PJ de Braga deteve quarto suspeito do rapto de gerente de boîte

Ficou em prisão preventiva, tal como os três comparsas
Foto: Joaquim Gomes / O MINHO / Arquivo

A Polícia Judiciária de Braga deteve o quarto e último raptor do gerente de uma conhecida boîte de Braga, situada no último andar de um edifício habitacional e de negócios, na Rua do Caires, da freguesia de Maximinos, no centro da cidade de Braga.

José C., de 45 anos, também com antecedentes criminais, residente no Algarve, tal como os seus três comparsas, ficou em regime de prisão preventiva como Gustavo S., de 40 anos, de Fernando C., de 46 anos, e de José H., de 46 anos.

A vítima é a responsável pela gestão de um estabelecimento de diversão noturna, que por motivos ainda não apurados terá sido vítima de vingança, daí o nome de “Vindicta”, dado à operação, pelo Departamento de Investigação Criminal da PJ de Braga.

O indivíduo foi encontrado ao final da madrugada de 12 de março de 2024, desnudado, com sinais de ter sido barbaramente agredido, tendo sido encontrado por agentes da PSP, que face ao quadro encontrado logo suspeitaram tratar-se de um sequestro.

A PJ de Braga deteve primeiro três dos quatro suspeitos de sequestro agravado e roubo, estando todos indiciados por crimes de tráfico de droga, de detenção de arma proibida e de acesso ilegítimo a cartão bancário, na sequência da privação da liberdade da sua vítima, abandonada num terreno descampado entre as freguesias de São Vicente e de São Martinho de Dume, em Braga.

Na operação “Vindicta”, que envolveu vários departamentos de investigação criminal da Polícia Judiciária (PJ), esclareceu-se o caso do gerente sequestrado em Braga após colocado à força dentro de uma viatura comercial, na madrugada de 12 de março.

Segundo um comunicado da Direção Nacional da PJ, os quatro homens viajaram desde as regiões sul e centro do país, rumo a Braga, tudo com o único propósito de sequestrar a vítima, retirando dinheiro do seu cartão multibanco, depois de a agredirem.

Entretanto, foram realizadas diversas diligências de investigação, designadamente com a utilização de meios especiais de obtenção de prova, mais intrusivos, devido às caraterísticas dos crimes e dos quatro suspeitos, o que é pouco comum em Braga. 

A investigação foi ativada pela PSP, chamada a uma possível situação de sequestro, após localização e identificação de um homem, desnudado no tronco, amordaçado e manietado, com evidentes sinais de agressões físicas, segundo acrescentou a PJ.

Localizaram a vítima e introduziram-na numa viatura comercial, com recurso a violência física, manietaram-na e continuaram a agredi-la, conseguindo que lhes revelasse os códigos dos cartões bancários e exigindo a entrega de dinheiro”, salientou a PJ. 

A investigação do Departamento de Investigação Criminal da PJ de Braga, na sua fase operacional, contou com a colaboração da Diretoria de Lisboa e Vale do Tejo e igualmente com os Departamentos de Investigação Criminal de Portimão e de Setúbal.

 
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