Seguir o O MINHO

País

Plano de recuperação europeu deve ser maior prioridade da União Europeia, diz UGT

União Geral de Trabalhadores

em

Carlos Silva. Foto: ugt.pt / DR / Arquivo

O plano de recuperação europeu deve ser “a maior prioridade social, económica e política” da União Europeia, considerou hoje o secretário-geral da União Geral de Trabalhadores (UGT), Carlos Silva, numa carta enviada ao primeiro-ministro, António Costa.


Na missiva, divulgada pela UGT, a central sindical defende que o plano é uma decisão “inadiável” e os chefes de Estado e de governo europeus devem “assumir a responsabilidade coletiva de apoiar o plano de recuperação proposto de 750 mil milhões de euros” já no próximo Conselho Europeu, que terá lugar na sexta-feira e no sábado.

“Para que o plano de recuperação tenha sucesso, será necessário que não se aumente a percentagem dos empréstimos no pacote, a fim de não tornar insustentável o fardo da dívida de muitos Estados-membros”, refere Carlos Silva na carta enviada ao primeiro-ministro português.

O líder da UGT defendeu ainda que “não se reduza o montante do Quadro de Financiamento Comunitário” proposto pela Comissão Europeia, a fim de “evitar um risco sério de cortes na política de coesão”, nomeadamente no Fundo Social Europeu Mais (FSE+).

Além disso, Carlos Silva apelou para que “não se introduzam direitos de veto e condicionalidades orçamentais nos Planos Nacionais de Recuperação”, o que prejudicaria a estratégia de recuperação proposta para evitar uma crise económica e de desemprego maciça na União Europeia.

“A covid-19 provocou uma situação sem precedentes na economia europeia. Não podemos deixar que na sequência da pandemia se instale, também, uma crise social capaz de acentuar e perpetuar as desigualdades, a exclusão social e a desconfiança relativamente às instituições democráticas”, contextualizou o secretário-geral da UGT.

Carlos Silva assinalou, também, que no caso de não ser alcançado um acordo sobre um “grande e ambicioso plano de recuperação” serão “os trabalhadores mais mal pagos, as suas famílias e as suas comunidades que mais sofrerão”.

A finalizar, a UGT pede a António Costa que os princípios orientadores do plano de recuperação europeu sejam “o Green Deal, a Agenda Digital, o Pilar Europeu dos Direitos Sociais e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas”.

O Conselho Europeu reúne os chefes de Estado e governo da União Europeia na sexta-feira e no sábado, em Bruxelas, numa cimeira onde os 27 vão tentar chegar a um compromisso sobre as propostas de um Fundo de Recuperação e um Quadro Financeiro Plurianual para 2021-2027.

Na sexta-feira, o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, apresentou uma proposta revista do plano de recuperação, que reduz o orçamento plurianual 2021-2027 para 1,07 biliões de euros, mas mantém o Fundo de Recuperação nos 750 mil milhões.

A proposta que Charles Michel coloca em cima da mesa com vista a um compromisso entre os 27 ainda este mês, elaborada após contactos bilaterais com os líderes europeus ao longo das últimas semanas, diminui em cerca de 2% o montante global do Quadro Financeiro Plurianual da União Europeia para os próximos sete anos face à proposta da Comissão (1,1 biliões de euros), mas não agrava os cortes já antes previstos para a política de coesão e agricultura.

Por outro lado, mantém o valor do Fundo de Recuperação sugerido pelo executivo comunitário, assim como o equilíbrio entre subvenções e empréstimos, prevendo que dois terços (500 mil milhões de euros) sejam canalizados para os Estados-membros a fundo perdido e o restante (250 mil milhões) na forma de empréstimos.

Para ‘agradar’ aos países frugais, o presidente do Conselho Europeu propõe, entre outras medidas, a manutenção dos polémicos ‘rebates’, os ‘descontos’ de que beneficiam grandes contribuintes líquidos, para Holanda, Áustria, Dinamarca, Suécia e também Alemanha.

À saída de uma reunião com o primeiro-ministro holandês, Mark Rutte, o principal rosto dos países ‘frugais’, António Costa disse na segunda-feira estar “mais confiante” na obtenção de um acordo e insistiu que “seria uma oportunidade perdida” os 27 não chegarem já a acordo na cimeira que tem início na sexta-feira em Bruxelas.

O primeiro-ministro português reforçou também que todas as partes devem ceder para ser possível um compromisso e disse estar disposto a fazer a sua parte, desde que países como a Holanda também cedam.

Anúncio

País

Covid-19: Mais 6 mortos, 325 infetados e 237 recuperados no país

Boletim diário da DGS

em

Foto: DR / Arquivo

Portugal regista hoje mais 6 mortes e 325 novos casos de infeção por covid-19, dos quais 204 na região de Lisboa e Vale do Tejo, em relação a quarta-feira, segundo o boletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS).

De acordo com o boletim, desde o início da pandemia até hoje registam-se 53.548 casos de infeção confirmados e 1.770 mortes.

Há 39.177  casos recuperados, mais 237.

Continuar a ler

País

Portugal principal produtor de bicicletas na União Europeia em 2019

Eurostat

em

Foto: DR / Arquivo

Portugal foi o principal produtor de bicicletas na União Europeia em 2019, ao fabricar 2,7 milhões de unidades, praticamente um quarto de toda a produção dos 27 Estados-membros, divulgou hoje o Eurostat.

De acordo com os dados do gabinete oficial de estatísticas da UE, no ano passado foram produzidas na UE mais de 11,4 milhões de bicicletas, o que representa um aumento de 5% face ao ano anterior, mas ainda assim aquém do ‘pico’ registado em 2015, de 13,7 milhões.

O Eurostat aponta que cinco Estados-membros foram responsáveis em 2019 por 70% da produção total de velocípedes na UE, surgindo Portugal destacado à cabeça, com 2,7 milhões de bicicletas, à frente do ‘campeão’ de produção em 2018, Itália (2,1 milhões), da Alemanha (1,5 milhões), Polónia (900 mil) e Holanda (700 mil).

Os dados do Eurostat revelam que Portugal registou uma acentuada subida entre 2018 e 2019, com mais 736 mil bicicletas produzidas (em 2018 fabricara 1,9 milhões), o que lhe permitiu suceder a Itália no primeiro posto da tabela.

Continuar a ler

País

Marcelo receita “tolerância zero” e “sensatez” contra o racismo

Política

em

Marcelo Rebelo de Sousa. Foto: Twitter de António Costa / Arquivo

O Presidente da República recomendou hoje aos democratas “tolerância zero” e “sensatez” para combater o racismo, ao comentar as ameaças de que foram alvo três deputadas e outros sete ativistas.

“Os democratas devem ser muito firmes nos seus princípios e, ao mesmo tempo, ser sensatos na sua defesa. Firmes nos princípios significa uma tolerância zero em relação àquilo que é condenado pela Constituição [da República Portuguesa], sensatez significa estar atento às campanhas e escaladas que é fácil fazer a propósito de temas sensíveis na sociedade portuguesa”, disse Marcelo Rebelo de Sousa.

O chefe de Estado respondia a perguntas da comunicação social após visitar três unidades hoteleiras lisboetas para se inteirar da situação no setor do turismo, a convite da Confederação do Turismo de Portugal (CTP) e da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP).

Continuar a ler

Populares