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Alto Minho

Pescadores de Caminha queixam-se de “situação caótica” e pedem ajuda

Covid-19

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Foto: Ilustrativa / Arquivo

O presidente da Associação de Pescadores do Rio Minho e do Mar (APPRMM)disse hoje que a comunidade de Caminha está em situação caótica por não ter como escoar o pescado e apelou ao Governo que tome medidas rapidamente.

“Vemo-nos sem poder pescar a nossa lampreia porque não temos a quem a vender e também não temos um espaço físico onde vender o peixe. Pedimos que o Governo olhe rapidamente para este setor, senão será o caos instalado. Estamos há mais de 15 dias sem ganhar um euro”, afirmou Augusto Porto.

O responsável da associação explicou a comunidade piscatória do concelho de Caminha, no distrito de Viana do Castelo, “depende fundamentalmente” da pesca da lampreia, atualmente sem escoamento.

“Desde sábado, ficámos sem toda a restauração que habitualmente comprava lampreia e que fechou. Os intermediários também deixaram de comprar. Estamos a viver uma situação caótica a nível financeiro para as nossas pequenas empresas e para as cerca de 300 famílias que dependem do sustento do rio”, reforçou.

Augusto Porto adiantou que o encerramento do mercado municipal veio agravar a situação dos pescadores.

“Compreendemos e concordamos inteiramente com o encerramento decidido pela Câmara de Caminha porque o mercado deixou de ter condições, mas ficámos sem local físico para vender o nosso peixe”, lamentou.

O presidente da APPRMM disse ainda que o encerramento da Docapesca, “por razões óbvias de saúde pública”, deixou “toda a comunidade piscatória à deriva”.

“A solução que a Docapesca nos arranjou foi a de sermos nós a comprar o nosso próprio peixe e sermos nós a vendê-lo. Não cabe na cabeça de ninguém, neste momento de pandemia, sermos nós a vender o pescado, de porta em porta, por não termos canais de venda ou local físico para o efeito”, explicou.

Augusto Porto disse que contactou o presidente da Câmara de Caminha, que informou “não ter muitas soluções, porque ainda não estão criadas”.

“Nós não vamos ao mar porque não queremos estragar recursos. Os setores primários, como a pesca, estão sem saber o que fazer”, reforçou.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19, infetou mais de 235 mil pessoas em todo o mundo, das quais mais de 9.800 morreram.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se já por 177 países e territórios, o que levou a Organização Mundial da Saúde a declarar uma situação de pandemia.

Em Portugal, a Direção-Geral da Saúde elevou hoje o número de casos confirmados de infeção para 785, mais 143 do que na quarta-feira.

O número de mortos no país subiu para quatro, com anúncio da morte de uma octogenária em Ovar, feito pelo presidente da câmara local, horas depois de a DGS ter confirmado a existência de três vítimas mortais até às 24:00 de quarta-feira em Portugal.

Portugal encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de hoje, depois de a Assembleia da República ter aprovado na quarta-feira o decreto que lhe foi submetido pelo Presidente da República, com o objetivo de combater a pandemia de Covid-19.

Hoje, o Conselho de Ministros aprovou as medidas que concretizam o estado de emergência, como o “isolamento obrigatório” para doentes com Covid-19 ou que estejam sob vigilância ativa, sob o risco de “crime de desobediência”, a generalização do teletrabalho” para todos os funcionários públicos que o possam fazer, o fecho das Lojas do Cidadão, bem como dos estabelecimentos com atendimento público, com exceção para, entre outros, as mercearias e supermercados, postos de abastecimento de combustível, farmácias e padarias.

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Viana do Castelo

Hospital de Viana do Castelo abre nova área destinada a doentes infetados

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

O hospital de Santa Luzia, em Viana do Castelo, vai contar a partir de terça-feira com uma nova área para receber doentes com covid-19, no piso de especialidades cirúrgicas, informou hoje a administração hospitalar.

Em resposta por escrito a um pedido de esclarecimento da agência Lusa, fonte da conselho de administração da Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM) realçou “não estar esgotada a capacidade instalada da enfermaria já existente para doentes covid-19”.

Em março, a ULSAM informou a abertura das áreas criadas “no departamento de medicina, cuidados intensivos e serviço de urgência” no âmbito do seu plano de contingência.

“A prestação de cuidados está salvaguardada em conformidade com o mesmo, embora esteja sujeito a alterações/ajustes de acordo com a evolução da situação e as orientações emanadas pelas autoridades de saúde”, referiu na altura.

A ULSAM é constituída por dois hospitais: o de Santa Luzia, em Viana do Castelo, e o Conde de Bertiandos, em Ponte de Lima. Integra ainda 12 centros de saúde, uma unidade de saúde pública e duas de convalescença, e serve uma população residente superior a 244 mil pessoas, contando com 2.500 profissionais, entre os quais 501 médicos e 892 enfermeiros.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 940 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 47 mil.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela DGS, registaram-se 209 mortes, mais 22 do que na quarta-feira (+11,8%), e 9.034 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 783 em relação à véspera (+9,5%).

Dos infetados, 1.042 estão internados, 240 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 68 doentes que já recuperaram.

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Alto Minho

Lar em Arcos de Valdevez com três infetados e uma vítima mortal

Covid-19

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Foto: Divulgação / CPSG

O presidente da Câmara de Arcos de Valdevez disse hoje que o lar de idosos do Centro Paroquial e Social de Grade, com quatro casos de covid-19, vai ser desinfetado na sexta-feira, denunciando a “falta” de testes na região Norte.

“Desinfeção às instalações do lar está prevista para a tarde de sexta-feira. É essa a informação que temos. No entanto, a operação poderá ficar sem efeito se os resultados dos testes feitos a utentes e funcionários alterarem a situação atual”, afirmou hoje à Lusa, João Manuel Esteves.

Na terça-feira, à Lusa, João Manuel Esteves disse estarem confirmados quatro casos da doença causada pelo novo coronavírus, sendo que uma utente morreu, na véspera, no hospital de Santa Luzia, em Viana do Castelo”.

“Hoje não temos nenhuma informação oficial sobre a evolução da doença no lar de idosos do Centro Paroquial e Social de Santa Maria de Grade referiu.

O autarca social-democrata afirmou que “há falta de testes na região Norte”, a zona do país mais afetada pelo surto do novo coronavírus.

“Há falta de testes na região Norte. Por isso é que os testes são feitos aos bocados. Deveriam ser feitos de uma vez, a todos os utentes e funcionários, para que depois serem definidas orientações claras de ataque o problema”, sustentou.

Além dos testes à covid-19, João Manuel Esteves reclamou também “mais rapidez na divulgação resultados”.

“Os testes têm de ser feitos de forma mais eficaz. Os resultados tem de ser conhecidos mais rapidamente para se poder atuar”, argumentou.

O autarca acrescentou que os 39 utentes e cerca de 20 funcionários do lar “começaram a ser testados na segunda-feira, sendo que hoje de manhã foram realizados os últimos” exames.

“Fica-se muito tempo à espera, um tempo que pode ser crucial para travar o contágio”, disse.

Segundo os dados que constam da Carta Social, disponível na página oficial do Gabinete de Estratégia e Planeamento (GEP) na Internet, as oito estruturas existentes no concelho de Arcos de Valdevez dispõem de uma capacidade total para acolher 309 idosos.

De acordo com o documento do GEP, estrutura do Ministério Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, com dados relativos a 2018, hoje consultado pela Lusa, no distrito de Viana do Castelo funcionam 65 lares, com uma capacidade total para 2.563 idosos.

Os últimos dados oficiais sobre esta resposta social referem que o total de utentes integrados nestes equipamentos é de 2.434 utentes.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 940 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 47 mil.

Dos casos de infeção, cerca de 180.000 são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 209 mortes, mais 22 do que na quarta-feira (+11,8%), e 9.034 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 783 em relação à véspera (+9,5%).

Dos infetados, 1.042 estão internados, 240 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 68 doentes que já recuperaram.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março, tendo a Assembleia da República aprovado hoje o seu prolongamento até ao final do dia 17 de abril.

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Alto Minho

Ativado plano municipal de emergência e proteção civil de Monção

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

A Câmara de Monção ativou o seu o Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil (PMEPC) dada a “previsível evolução” da pandemia de covid-19 “e a necessidade de prevenir os seus efeitos na população”.

Segundo fonte autárquica, trata-se do primeiro plano municipal a ser ativado no distrito de Viana do Castelo.

A decisão foi comunicada, pela câmara presidida por António Barbosa, através da página oficial da autarquia no Facebook.

Na publicação, o município explica que a implementação daquele plano resultou de uma reunião, na terça-feira, da Comissão Municipal de Proteção Civil (CMPC).

“Esta decisão, objeto de grande reflexão e ponderação no seio da CMPC, vem formalizar todo o trabalho efetuado, até agora, no âmbito da prevenção e contenção do covid-19, legitimando o desenvolvimento de ações futuras e a concretização eficaz do seu cumprimento, de forma a apoiar e proteger os munícipes. A ativação do plano implica o estado de prontidão operacional de todos os agentes de proteção civil e serviços previstos no PMEPC”, destaca a nota.

A ativação do PMEPC “já foi comunicada à Autoridade Nacional de Emergência da Proteção Civil (ANEPC), tendo ainda sido informadas as juntas de freguesia do concelho e os concelhos limítrofes de Melgaço, Valença, Arcos de Valdevez e Paredes de Coura”.

Segundo a autarquia de Monção, “desde o início da pandemia, decretada pela Organização Mundial de Saúde, no dia 11 de março, foram aprovadas, no seio da CMPC, várias medidas de contenção e prevenção da covid-19, umas com alcance público e outras com uma abordagem mais técnica”.

O município apontou, entre outras, a criação de linhas de apoio (social e empresas e trabalhadores), acolhimento de filhos, ou de outros dependentes, até aos 12 anos, de trabalhadores de serviços essenciais, cuja mobilização para o serviço ou prontidão obste a que prestem assistência aos mesmos, a desinfeção das vias públicas, entrega de alimentação ao domicílio às crianças com acompanhamento regular dos Serviços de Ação Social.

Foram “ainda definidos locais de isolamento social para doentes, com necessidades de vigilância e cuidados médicos, foi criado um posto de acolhimento temporário, com 13 salas, no pavilhão da Escola Secundária de Monção, a pouco metros do Centro de Saúde de Monção, no Serviço de Urgência Básica (SUB) está instalada um espaço para acolhimento e triagem, criando corredores de segurança, um para profissionais de saúde, outro para infetados com covid-19”.

“No SUB, foi ainda criada uma ala para separação dos doentes com patologias respiratórias e, no estacionamento coberto, foram montadas tendas, servindo como áreas limpas e de descontaminação”, sustenta autarquia.

Estão ainda “identificados locais para isolamento profilático de profissionais de saúde, forças de segurança, forças de proteção e socorro, e utentes das IPSS e definidos vários locais (bungalows, sedes de associações, centros e residências paroquiais), considerando-se também, caso seja preciso, os edifícios escolares encerrados temporariamente”.

“Numa fase posterior, mediante a evolução do vírus, poder-se-á ainda recorrer ao alojamento privado, estando devidamente sinalizadas três estruturas hoteleiras com uma capacidade total de 153 camas”, sublinha a publicação.

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