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Braga

Plataforma do Pandemónio, a rede artística que nasceu em Braga durante a pandemia

Cultura

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Movimento Presente. Foto: Karine-Menezes

Bracarense: a Plataforma do Pandemónio é a mais fresca associação cultural do quadrilátero urbano e agrega mais de 30 artistas de cidades diferentes. Já estabeleceu contacto com os mais diversificados espaços culturais do distrito, a fim de promover diferentes espetáculos performativos e outras iniciativas culturais, como os Mercados Incríveis de Arte (M.I.A) no mercado cultural do Carandá, ou os novos laboratórios do Jardim do Pan, a escola artística do Serviço Educativo da associação, na Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva.

“A ideia surgiu durante o primeiro confinamento no dia 17 de Abril de 2020”, conta a diretora artística da associação, Marta Moreira, a O MINHO, enquanto ironiza: “Estava tudo um pandemónio, mas depois pensei, um pandemónio sempre foi”. A ideia ganhou forma através de uma plataforma digital, enquanto espaço de confluência de experiências, público e profissionais de todo o espectro das artes.

A proposta inicial do projeto era continuar a divulgação e a criação artística durante um período de afastamento e isolamento social. No entanto, meses mais tarde e com pernas para andar, firmou-se a 25 de setembro de 2020, a associação cultural sem fins lucrativos, Plataforma do Pandemónio, que dedica o seu tempo à programação cultural, criação artística e mediação cultural.

Exposição Pulsar. Foto: Rafa Lomba

Exposição Pulsar. Foto: Karine Menezes

“Os primeiros eventos ou espetáculos foram digitais, agora estamos cada vez mais presentes na rua e nos palcos”, explica a porta-voz da associação sobre o desenvolvimento do projeto, salientando o objetivo de “instalar um hub cultural em Braga”.

“Por vezes o mau é bom e o bom é mau” e, sem uma sede para trabalhar, a associação cultural não cessou esforços até encontrar parceiros e instituições, que não só lhe proporcionaram um espaço físico destinado ao desenvolvimento do plano de atividades, mas também “sinergias confluentes ao nível das políticas culturais”, comenta Marta Moreira. A “simbiose” entre a plataforma e as instituições acontece quando os artistas dão vida aos espaços.

Até à data, a Plataforma do Pandemónio promoveu dois ciclos de concertos, duas exposições de artes visuais na livraria Centésima Página, e outra ainda em exposição na Casa do Professor até ao final do mês, um ciclo de concertos em streaming, 35 sessões de “workshops” e a edição de uma revista semestral de cariz cultural e multidisciplinar intitulada “Pulsar”. Além dos MIA, a Plataforma desenvolveu recentemente duas tertúlias poéticas fruto de uma parceria com a Capela dos Coimbras.

Procura-se. Rafa Lomba

MIA. Foto: Karine Menezes

Novidades avizinham-se. Se os MIA no primeiro domingo de cada mês, no mercado cultural do Carandá, com performances e artes vivas, são para continuar, a porta-voz da plataforma congratula-se face à parceria com “o Movimento Poesie-se, através do primeiro Movimente Presente, uma tertúlia poética, cuja primeira oficina será na Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, a 24 de Novembro”.

Este fim-de-semana a Plataforma inicia uma atividade muito aguardada. “Um bebé muito estimado, o ‘Jardim do Pan’, que começa dia 23 de outubro, com um Open Day de aulas experimentais para os novos laboratórios de conjunto, também na Biblioteca. É uma escola fora do formato tradicional de uma escola artística. Serão desenvolvidos três laboratórios: prática teatral, dança criativa e projeto criativo”, afirma a porta-voz da associação.

Expo Pulsar. Foto: Karine Menezes

Pianista de formação e escritora por vocação, Marta acrescenta que é “apenas o rosto mais visível por força das circunstâncias, mas a plataforma é muito maior”. A Plataforma do Pandemónio continua a crescer e no próximo dia 23, a partir das 10:00, na Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, dá o pontapé de partida para mais uma iniciativa cultural.

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