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Polícias de Braga e Viana vão a Lisboa exigir melhores condições ao governo

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Elementos das forças de segurança da Polícia de Segurança Pública (PSP) e da Guarda Nacional Republicana (GNR) dos comandos territoriais de Braga e Viana do Castelo vão manifestar-se em Lisboa no próximo dia 21 de novembro, em sintonia com a manifestação organizada pelos dois maiores sindicatos de polícia no país que pretende ser “a maior de sempre de elementos das forças de segurança”.

Em declarações a O MINHO, um elemento das forças de segurança em Viana que não se quis identificar por possíveis represálias, adiantou que serão “várias dezenas” de elementos da PSP e da GNR, não só do Alto Minho mas também de várias esquadras e postos do distrito de Braga, que vão rumar a Lisboa nesse dia, para manifestar o desagrado pela “falta de condições” para que os polícias possam exercer o seu trabalho.

A mesma fonte aponta que o ordenado de um profissional da polícia ou da guarda  é “vergonhoso” e que o Governo já prometeu “melhorias” mas “até agora nada”. E esse é um problema que estes agentes de segurança pública pretendem ver resolvido com a manifestação, marcada para o dia 21 por ser “próximo da discussão do Orçamento de Estado”.

Ao que apurámos, só do distrito de Braga, devem comparecer mais de uma centena de agentes, sobretudo ligados a PSP, enquanto que em Viana do Castelo, vários elementos de ambas as polícias já confirmaram que vão “ajudar” a fazer “a maior manifestação de sempre de elementos das forças de segurança”.

Tolerância Zero

Com o lema “tolerância zero”, a manifestação conjunta é organizada pela Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) e Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR), as estruturas mais representativas da PSP e da GNR.

Num comunicado conjunto após uma reunião realizada na segunda-feira, no Porto, a ASPP e a APG referem que, na anterior legislatura, o Governo “fez promessas que não cumpriu e protelou a resolução de problemas que estão a colocar em causa não só a estabilidade das instituições, mas toda a segurança pública em Portugal”.

A ASPP e a APG sublinham que o próximo Governo “não pode escudar-se da falta de conhecimento dos problemas nem desvalorizar as promessas” feitas nos últimos quatro anos, lamentando que, até ao momento, não tenha sido dada “uma palavra sobre o futuro destas instituições”.

O presidente da APG, César Nogueira, adiantou que há uma série de problemas na PSP e na GNR que estão por resolver, existindo “promessas por cumprir”, e esta ação, além de protesto tem também por objetivo “colocar na agenda política as forças de segurança”, uma vez que “pouco se sabe” sobre o que o atual Governo pretende para as polícias.

Nesse sentido, os polícias exigem que sejam feitas as alterações necessárias às tabelas remuneratórias da PSP e da GNR, “adequando os vencimentos de forma justa e adequada à função exercida por estes profissionais”.

“É inconcebível que um agente de autoridade ganhe apenas mais 100 euros do que o ordenado mínimo nacional”, sustentam a APG e a ASPP, avançando que é urgente também a atualização dos suplementos, criação do subsídio de risco, aplicação da lei que visa a fiscaliza das condições de saúde e segurança no trabalho.

Também o presidente da ASPP, Paulo Rodrigues, disse à agência de notícias “Lusa” que esta manifestação “é para obrigar o Governo a dizer o que pretende das forças de segurança”.

Segundo o sindicalista, nos últimos quatro anos foi “tempo de promessas e de estudos”, agora é altura de o Governo passar a ação.

O local da manifestação ainda está por decidir.

Movimento Zero clama união

O Movimento Zero, grupo informal de polícias nascido através das redes sociais, e que conta com mais de 40 mil utilizadores, já deixou o apelo a todos os elementos dos dois órgãos de polícia criminal para que participem nesta manifestação.

Embora independente em relação a organizações sindicais, este movimento vê como “oportuna” esta ação e deixa o apelo a todas as diferentes associações e sindicatos de polícia para que deixem de lado alguma animosidade e que se concentrem na união e na importância desta ação.

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Famalicão

Famalicão: Família perde tudo em incêndio. Junta de freguesia deixa apelo

Fradelos

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Foto: DR / Arquivo

A Junta de Freguesia de Fradelos, no concelho de Famalicão, lançou, esta sexta-feira, um apelo de solidariedade para com uma família daquela freguesia, que terá perdido todos os pertences num incêndio que deflagrou esta tarde, na sua habitação.

O casal, com duas filhas, uma de 3 anos e outra de 13, necessita, de acordo com a autarquia, de uma casa, na mesma freguesia, com uma renda acessível, para poderem habitar durante os próximos tempos.

Necessitam também de vestuário, roupa de cama, mobílias e eletrodomésticos.

A autarquia informa que os objetos serão recolhidos, este sábado, entre as 14:00 e as 17:00, na sede da junta de Fradelos.

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Braga

Meia centena de autocaravanistas ‘rolam’ pelo Minho e apregoam: “Isto é liberdade”

Quase todos foram campistas

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Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Quase todos foram campistas. Montavam tenda em qualquer parte da Europa. Depois, compraram uma caravana, ou uma casa rolante. Mas a necessidade de possuir uma viatura para atrelar a nova casa não agradava. Decidiram, então, tornar-se autocaravanistas. E em Portugal são cerca de oito mil.

Vítor Tavares, 73 anos, foi um dos fundadores da Federação Portuguesa de Autocaravanismo, “há mais de 40 anos”.

Antigo segundo-comandante dos Bombeiros de Campo de Ourique, em Lisboa, está, durante estes dias, em passeio pela região do Minho, face a novo encontro dos associados do Clube Português de Autocaravanas, que se realiza em Vila Verde.

Vítor Tavares. Foto: Fernando André Silva / O MINHO

O MINHO encontrou o grupo, com cerca de meia centena de autocaravanistas, no santuário de Mixões da Serra, freguesia de Valdreu, em Vila Verde, durante uma visita guiada. Estão “alojados” no Parque de Campismo e Caravanismo Rural de Aboim da Nóbrega, no mesmo concelho.

O antigo elemento de comando dos bombeiros relembra a forma como a maioria dos associados entrou no “mundo da liberdade”, como lhe chama.

Amantes do campismo puro, no final da década de 70 e inícios de 80, com tendas enfiadas em Fiat’s 127, iam correndo partes da Europa. Mas chegou o dia em que compraram a primeira autocaravana. E daí, até aqui, foi sempre a rolar.

Vítor recorda ter comprado a sua primeira autocaravana, uma Renault Traffic, em 1983. “Foi a primeira a ser fabricada em Portugal”, diz. Volvidas três décadas e meia, percorreu a Europa (quase) toda. “Só me falta ir à Grécia”.

Recentemente, foi ao Cabo Norte, na ilha de Magerøya, norte da Noruega. “Oito mil quilómetros, ir-e-vir“. E o mapa confirma a distância de 4.115,8 quilómetros a separar Lisboa da ilha semiglaciar.

Isto é liberdade

Mário Prista, 69 anos, veio de Faro até Mixões da Serra e ficou “deslumbrado” com as paisagens. “Sou autocaravanista itinerante”, apresenta-se o algarvio sem sotaque de marafado. 

Mário Prista. Foto: Fernando André Silva / O MINHO

“Estive em Marrocos, Cabo Norte, praticamente toda a Europa, mas nunca tinha estado aqui”. Pertence ao CPA há vários anos e revela que, na zona algarvia, ainda não existe nenhum clube, mas, a breve prazo, será fundado o primeiro.

“Já se está a preparar a criação de um clube, para breve, na nossa região. Pertenço a várias associações, mas a verdade é que, na terra das férias de verão, não há clubes de autocaravanismo”, salienta.

Grupo da CPA percorre estradas municipais junto à ‘fronteira’ do Alto Minho. Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Assim como os restantes associados do CPA, Mário consegue encaixar a descrição de décadas de atividade em três palavras com conjugação verbal: “Isto é liberdade”.

O Minho

Vítor Tavares, o segundo-comandante do CPA, mostrou-se entusiasmado quando foi sugerida a região do Minho para destino deste encontro. “Já cá estive várias vezes, na zona de Viana do Castelo, a ajudar no combate aos fogos florestais”, recorda.

“A minha mulher até gozava a dizer que, em vez de combater os fogos, eu ia era para as festas da Senhora da Agonia. Aqui somos sempre muito bem tratados”, revela, em tom de riso. “Esta terra é formidável”.

Grupo da CPA no santuário de Mixões da Serra, em Vila Verde. Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Mário concorda: “Nunca tinha estado em Vila Verde, mas já conheço o Minho quase todo e sei que posso contar com boas pessoas, comida maravilhosa e uma beleza natural indiscritível”.

“O Minho não tem nada a ver com o Algarve. Em julho e agosto, é o destino por natureza, mas aqui é o ano inteiro”, diz.

“Só que de inverno é mais complicado”, acrescenta, enquanto se abriga de nova chuvada.

“Somos 8 mil portugueses autocaravanistas, mas estrangeiros são mais de 300 mil a passar anualmente em Portugal”

Paulo Barbosa é o atual presidente da direção da CPA, cargo que exerce há seis anos. Conta que a vinda à região do Minho passou por uma sugestão da ATAHCA, associação de desenvolvimento para as terras altas junto aos rios Homem e Cávado.

Paulo Barbosa, presidente da direção do CPA. Foto: Fernando André Silva / O MINHO

“Este já é o quinto encontro que fazemos só este ano, mas, mesmo em anos anteriores, nunca tínhamos vindo para a região mais interior do Minho. Há uns oito anos estivemos na costa do Minho, em Viana, Âncora e Caminha”, conta.

Paulo Barbosa destaca alguma dificuldade para autocaravanistas junto ao interior do país, sobretudo pela falta de locais onde possam substituir “as águas sujas” por água limpa.

“Na zona da costa há várias estações de serviço onde temos condições, mas nesta zona não temos estações e os parques de campismo são poucos”, lamenta.

“Há aqui o parque de campismo de Aboim da Nóbrega, cujo zelador (Domingos Costa), se mostrou disponível para nos receber e dar-nos condições”, destaca o dirigente, relembrando que “de três em três dias” é necessário “trocar as águas”.

“Precisamos de mais parques como este na região mais interior do Minho, somos 8 mil portugueses autocaravanistas, mas estrangeiros são mais de 300 mil a passar anualmente em Portugal”.

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Braga

Funcionários de empresa de Braga acusam Câmara de Valongo de “incumprimento da lei”

Parque VE

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Estacionamento. Foto: O MINHO (Arquivo)

Os seis funcionários que o Tribunal Judicial do Porto (TJP) mandou serem integrados pela Câmara de Valongo na sequência do resgate da concessão de estacionamento acusaram, nesta sexta-feira, a autarquia de incumprimento da lei ao não aceitar a integração.

Em comunicado, os seis funcionários da Parque VE, com sede em Braga, afetos à concessão reagiram em comunicado à recusa da autarquia liderada pelo socialista José Manuel Ribeiro citando a decisão do TJP que considerou “ilícito o despedimento dos trabalhadores”.

Contactada pela agência Lusa, a Câmara de Valongo, no distrito do Porto, disse em 12 de novembro, “estranhar” a decisão do tribunal, considerando que esta “contraria o princípio da igualdade definido na Constituição e na Lei, que faz depender o acesso à função pública de concurso público”, e avançou que vai recorrer.

Em comunicado datado de 13 de novembro, mas apenas hoje enviado à Lusa, os funcionários dizem ter-se apresentado naquela data na câmara, mas que “foram surpreendidos com a recusa do município em acatar a decisão judicial”, situação que dizem “não esperar de um executivo liderado pelo PS”.

Afirmando-se numa “situação desesperada” e sem “receber qualquer retribuição desde 28 de agosto de 2019, data em que operou a decisão de resgate por parte do município”, dizem-se “privados do mínimo de subsistência para o seu sustento e das suas famílias”.

O facto de “não estarem equiparados a agentes da autoridade pela Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária não é motivo para incumprimento da decisão judicial”, argumentam os signatários do comunicado, considerando reunir condições “para exercer as funções que mantinham na Parque VE”.

Acusando o executivo de “confundir a emissão de autos de notícia para instauração de processos de contraordenação com as cobranças dos valores de estacionamento previsto no regulamento”, afirmam-se “alheios” a esta situação.

A sentença surgiu no âmbito de um processo que teve início com a decisão da Câmara de Valongo de resgatar as concessões de estacionamento à superfície na sede do concelho e na cidade de Ermesinde, as quais estavam atribuídas à empresa Parques VE, SA, com sede em Braga.

O executivo municipal aprovou esta medida por unanimidade em 03 de janeiro, uma decisão que foi ratificada em 13 de junho, também por unanimidade, na Assembleia Municipal de Valongo.

A empresa Parque VE acusou em 24 de setembro a Câmara de Valongo de deixar no desemprego vários trabalhadores ao resgatar a concessão do estacionamento, com a autarquia a responder não ser responsável pelos funcionários.

Antes, em 02 de setembro, o município anunciou que tinha estabelecido um prazo de cinco dias à empresa Parques VE para a entrega dos equipamentos e bens afetos à concessão de estacionamento resgatada.

A Lusa tentou obter uma reação da autarquia, mas até ao momento não foi possível.

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