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Polémica em Famalicão por causa da distribuição de máscaras não certificadas

Covid-19

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Máscara distribuída aos funcionários da Câmara de Famalicão. Foto: PS

O PS revela que a Câmara de Famalicão distribuiu máscaras não certificadas aos seus funcionários. O município justifica que as máscaras foram entregues antes de haver “o conceito de máscaras não certificadas”.


Os socialista, em nota de imprensa, referem que tomaram conhecimento, “na última reunião da Câmara, que esta entregou máscaras não certificadas aos funcionários municipais”.

O comunicado acrescenta que, de acordo com o presidente da Câmara, Paulo Cunha, “as máscaras que foram entregues aos funcionários foram oferecidas por empresas ao município, num momento anterior à obrigatoriedade de utilização de máscaras, não tendo sido possível proceder à substituição das mesmas desde então”.

Portanto, o PS “lamenta que a Câmara ainda não tenha corrigido o erro, causado, inadvertidamente, pelos responsáveis autárquicos, colocando a saúde pública em perigo”.

“No sentido de regularizar esta situação”, acrescenta o comunicado, o partido “propõe que o município entregue, com excecional caráter de urgência, máscaras certificadas a todos os seus funcionários”.

Entretanto, a vereadora da Saúde Pública, Sofia Fernandes, respondeu, em nota de imprensa, que, “no período de emergência nacional, a Câmara adquiriu no dia 24 de março um conjunto de máscaras comunitárias para proteção dos seus funcionários que foram distribuídas e utilizadas nessa mesma semana”.

“Nessa altura, não existia o conceito de máscaras não certificadas. Quando, a partir de meados de abril, o Governo definiu a obrigatoriedade de certificação deste tipo de equipamento, a Câmara teve o cuidado de adquirir e distribuir apenas máscaras certificadas pelo CITEVE”, acrescenta a vereadora.

Sofia Fernandes garante, ainda, “todas as máscaras disponibilizadas desde essa altura, inclusivamente as mais de 130 mil máscaras oferecidas aos famalicenses, têm garantia de certificação de qualidade por parte do CITEVE”.

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Maltrata mãe de 71 anos e parte-lhe os móveis de casa em Fafe

Violência doméstica

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Foto: DR

Um homem de 48 anos foi detido, na quinta-feira, por violência doméstica sobre a mãe, de 71, em Fafe, foi hoje anunciado.

Em comunicado, o comando territorial de Braga dá conta da detenção do homem na sequência de maus-tratos psicológicos e ameaças à progenitora, culminando com a destruição dos móveis em casa.

“Os militares da Guarda deslocaram-se ao local, intercetando o suspeito a 100 metros da habitação”, expõe a GNR.

Foi detido e será presente esta sexta-feira ao Tribunal Judicial de Guimarães.

Ainda na mesma data, também em Fafe, um homem de 40 anos foi detido por agredir e ameaçar a mulher, de 37, com uma arma de fogo, adaptada a calibre 6,35 mm, que foi apreendida.

O suspeito foi detido e os factos foram comunicados ao Tribunal Judicial de Guimarães.

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Meios aéreos vão vigiar floresta em Famalicão

Incêndios

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Foto: Divulgação / CM Famalicão

O programa de vigilância florestal e prevenção contra incêndios do município de Famalicão vai contar este ano com um sistema de vigilância área, anunciou a autarquia.

O projeto piloto é desempenhado no âmbito de parceria com a empresa Flying Equipment Skyline.

O protocolo de cooperação para a utilização deste novo meio de apoio através da captação e transmissão de imagens aéreas foi aprovado na quinta-feira de manhã, em reunião do executivo municipal, e foi um dos temas em destaque na apresentação do Programa Municipal de Vigilância Florestal.

“Trata-se de um recurso que estava a ser testado na área militar e que agora passa também a ter uma utilização civil, complementando o dispositivo municipal de monitorização e vigilância do território”, explicou Ricardo Mendes, vice-presidente e vereador da Proteção Civil, citado em nota de imprensa, acrescentando que se trata de “mais uma ferramenta à disposição das forças de primeira linha de combate aos fogos florestais”.

O responsável técnico da empresa Flying Equipment Skyline, Gerson Fernandes, explicou que no ar a plataforma em causa tem um aspeto semelhante a uma asa de parapente gigante, é motorizada, tripulada e com oito horas de
economia. “É a primeira vez que está a ser utilizada na área da Proteção Civil. No fundo vai estar a monitorizar o território e ao mesmo tempo a comunicar com os serviços municipais de Proteção Civil, identificando os pontos negros e mais perigosos do concelho para que possa haver uma prevenção e atuação mais eficaz naquela zona”, disse.

O esquema de vigilância florestal em Famalicão funciona durante todo o ano, através de um sistema de videovigilância composto por 12 câmaras, sendo que durante o período critico, ou em dias de alerta amarelo ou superior, a vigilância fixa é complementada pela vigilância móvel e vigilância armada, refere a autarquia.

Este ano, o dispositivo de vigilância móvel foi reforçado com 12 operacionais que percorrerão o concelho para prevenir e detetar eventuais focos de ignição.

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Autarca de Famalicão critica “discriminação evidente” de territórios nos transportes públicos

Política

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Foto: Transdev (Arquivo)

O presidente da Câmara de Famalicão considera que “existe em Portugal uma discriminação evidente entre os territórios” no que diz respeito aos serviços de transporte público.

“Uma discriminação que resulta essencialmente da política nacional de financiamento aos transportes públicos e que cria diferenças abismais entre os territórios”, acrescenta Paulo Cunha, questionado pelo líder da oposição, Nuno Sá, sobre a escassez de resposta dos transportes públicos no concelho.

Paulo Cunha lembrou que o serviço de transportes público rodoviário é realizado por empresas privadas que gerem legitimamente a sua atividade em função da eficiência económica. “Sem uma política nacional de apoio a este serviço, ao nível do que acontece nas Grandes áreas Metropolitanas de Lisboa e do Porto, nunca haverá um serviço de qualidade que fomente realmente a utilização do transporte público”, diz o autarca, citado em nota de imprensa da autarquia enviada às redações. Sem este apoio, “nenhuma operadora poderá arriscar a colocar uma carreira sem ter a certeza que terá utilizadores ou financiamento publico para o custear e é normal que assim seja”, sublinhou.

O autarca critica a forma como foi colocado em prática o chamado PART – Programa de apoio à redução tarifária – “que subsidia o transporte público, ajudando as pessoas a diminuir o seu custo e estimulando o uso dos transportes, o que é saudável, mas que beneficia apenas os concelhos das áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto, discriminando os restantes territórios nacionais, o que é injusto”.

“Faz sentido que as pessoas que vivem nos territórios das grandes áreas metropolitanas tenham melhores condições do que tem quem vive em Famalicão, Braga, Vila Verde ou Terras de Bouro?”, questionou, reiterando que “há aqui claramente uma discriminação e enquanto isso não for resolvido é impossível que haja melhor transporte”.

O PS de Famalicão havia denunciado, em comunicado, a “escassez de viagens” de transportes públicos e o descontentamento com os horários promovidos pelas empresas Arriva e Transdev.

“Depois de, em 29 de maio, ter terminado o período contratual entre a Câmara Municipal e a Arriva, para assegurar os serviços mínimos de transporte, o PS Famalicão considera urgente que a Câmara Municipal analise com profundidade este problema e, em conjunto com as empresas, sejam adotadas as melhores respostas alternativas, capazes de restituir a normalidade do transporte público rodoviário no concelho”, refere comunicado do partido.

Os socialistas entendem que “este deve ser o momento oportuno para que o município assuma os novos desafios da mobilidade como questão prioritária e elabore um Plano Municipal de Transportes capaz de dar resposta às necessidades dos famalicenses de todo o Concelho, numa perspetiva integradora, ambientalmente sustentável e conducente a uma efetiva coesão territorial, incorporando as melhores práticas de mobilidade urbana, intra e intermunicipais”.

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