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Desporto

PJ conclui que empresário aliciou árbitros para beneficiar Sporting contra ABC

Caso ‘Cashball’

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Foto: DR / Arquivo

Seis dos sete arguidos do caso ‘Cashball’, entre os quais André Geraldes, diretor desportivo do Sporting à data dos factos, foram ilibados de responsabilidades, por falta de provas, na investigação da Polícia Judiciária (PJ).

De acordo com o relatório final da PJ, a que a Lusa teve hoje acesso, o único arguido que não foi ilibado é Paulo Silva, empresário que em março de 2018 denunciou o caso, quando assumiu ter sido mandatado, através de intermediários, para corromper árbitros de andebol e jogadores de futebol adversários, de modo a favorecerem o Sporting.

O relatório concluiu, entre outros factos, que Paulo Silva abordou dois árbitros de andebol, em 2017, oferecendo-lhes 2.500 euros, com a intenção de os levar a beneficiar o Sporting em jogos com o ABC de Braga e o FC Porto.

No que se refere ao futebol, o documento, divulgado na segunda-feira pela TVI, concluiu que Paulo Silva terá oferecido a Leandro Freire, jogador do Desportivo de Chaves, 25.000 euros para que este prejudicasse o seu clube nos dois jogos com o Sporting, “proposta que não foi aceite”.

A investigação considerou válida a possível relação entre uma verba em numerário de 60.405 euros, apreendida no gabinete de André Geraldes, à data diretor desportivo para o futebol profissional do Sporting, e a venda de bilhetes a grupos organizados de adeptos.

No documento, datado de 15 de julho, é considerado ainda que “não é possível estabelecer conexão entre as abordagens” feitas por Paulo Silva a árbitros e jogadores e os arguidos no processo André Geraldes, Gonçalo Rodrigues, funcionário do Sporting, e João Gonçalves, empresário.

No processo, que aguarda o despacho final do Ministério Público, são ainda arguidos Roberto Martins, Ivan Caçador e Fernando Costa.

Futebol

APAF condena vandalismo contra talho do árbitro Manuel Mota em Vila Verde

Vandalismo

Foto: DR

A Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol (APAF) lamentou hoje os atos de vandalismo contra o estabelecimento comercial do árbitro Manuel Mota, considerando que foi um “ato de cobardia e violência”.

“É, sem dúvida, um ato de cobardia e violência do qual repudiamos. As autoridades policiais já estão a tratar do caso e a identificar os autores desta ação criminosa. Não há lugar para a violência na nossa sociedade e nós, como todos os agentes desportivos, devemos repudiar e condenar publicamente este tipo de ações que gravitam à volta do futebol”, refere a APAF em comunicado.

O Conselho de Arbitragem (CA) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) revelou hoje que o estabelecimento comercial do árbitro Manuel Mota foi vandalizado durante a madrugada.

Manuel Mota, da associação de Braga, foi o quarto árbitro na final da Taça da Liga, no sábado, entre o Sporting e o Sporting de Braga, que os ‘leões’ venceram por 1-0, com um golo do espanhol Pedro Porro.

Para a APAF, estes atos de violência não devem ser ignorados e devem ser combatidos.

“A intimidação não é uma forma de fragilizar a arbitragem, a APAF prestará todo o apoio ao nosso colega Manuel Mota e fará queixa aos órgãos competentes”, conclui.

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Futebol

Treinador Rui Almeida “grato” ao Gil Vicente, mas podia ter estado “mais tempo” no clube

I Liga

Foto: Imagem Gil Vicente TV ( Arquivo)

O treinador de futebol Rui Almeida defende que é preciso “tempo” para avaliar o desempenho de uma equipa técnica, após ter saído do Gil Vicente com sete jornadas cumpridas na presente edição da I Liga portuguesa.

Depois de trabalhar em França entre 2015 e 2020, o técnico, de 51 anos, assumiu o comando técnico gilista no início da presente época e apresentou uma equipa que “queria dominar o jogo e criar muitas dificuldades” aos adversários, mas uma série de quatro derrotas seguidas atirou os barcelenses para o 17.º lugar, com cinco pontos, e precipitou a sua saída, oficializada em 11 de novembro.

“No futebol, é importante dar um pouquinho de tempo. Não são precisos sete anos para fazer resultados, mas ninguém pode somar conclusões à sétima jornada. Como treinador principal, sempre que terminei épocas, ultrapassei largamente os objetivos dos clubes em que estive”, assinala, em entrevista à Lusa.

Rui Almeida salienta, aliás, que o Farense, treinado por Sérgio Vieira desde o início da temporada, foi último após várias jornadas – da segunda à sexta, bem como à oitava e à 12.ª -, antes de subir ao 16.º lugar que hoje ocupa, e reitera que a contratação de um técnico deve ser olhada como uma aposta a “médio prazo”.

No período em que esteve em Barcelos, o Gil Vicente foi uma equipa com um “ADN” bem definido e reconhecido pela “opinião pública”, que se traduzia na vontade de ter bola, para criar “mais oportunidades de golo” e “hipoteticamente marcar mais golos”, acrescentou o treinador natural de Lisboa.

Os ‘galos’ tentaram exibir essa vocação ofensiva nos sete jogos sob o seu comando, apesar do surto do novo coronavírus ter dificultado a preparação da época, ao infetar 10 jogadores gilistas e cinco elementos da equipa técnica e da estrutura do futebol, incluindo Rui Almeida, lembrou.

“Quase não tínhamos qualquer tipo de relação com os jogadores, porque estávamos em sítios diferentes. Há uma quebra de relações na equipa que são essenciais, relativamente ao dia a dia de uma equipa principal”, descreveu, ao recordar a situação que forçou o plantel a isolar-se e a treinar à distância.

O treinador vincou que outras equipas têm, desde então, experimentado a “dificuldade de gerir surtos”, dando o exemplo do Benfica, que, na quarta-feira, para a meia-final da Taça da Liga, defrontou o Sporting de Braga (triunfo bracarense por 2-1), a meio de um surto que infetou 19 pessoas, sete delas futebolistas.

Grato pelos três meses que passou no Gil Vicente, clube que o “recebeu muito bem”, abrindo-lhe as ‘portas’ da I Liga como técnico principal, Rui Almeida salientou que o futebol luso se distingue pela “capacidade tática e de leitura de jogo dos treinadores”, ao passo que no francês, onde trabalhou entre 2015 e 2020, sobressaem a “força e a velocidade” dos jogadores.

“Estamos a falar das ligas do país campeão mundial em título [França] e do campeão europeu em título [Portugal], com enorme qualidade e particularidades diferentes, que advêm das características dos seus jogadores e dos seus treinadores”, disse o treinador que, em França, orientou Bastia, na I Liga, e Red Star, Troyes e Caen, na II Liga.

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Futebol

Vitória e Paços de Ferreira em luta à distância pelo último lugar europeu da I Liga

I Liga

Foto: Dr / Arquivo

O Paços de Ferreira, no reduto do Marítimo, e o Vitória SC, em Famalicão, lutam hoje à distância, na 15.ª jornada, pelo quinto lugar da I Liga portuguesa de futebol, o último de acesso à Europa.

A formação de Pepa, a sensação da prova, ocupa o quinto posto, com 25 pontos, mais dois do que os comandados de João Henriques, o sucessor de Tiago Mendes (só aguentou três jornadas), que contam menos um jogo disputado.

O Paços de Ferreira chega à Madeira em ‘alta’, depois de três triunfos consecutivos por 2-0 na prova, na receção ao Rio Ave, no reduto do Belenenses SAD e novamente na Mata Real, perante o Sporting de Braga.

Pela frente, o conjunto nortenho vai ter um Marítimo também num bom momento, uma vez que se tornou a primeira equipa lusa a bater – e a eliminar da Taça de Portugal – o Sporting e, depois, ganhou por 1-0 na casa do Gil Vicente, na 14.ª ronda da I Liga.

Quanto ao Vitória, procura o segundo triunfo consecutivo, depois de, a meio da semana, ter vencido na receção ao Nacional por 3-1, num dos dois jogos que tinha em atraso – o outro é com o Farense, também no D. Afonso Henriques.

Na mesma situação, após triunfar por 2-1 face ao Santa Clara, nos Açores, está o Famalicão, que ainda se lembrará certamente do jogo da época passada: João Pedro Sousa fez muitas poupanças e o Vitória ‘esmagou’ por 7-0, à 20.ª ronda.

O outro encontro do dia realiza-se em Moreira de Cónegos, onde os locais, que venceram fora o Nacional (1-0) na última ronda, medem forças com o Portimonense, vencedor por idêntico resultado na 14.ª jornada, na receção ao Belenenses SAD.

A ronda 15 prossegue na segunda-feira, dia em que o Benfica recebe o Nacional e o FC Porto joga em Faro, e fecha na terça-feira, com dois jogos, entre os quais o do líder Sporting, de visita ao lanterna-vermelha Boavista.

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