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Futebol

Petit pede outra atitude ao Boavista na casa do Moreirense após duas derrotas

I Liga

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Foto: Arquivo

O treinador Petit pediu hoje uma reação do Boavista no jogo frente ao ‘aflito’ Moreirense, no domingo, da 32.ª jornada da I Liga de futebol, tentando consumar a permanência na ‘ressaca’ das derrotas com Marítimo (0-4) e Sporting (0-3).

“Os últimos dois resultados não foram positivos, mas está na hora de reagir. Os atletas sabem a importância deste jogo, contra uma equipa que está numa situação difícil, mas olhamos para o que podemos fazer. Há que mudar o ‘chip’ e enfrentar as coisas como elas são. Já fizemos boas coisas antes desta fase e há que voltar a ter a consciência de que temos de dar uma boa resposta”, apontou o técnico, em conferência de imprensa.

Ao fim de 21 partidas desde o regresso ao comando dos ‘axadrezados’, Petit só agora sofreu dois desaires consecutivos, que vieram adiar a oitava manutenção seguida do clube do Bessa no escalão principal, que está a curta distância.

“Tivemos uma conversa, analisámos e corrigimos aquilo que não correu tão bem. Temos consciência de como sofremos os golos. Quatro foram de bola parada. O foco tem de ser até ao último minuto, mas, às vezes, os duelos decidem-se nesses pormenores. Há que antecipar aquilo o queremos e dar confiança à equipa, que já fez coisas boas”, analisou.

O treinador reiterou que a ambição tem sido “palavra transmitida dentro do balneário” do Boavista, na linha de um “clube com grandeza e adeptos que gostam sempre de vencer”, antes de visitar o Moreirense, que ocupa a vaga de acesso ao ‘play-off’ de permanência.

“Desde que o Ricardo Sá Pinto chegou, a equipa reagiu e jogou em dois sistemas. Neste momento, a nível defensivo, baixa o Fábio Pacheco para uma linha de cinco e faz quase aquilo que nós fazemos com os dois médios, seja em ‘5-4-1’ ou ‘5-2-3’. São fortes em casa, agressivos, metem intensidade e têm atletas fortes nas bolas paradas”, observou.

De regresso a Moreira de Cónegos, onde trabalhou em 2016/17 e 2017/18, Petit já conta com o espanhol Javi García, recuperado de lesão, ao invés de Tiago Ilori, Fran Pereira e Miguel Reisinho, enquanto o colombiano Sebastián Pérez, Tiago Morais e o croata Petar Musa, melhor marcador ‘axadrezado’, com 11 golos, em 30 jogos, voltam após castigo.

“É claro que queremos os melhores nas opções. Pelo que têm feito nesta I Liga, o Petar Musa e o Sebastián Pérez são importantes nas dinâmicas ofensivas e defensivas. São duas boas soluções, que não pudemos ter no último jogo. Acumulámos muitas lesões e castigos e andámos sempre a adaptar, mas amanhã [domingo] estaremos com o plantel quase todo disponível para escolher o melhor ‘onze’ e dar uma boa resposta”, exaltou.

Nos convocados figuram o francês Yanis Hamache, o camaronês Paul-Georges Ntep e o gambiano Yusupha, todos de devoção muçulmana, que, desde 01 de abril até domingo, estão empenhados em cumprir o Ramadão, ritual de jejum entre o nascer e o pôr-do-sol.

“Não se alimentam durante o dia e têm de treinar sempre em baixo ritmo. Se lhes dermos cargas elevadas, podem desmaiar. Há dificuldades para eles e para os treinadores. Um atleta sem nada no estômago pode ter lesões e não está tão bem fisicamente. Por isso, optámos sempre por ter soluções mais frescas, que estivessem a 100%”, explicou Petit.

O Boavista, 12.º colocado, com 33 pontos, visita o Moreirense, 16.º e antepenúltimo, com 26, um abaixo da zona de manutenção automática, no domingo, às 18:00, no Estádio Comendador Joaquim de Almeida Freitas, em Moreira de Cónegos, em encontro da 32.ª ronda da I Liga, com arbitragem de Tiago Martins, da associação de Lisboa.

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