulação encontra-se interrompida entre as estações de Vila Nova de Gaia e da Granja.

Segundo a página da Autoridade Nacional e Emergência e Proteção Civil, que regista o incidente como um atropelamento ferroviário, estão no local 19 homens, apoiados por seis viaturas.

Questionadas pela Lusa, as fontes não souberam especificar a gravidade da vítima.

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