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Petição quer enfermeiros como profissão de desgaste rápido e subsídio de risco

Enfermeiros insatisfeitos com a baixa remuneração do setor apesar do “forte desgaste” físico e emocional

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Foto: Arquivo

Mais de 2.500 pessoas assinaram a petição que defende a atribuição do estatuto de profissão de desgaste rápido aos enfermeiros, assim como de um subsídio de risco.


No texto da petição, os promotores defendem que também no dia a dia dos enfermeiros estão presentes o stress e as condições de trabalho adversas, características que são comuns a outras profissões já com subsídio de risco, como os pilotos e controladores aéreos, mineiros, pescadores, polícias, trabalhadores de call-center e desportistas profissionais.

“A pressão de trabalhar em contexto de emergência, urgência, cuidados intensivos, bloco operatório… onde a linha que separa a vida da morte muitas vezes não existe e o stress torna-se brutal!”, lembram os autores da petição, que sublinham igualmente a pressão sentida pelos enfermeiros em contexto de cuidados primários, cuidados continuados e internamentos hospitalares.

Com a petição online “Enfermeiros – Pela criação de um estatuto oficial de profissão de desgaste rápido e atribuição de subsídio de risco”, disponível desde quinta-feira no site peticaopublica.com, os promotores pretendem levar o assunto a discussão na Assembleia da República para “conseguir pressionar as entidades políticas”.

Recordam que os enfermeiros desenvolvem uma atividade “cujas condições de trabalho são precárias e cuja remuneração pode e deve ser atualmente considerada baixa, podendo induzir-se assim um forte desgaste emocional”.

“Somos uma profissão de grau de complexidade 3, mas presentemente o ordenado mínimo já é superior a metade do nosso vencimento mensal! Temos um horário de trabalho preenchido, trabalhando sob a forma de turnos, diurnos e noturnos com consequências além de emocionais, também elas físicas. Está comprovado desde 2016 que um em cada cinco enfermeiros se sentem em exaustão emocional”, frisam.

Lembram ainda que os enfermeiros trabalham por turnos, “muitas vezes de noite para dormir de dia, sem padrão de sono regular”, que são poucos para o que é exigido, que o absentismo “aumentou exponencialmente na profissão”, o que obriga, muitas vezes, a “turnos consecutivos de 16 horas”.

Os autores da petição recordam ainda que “os enfermeiros são os profissionais mais agredidos no setor da Saúde” e sublinham que 60,2% já foram agredidos fisicamente e 95,6% verbalmente, no seu local de trabalho, citando alguns estudos.

Pelas 08:00, desta sexta-feira, a petição já tinha sido assinada por 2.513 pessoas.

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País

Tabaco é responsável por uma em cada cinco mortes por doença cardiovascular

Segundo a OMS

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Foto: DR / Arquivo

Cerca de 20% das mortes por doenças cardiovasculares são causadas pelo tabaco, segundo um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) hoje divulgado, que aponta que, por ano, morrem cerca de 1.9 milhões pessoas por este motivo.

Segundo o relatório, em que participaram também a Federação Mundial do Coração e a universidade australiana de Newcastle, os quase dois milhões de mortes registados anualmente equivalem a uma em cada cinco mortes por doença cardiovascular.

Face a estes dados, os autores apelam a que as pessoas deixem de fumar, sublinhado que os fumadores têm uma maior probabilidade de sofrerem um evento cardiovascular agudo em idade jovem, em comparação com os não fumadores.

“Fumar só alguns cigarros por dia, fazê-lo ocasionalmente ou até a exposição passiva ao fumo aumentam o risco de doenças cardiovasculares”, acrescenta a OMS em comunicado, acrescentando que deixar de fumar permite reduzir o risco em cerca de 50%, ao final de um ano.

Para o presidente do Grupo de Especialistas em Tabaco da Federação Mundial do Coração, os serviços de saúde devem trabalhar também na solução para este problema e os próprios médicos cardiologistas devem ser treinados nesse sentido.

“Tendo em conta o atual nível de evidência sobre o tabaco e a saúde cardiovascular, e os benefícios para a saúde de deixar de fumar, não disponibilizar serviços de cessação a pacientes com doenças cardiovasculares pode ser considerado negligência médica”, considerou Eduardo Bianco, citado em comunicado.

O dados mostram ainda que o tabaco, mesmo sem ser fumado, é responsável por cerca de 200 mil mortes de doença coronária todos os anos e até os cigarros eletrónicos fazem aumentar a pressão arterial, aumentando, consequentemente, o risco de doença cardiovascular.

O relatório foi hoje divulgado, antecipando o Dia Mundial do Coração, que se assinala em 29 de setembro, mas não foge ao momento atual e alerta que o contexto da pandemia da covid-19 torna o problema ainda mais premente.

Segundo um estudo recente da OMS, entre as vitimas mortais da covid-19 em Itália, 67% tinham hipertensão e em Espanha 43% das pessoas que desenvolveram a doença tinham também outras doenças cardiovasculares.

Para o chefe da Unidade Sem Tabaco da organização, o controlo do tabagismo é essencial na redução das doenças cardiovasculares e, por isso, os governos devem assumir também esse papel.

“Os governos têm uma responsabilidade de proteger a saúde das pessoas e ajudar a reverter a epidemia do tabaco. Tornar as nossas comunidades livres do tabagismo reduz o número de internamentos hospitalares relacionadas ao tabaco, algo que é mais importante do que nunca no contexto da atual pandemia”, sublinhou Vinayak Prasad.

No mesmo comunicado, a OMS acrescenta que os governos podem contribuir através do aumento de impostos sobre o tabaco, da proibição da publicidade e da disponibilização de serviços para ajudar as pessoas a deixar de fumar.

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País

Chegou o outono. Eram 14:31. Traz chuva e trovoada para o Minho

Estações do ano

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Foto: Susana A. Matos / Facebook (Arquivo)

Estamos oficialmente na estação do outono. Eram 14:31 quando ocorreu o equinócio, segundo dados fornecidos pelo Observatório Astronómico de Lisboa.

A estação vai prolongar-se até às 10:02 horas do próximo dia 21 de dezembro, ou seja, por mais 90 dias, e traz chuva e trovoada para a região do Minho nesta terça-feira, segundo as previsões do IPMA.

Para os distritos de Braga e Viana são esperados aguaceiros durante a tarde com possibilidade de alguma trovoada. A temperatura deve oscilar entre os 11 graus de mínima e os 23 de máxima.

Registo ainda para o próximo dia 25 de outubro, quando se dará a mudança para hora de inverno.

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País

Novo Banco: Catarina Martins saúda concordância de Rui Rio com propostas do BE

Política

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Foto: Esquerda.net

A coordenadora do Bloco de Esquerda saudou esta terça-feira a concordância de Rui Rio com a comissão de inquérito e a auditoria ao Novo Banco, mas lembrou que o PSD “foi um dos obreiros da solução” para o BES.

Em Braga, à margem de uma visita ao Instituto de Investigação em Ciências da Vida e Saúde da Universidade do Minho, Catarina Martins disse agora esperar que o PSD “seja consequente” no Parlamento na hora da votação sobre a realização da comissão de inquérito.

“Registamos que, finalmente, o Bloco de Esquerda (BE) não está sozinho em algumas das coisas que tem vindo a dizer ao longo do tempo e isso é importante”, referiu Catarina Martins.

Na segunda-feira, em entrevista ao programa Polígrafo da Sic Notícias, o líder do PSD, Rui Rio, sugeriu que seja realizada uma auditoria ao Novo Banco por uma instituição pública como o Tribunal de Contas (TdC) e disse estar disponível para aprovar a proposta de comissão de inquérito feita pelo BE.

“O PSD foi um dos obreiros da solução para o BES, com o fundo de resolução (…). Ainda bem que o PSD compreende que foi um erro o que se fez até agora no BES e no Novo Banco. Teria sido importante há mais tempo, teria sido importante em 2014 não se ter feito o fundo de resolução”, reagiu a líder do BE, afirmando que essa solução custou “milhares de milhões de euros” aos contribuintes portugueses.

A criação de uma comissão de inquérito sobre o tema irá ser votada na próxima sexta-feira, com propostas no parlamento de PS, BE, Iniciativa Liberal e Chega.

Catarina disse esperar que todos os partidos tenham noção da “absoluta necessidade de perceber o que se está a passar no Novo Banco e de travar o que tem sido a lesão do erário público”, com uma gestão “no mínimo duvidosa”.

Em relação à auditoria, o BE defende que seja feita por uma “comissão pública” constituída pelo Banco de Portugal, a Inspeção-Geral de Finanças e o Tribunal de Contas, de forma a juntar competências legais às competências de investigação.

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