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Alto Minho

Plano de Investimentos identifica “maiores estrangulamentos” do Alto Minho

Considera a Comunidade Intermunicipal

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Foto: DR / Arquivo

A Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho saudou hoje o Programa Nacional de Investimentos (PNI) 2030 apresentado pelo Governo por “identificar os maiores estrangulamentos” da região, em especial as vias de acesso à Galiza.


Em comunicado hoje enviado à Lusa, a CIM do Alto Minho, que agrega os 10 concelhos do distrito de Viana do Castelo, apontou a ligação rodoviária da Autoestrada 28 (A28) à A3 [entre Braga e Valença], com interação com o município de Paredes de Coura”.

“Esta via vem consolidar as ligações no interior do Alto Minho e potenciar a atratividade económica desta região que, nos últimos anos, tem tido um forte desempenho na captação de novos investimentos e empresas de capital estrangeiro”, sustenta a nota.

A autoestrada A28 liga o Porto a Caminha, passando por Viana do Castelo.

Na quinta-feira, o primeiro-ministro afirmou que o Programa Nacional de Investimentos 2030 tem as fontes de financiamento bem identificadas, envolvendo 43 mil milhões de euros, dos quais 12 mil milhões de euros saídos dos orçamentos do Estado.

Estes dados foram avançados por António Costa na sessão de apresentação do Programa Nacional de Investimentos 2030, no Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), em Lisboa.

A CIM do Alto Minho, com sede em Ponte de Lima, “regista com apreço a consolidação da modernização e eletrificação da Linha do Minho já em curso para melhorar a ligação entre as cidades do Porto, Viana do Castelo, e Vigo, na Galiza”.

A estrutura, presidida pelo presidente socialista da Câmara de Viana do Castelo, José Maria Costa, “regista também com apreço as ligações as áreas empresariais” do Alto Minho, nomeadamente a via de acesso à área empresarial do Vale do Neiva, em Viana do Castelo, e a construção de uma nova ponte sobre o rio Lima para acesso à zona industrial de Deocriste”.

“O PIN 2030 vem valorizar e aumentar a competitividade do território do Alto Minho, criando as condições necessárias para um desenvolvimento sustentado da região transfronteiriça que, nos últimos anos, tem aumentado o seu perfil exportador, fixando novas empresas e atraindo novos investimentos industriais”.

Segundo a CIM do Alto Minho, o plano “prevê a construção de um terminal de cruzeiros no porto de Viana do Castelo, a ser construído na margem norte do rio Lima, em frente ao espaço onde está atracado o navio-museu Gil Eannes”.

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Alto Minho

Misericórdia de Ponte de Lima testa segundo lar após infeção em utente

Covid-19

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Foto: SCMPL

Um utente de um lar da Misericórdia de Ponte de Lima testou hoje positivo à covid-19, sendo que, na quarta-feira, a Santa Casa «vai realizar testes a todos os idosos e funcionários, disse à Lusa o provedor.

Contactado pela agência Lusa, Alípio de Matos explicou que “hoje de manhã foram detetados sintomas ligeiros em quatro utentes da Estrutura Residencial Para Idosos (ERPI) Cónego Correia, que poderiam ser associados à covid-19”.

“Em articulação com o médico do Centro de Saúde de Ponte de Lima, foram realizados os respetivos testes de deteção da SARS-CoV-2. Dos quatro utentes testados, três tiveram resultado negativo e um utente apresentou resultado positivo de pesquisa para SARS-CoV-2”.

Na quarta-feira “será efetuada a testagem a todos os utentes e colaboradores da ERPI Cónego Correia”.

Aquela estrutura que acolhe 91 utentes e tem mais de 40 funcionários.

Além da ERPI Cónego Correia, a Santa Casa da Misericórdia de Ponte de Lima detém outro lar, no centro da vila. Do total de 45 utentes, 32 estão infetados. Dos 38 trabalhadores, seis contrariam o vírus.

Na segunda-feira, o provedor confirmou a morte de uma utente de 92 anos, infetada por SARS-CoV-2.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.263.890 mortos em mais de 50,9 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 3.021 pessoas dos 187.237 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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Alto Minho

Melgaço atribuiu título de ‘cidadão exemplar’ a 94 voluntários contra a covid

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A Câmara de Melgaço decidiu atribuir o título de “cidadão exemplar” a cerca de 100 pessoas que se voluntariaram a produzir e entregar material médico para apoiar instituições do concelho.

Numa nota publicada nas redes sociais, o município explica que “foram cerca de uma centena os voluntários que se mostraram disponíveis” para lutar contra o coronavírus, em diferentes campos.

“Entre abril e junho, foram produzidas e entregues 587 batas, 122 pares de botas, 724 toucas, 4768 aventais, 2939 máscaras e 28 viseiras”, refere Manoel Batista, presidente da Câmara de Melgaço.

Foto: CM Melgaço

Manoel Batista. Foto: CM Melgaço

“Para responder a esta pandemia contamos com todos”, sublinhou Manoel Batista, durante a cerimónia evocativa do terceiro aniversário de mandato do executivo, e que contou com a secretária de Estado da Habitação, Marina Gonçalves.

“Devo confessar que ficamos surpreendidos com a disponibilidade da sociedade civil para se unir aos autarcas, às autoridades, aos colaboradores do município e de todas as instituições. Falo-vos dos voluntários, do cidadão anónimo que decidiu ser soldado nesta batalha contra o inimigo invisível”, disse.

“Não poderíamos esquecer quem respondeu SIM quando pedimos voluntários para nos ajudar, para nos apoiar nesta luta”, frisou o autarca.

“Em forma de agradecimento pela sua disponibilidade, todos os voluntários são agora galardoados com uma lembrança e distinguidos com o título ‘cidadão exemplar’.

Lista dos municipes galardoados

– Ana Maria Rodrigues Alves de Freitas
– Andreia Filipa Cortes Alves
– Ariana Costa da Rocha
– Bela Maria Gonçalves Amaral
– Bernardete Pereira
– Bruna Regina Melo do Paço
– Carla Margarida Gomes Pereira
– Cátia Alexandra Oliveira da Costa
– Cristina Domingues
– Duarte Fernando Domingues da Rocha
– Eduarda Nabeiro
– Elisabete Sousa
– Eva Costa da Rocha
– Fátima Oliveira Gonçalves
– Felicidade Afonso Silva
– Fernanda Freitas
– Fernanda Godoy Azevedo
– Joana Flávia Pereira
– José Luis Fernandes Soares
– Laura Freitas
– Liliana Fernandes
– Lúcia Barbosa
– Luna Ferreira do Souto
– Madalena Cardoso
– Manuel Gonçalves Fernandes
– Manuela Lobato
– Maria Aldina Rodrigues de Lima
– Maria da Graça de Melo
– Maximiano José Gonçalves
– Odete Dias
– Patricia Afonso Silva
– Patrícia Claudia Martins Teixeira
– Rosa Madalena Rodrigues de Lima
– Rossana Fragiel de Rodrigues
– Sónia Cristina Rebelo Alves
– Sónia Ferreira
– Tânia Alexandrina Sousa e Sousa
– Zulmira Cardoso
– Sónia Andreia Durães
– Patricia Solha
– Maximiano Gonçalves
– Bárbara Lima
– Maria de Fátima Pereira Esteves
– Altina Barros
– Fernanda Catarina P. Pinto Barbosa
– Telma Dantas
– Ludovina Sousa
– Verónica Solheiro
– Sandra Plasência
– Soraia Dantas
– Maria Duartina Dantas
– Catarina Mira
– Alexandra Táboas
– Cláudio Táboas
– Inês Domingues Gonçalves
– Diogo Rafael Rodrigues
– Soraia Vaz
– Diogo Pereira
– Gonçalo Monteiro
– Tiago Lourenço
– Tiago Morais
– Liliana Castro Pereira
– Hélder Alexandre Rodrigues
– Bruna Paço
– Gaspar Rufino Caldas
– Humberto Gonçalves
– Fábia Peres
– Maria Cruz
– Cátia Esteves
– Marcelo Fernandes
– Paula Alves
– Sandra Pires
– Ariana Esteves Pires
– Ana Rita Barbosa Gonçalves
– Pedro Silva
– Flávia Aparecida
– Diana Domingues
– Rui Ribeiro
– Maria Rodrigues Gonçalves
– Tiago Ribeiro Pedroso de Lima
– Diana Raquel Rodrigues Dantas
– Ana Freitas
– Daniela Rocha Soares
– Cecília Ferreira Pinho
– Susana Domingues
– Padre Arcélio Sousa
– Filipa Rodrigues
– Vera Isabel Castro Brito
– Anselmo Dantas
– Cristina Sofia Malheiro Barbosa Ribeiro
– Rita Valentina Freitas Cruz
– Florbela Maria Lameira Belchior de Carvalho
– Carolina Rodrigues Oliveira
– Andreia Filipa dos Santos Cerdeira

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Viana do Castelo

BE questiona sobre alegadas descargas poluentes no rio Lima em Viana do Castelo

Junto à Ponte Eiffel

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foto: DR / Arquivo

O BE questionou o Ministério do Ambiente e da Ação Climática sobre alegadas descargas poluentes “recorrentes” na margem direita do rio Lima, junto à ponte Eiffel, na freguesia de Darque, Viana do Castelo, foi hoje divulgado.

Numa pergunta dirigida ao ministro Matos Fernandes, a que a agência Lusa teve hoje acesso, os deputados Maria Manuel Rola e José Maria Cardoso referem que “no dia 29 de outubro, ocorreu novamente uma descarga poluente naquele local”.

“Foi possível verificar a existência de uma grande quantidade de partículas e espumas em suspensão, água acastanhada e odores nauseabundos”, sublinham.

No documento, acrescentam, com base em testemunhos da população local, que “os episódios de poluição são recorrentes, pelo menos desde outubro de 2019”.

Os deputados do Bloco de Esquerda (BE) referem que as alegadas descargas poluentes “serão provenientes da estação elevatória de Darque e da Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Viana do Castelo, que libertam efluentes não tratados para o rio Lima”.

Maria Manuel Rola e José Maria Cardoso insistem na “urgência de eliminar, definitivamente, as descargas poluentes em Darque, bem como a necessidade de se proceder à despoluição do local”.

“Os recorrentes episódios de poluição naquela zona afetam não só a biodiversidade e os importantes ‘habitats’ que ali existem, mas também a vida dos residentes e a das pessoas que procuram o local para usufruir de passeios e atividades recreativas junto ao rio Lima”, sustentam.

Na pergunta enviada ao Ministério do Ambiente e da Ação Climática, os deputados querem saber “se o Governo tem conhecimento daqueles episódios e se confirma que a libertação dos efluentes não tratados terá origem na estação elevatória de Darque e na ETAR de Viana do Castelo”.

“Em caso afirmativo, quais são, em concreto, os motivos que explicam a libertação de efluentes poluentes por cada uma das estações, que diligências vão ser tomadas para resolver a situação, quais são as medidas a adotar para evitar que se repitam descargas poluentes no rio Lima em Darque”, questionam.

A Lusa contactou hoje, sem sucesso, a Águas do Norte, entidade gestora do sistema multimunicipal de abastecimento de água e saneamento do Norte de Portugal, responsável pela exploração da estação elevatória de Darque e da Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Viana do Castelo.

Em abril, questionada pela Lusa sobre uma situação semelhante, que também motivou uma interpelação do BE ao Governo, a empresa justificou as descargas com a ocorrência de chuva forte “em determinados períodos”.

“Em determinados períodos de maior pluviosidade, e fruto de afluência de águas pluviais e freáticas às redes municipais de saneamento, em muitos casos resultante de ligações indevidas aos respetivos sistemas, as infraestruturas registam caudais muito superiores à sua capacidade máxima de operação”, referiu a empresa no esclarecimento escrito então enviado à Lusa.

Explicou ainda que, “naquelas circunstâncias, uma parte das águas provenientes das redes municipais e encaminhadas para o sistema multimunicipal, gerido pela Águas do Norte, pode, em casos pontuais, ser desviada”.

“Tais ocorrências apenas se verificam em períodos de elevada pluviosidade, sendo assim substancialmente reduzido o impacto desses caudais, já muito diluídos, no meio recetor”, adiantou a empresa.

Acrescentou também estar, “em parceria com a respetiva entidade gestora das redes municipais, a desenvolver planos de minimização de ligações de águas pluviais e de outras afluências indevidas aos sistemas de saneamento, no sentido de evitar que as situações supra indicadas se venham a registar”.

A entidade realçou ainda que, “no cumprimento estrito do Título de Utilização dos Recursos Hídricos, a Águas do Norte comunica à Agência Portuguesa do Ambiente (APA)todas as descargas que são efetuadas no meio recetor”.

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