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Barcelos

PJ devolveu o pergaminho da doação ao Conde de Barcelos

Documento tem chancela do Rei Dom Fernando

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Foto: DR

A Polícia Judiciária devolveu esta manhã de quinta-feira à Torre do Tombo o pergaminho da doação do Castelo de Lisboa, ao Conde de Barcelos, recuperado há três meses a um colecionador de Gaia por investigadores da PJ depois de ter sido vendido através do OLX.

O pergaminho do mandado de doação, datado do ano de 1383, tem chancela do Rei Dom Fernando, dirigido ao alcaide do Castelo de Lisboa, Martim Afonso Valente, para que este entregue aquela fortificação em seu nome e no da Infanta Dona Beatriz ao Conde de Barcelos, Dom João Afonso Telo, estava à venda no OLX, pelo preço base de 750 euros.

A Diretoria do Norte da Polícia Judiciária, “após um proficiente trabalho de recolha de informação e investigação, logrou localizar e apreender um pergaminho” em novembro do ano passado, o que permitiu ao Estado exercer o seu direito de preferência na compra.

O Arquivo Nacional Torre do Tombo, que desde o início já demonstrara o seu interesse na compra do documento, contactou o anunciante, tendo este respondido que já o vendera, passando então o caso para a alçada da Polícia Judiciária, que investigou toda a situação.

“Dada a importância e valor inestimável do documento, e lograda que foi a tentativa de compra por parte do Arquivo Nacional da Torre do Bombo, esta instituição comunicou o seu eventual descaminho da legítima tutela do Estado, dando origem a investigação por parte da Polícia Judiciária que agora vai formalmente proceder à sua entrega ao Arquivo.

A sessão de abertura esteve já a cargo do diretor da Polícia Judiciária do Norte, Norberto Martins, seguindo-se a intervenção do diretor do Arquivo Nacional da Torre do Tombo. Silvestre Lacerda, após o que interveio a especialista superior Ana Assis, do Laboratório de Polícia Científica (órgão da Polícia Judiciaria), além do coordenador de investigação criminal Pedro Silva, que é o responsável pela Secção de Investigação de Crimes Contra o Património e Vida em Sociedade (SICPVS) da Diretoria do Norte da Polícia Judiciária, havendo lugar a questões e esclarecimentos, só terminando com a entrega do pergaminho.

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