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Plano da Orla Costeira facilita entrada de água salgada em zonas agrícolas da Apúlia, diz associação

Esta segunda-feira, realizou-se uma sessão de esclarecimento sobre o Plano da Orla Costeira, no auditório de Esposende.

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Foto: Turismo do Porto e Norte de Portugal

A Associação Pedrinhas e Cedovém, da Apúlia, Esposende, considera que, “com a aprovação deste novo POC (Plano de Ordenamento da Orla Costeira), aumenta substancialmente a possibilidade do nível freático (do mar) progredir para o interior”.

“Os terrenos agrícolas, os poços de água potável e toda a rega nos campos chamados maceiras, famosos pela suas produções hortícolas, ficarão ameaçados, podendo chegar ao ponto de ficarem estéreis, consoante a sua aproximação ao mar”, escrevem no blogue com o mesmo nome que vêm mantendo na internet.

Foto: Divulgação

E continuando, avisam: “Com a probabilidade de futuros anos de seca, com a diminuição dos caudais dos rios e a redução da precipitação, vai aumentar o avanço da água salgada nos lençóis freáticos. O aumento da água salgada nestas circunstâncias já foi alertado por especialistas”.

Em sua opinião, “este Plano de Orla Costeira desconhece que o nível de cota que fica a nascente do Lugar das Pedrinhas e Cedovém é inferior ao nível médio da água do mar, e passa em branco por este ponto de elevadíssima importância.”

Foto: Divulgação

Acrescentam que na sessão de esclarecimento sobre o POC, que decorreu, ontem à noite, no auditório de Esposende “ficou claro que as zonas de risco se devem aos esporões, tendo-se optado por retirar as construções que ficam a sul destas obras de engenharias, com a excepção das moradias em Ofir, que ficam a sul do esporão mais perto da restinga”.

Apesar disso, assinalam, “as autoridades insistem em manter os esporões, incluindo o das Pedrinhas”.

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