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Alto Minho

Pescadores de Caminha alertam para perigos do assoreamento da barra

Associação de Pescadores de Vila Praia de Âncora

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Foto: DR

O presidente da Associação de Pescadores de Vila Praia de Âncora, em Caminha, disse hoje que “os acidentes e a morte espreitam” a cada saída e entrada no portinho pesca, que “não é desassoreado há vários anos”.


“Os riscos que corremos a cada dia de faina são enormes. Há anos que não é feita qualquer dragagem e nunca foi feita uma intervenção de fundo no portinho de Vila Praia de Âncora. Fazem sempre desassoreamentos parciais que não resolvem o problema”, afirmou hoje à agência Lusa, Vasco Presa.

O assoreamento no portinho de Vila Praia de Âncora, no concelho de Caminha, que hoje conta com pouco mais de vinte embarcações de pesca tradicional e uma centena de pescadores, é um problema recorrente.

Após vários anos de reivindicações, o Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos gastou, no primeiro semestre de 2013, mais de 400 mil euros para dragar aquela barra.

Contudo, em junho desse mesmo ano, cerca de quinze dias depois de concluída a operação, a barra já se encontrava novamente assoreada, problema que os pescadores afirmam dever-se também à configuração do portinho, construído há cerca de uma década.

O problema arrasta-se até hoje e, segundo Vasco Presa, “levanta muitas limitações à atividade dos pescadores, que só podem operar quando estão reunidas as condições de segurança para a saída e entrada das embarcações”.

“Não podemos fazer as marés de mar que seriam desejáveis. Vamos menos vezes ao mar e com muitas limitações. Veja o que é termos de interromper a faina para podermos entrar em segurança, quando precisávamos de estar mais horas no mar. O peixe tem a suas lógicas e suas complexidades para ser capturado, não pode ser pelo nosso relógio ou vontade”, explicou.

Questionado sobre as ações que os pescadores tencionam tomar para alertar para a situação, Vasco Presa disse que podem vir passar pelo “boicote às vendas ou pela exigência da suspensão de rendas de armazéns de aprestos”.

“São encargos grandes que os pescadores com esta situação têm dificuldade em suportar. Estamos a falar de encargos mensais a rondar os 500 euros”, especificou.

Contactado pela Lusa, o presidente da Câmara de Caminha, Miguel Alves confirmou que a barra se encontra “completamente assoreada”.

“É um perigo. Há anos que ando nessa luta. Já há um procedimento feito no âmbito da sociedade Polis Litoral Norte, mas falta adjudicar porque não há garantia financeira da parte da Direção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos, tutelada pelo Ministério do Mar. Só há dinheiro do Ministério do Ambiente. Desde a aprovação do Orçamento de Estado que estamos à espera de que a verba, prometida desde o ano passado, seja disponibilizada. Enquanto não é, o procedimento não avança e o portinho está um perigo”, referiu.

O autarca socialista adiantou que “os pescadores de Vila Praia de Âncora estão a arriscar a vida sempre que saem e voltam do portinho por causa de uma burocracia que teima em não se tornar realidade”.

“E o perigo vai aumentar com a chegada dos turistas, menos experientes e pouco conhecedores da barra, que vem para usar os seus barcos em lazer. Das duas, uma: ou se faz o desassoreamento ou se fecha o porto e compensa os pescadores”, defendeu.

A Lusa questionou a sociedade Polis Litoral Norte, mas não obteve resposta até ao momento.

Estima-se que a atividade piscatória envolva perto de 200 pessoas em Vila Praia de Âncora, da pesca propriamente dita à venda e ou à restauração.

A operação de desassoreamento do portinho de Vila Praia de Âncora foi considerada como prioritária, em 2012, pela secretaria de Estado do Mar, por a situação condicionar a atividade piscatória.

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Alto Minho

Monção vai requalificar 17 quilómetros de rede viária

Obras públicas

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Foto: DR / Arquivo

A Câmara de Monção vai investir 1,3 milhões de euros a requalificar mais de 17 quilómetros de rede viária municipal, em 12 freguesias, para garantir “uma circulação mais segura e facilitar o acesso às habitações”, informou hoje a autarquia.


“A requalificação destes traçados rodoviários reflete um passo importante para quem reside naquelas áreas do concelho, assegurando-lhes uma circulação mais segura e fluída, assim como melhores condições no acesso às habitações. Pode, também, contribuir para a fixação das pessoas nos seus locais de origem ou para a atração de novos moradores”, afirmou o presidente da câmara, António Barbosa, citado numa nota hoje enviada às redações.

No documento, a autarquia do distrito adiantou que, “neste momento, sete obras públicas na rede viária municipal estão em condições de avançar no terreno”.

“Em conjunto, os investimentos, contratualizados e prontos a iniciar-se representam um valor global próximo de 1,3 milhões de euros, decorrendo em 12 freguesias do território, num total ligeiramente superior a 17 quilómetros de extensão”, sustenta.

As intervenções agora anunciadas têm ainda um objetivo de valorização turística do território, “particularmente, nas zonas de montanha, com espaços verdes e águas refrescantes, cada vez mais procuradas pelos turistas”.

“A melhoria dos acessos poderá levar também à afirmação dos valores naturais, patrimoniais e gastronómicos das freguesias, bem como à valorização das estruturas existentes e à eventual concretização de novos empreendimentos capazes de atrair mais gente”, referiu o município.

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Viana do Castelo

El Mundo destaca Viana como local seguro para passar férias

Imprensa internacional

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Foto: El Mundo

O jornal espanhol El Mundo destacou Viana do Castelo como um dos dez locais em Portugal onde os espanhóis podem dar uma escapadinha nas férias.


A explorar locais favoráveis, Portugal beneficiará de um corredor e de abertura de fronteiras com nuestros hermanos a partir do próximo dia 01 de julho, e o El Mundo recomenda a princesa do Lima.

Depois de recomendar outras nove cidades portuguesas, maioritariamente no Sul e zona Oeste do país, o El Mundo termina a viagem no estuário do Lima, onde encontram a “renomeada” Viana do Castelo.

“Aqui convém subir à basílica de Santa Luzia, que coroa a cidade, para desfrutar das vistas do litoral português”, começa por destacar a publicação.

Aconselha ainda a passear “sem rumo” no centro da cidade, onde as ruas levam até à Praça da República. Recomendam ainda as praias, que, dizem, “não faltam” na zona. Destacam ainda o Forte do Paço e a praia de Afife.

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Alto Minho

Alto Minho “completamente desiludido” com falta de mais passagens para a Galiza

Covid-19

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Foto: CM Vila Nova de Cerveira / Facebook

O presidente da Câmara de Vila Nova de Cerveira disse hoje estar “completamente desiludido” com os governos de Portugal e Espanha por “desvalorizarem” o impacto da reposição de fronteiras nos municípios portugueses e galegos banhados pelo rio Minho.


“Lamentamos a descoordenação dentro do governo e entre governos, mas lamentamos ainda mais a desvalorização que fazem da situação concreta da região de fronteira do rio Minho, sistematicamente prejudicada por políticas centralistas dos sucessivos governos que não atendem às justas reivindicações das populações de fronteira, ignorando ou desconhecendo a realidade local”, afirmou Fernando Nogueira, citado numa nota enviada à imprensa.

O autarca, que é também vice-diretor Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial (AECT) Rio Minho, lamentou ainda o facto de o assunto não ter sido abordado na reunião do Conselho de Ministros, na quinta-feira.

“Estamos completamente desiludidos”, frisou.

Fernando Nogueira disse esperar “uma minimização desta injustiça”, e reforçou que a luta dos municípios da raia vai continuar, “por ser justa”.

O controlo das fronteiras terrestres com Espanha está a ser feito desde as 23:00 do dia 16 de março em nove pontos de passagem autorizada devido à pandemia de covid-19.

Atualmente, no distrito de Viana do Castelo, a ponte nova sobre o rio Minho, que liga as cidades de Valença e Tui, é o único ponto de passagem autorizado para trabalhadores transfronteiriços e transporte de mercadorias.

A reabertura das fronteiras entre Portugal e Espanha está prevista para 01 de julho.

Para o diretor do AECT Rio Minho, Uxio Benitez, citado na mesma nota enviada às redações, sublinhou que, “mesmo que ambos os governos avancem ou não com o dia 22”, os dois países “estão a falar de abertura total das fronteiras com caráter geral para o turismo”.

“Os governos não entendem, nem conhecem que antes dessa abertura para os turistas estão os trabalhadores transfronteiriços e a cidadania transfronteiriça. Aquele trabalhador que tem que percorrer 100 quilómetros a mais ou aquele comerciante que não pode abrir porque não podem passar os seus clientes. Precisamos de uma solução imediata, pois esta é uma situação injusta”, sustentou.

O primeiro-ministro, António Costa, desvalorizou na quinta-feira “alguns anúncios unilaterais” do governo espanhol, que já foram desmentidos, sobre a reabertura das fronteiras com Espanha, considerando que “está tudo esclarecido” e que “está reposta a normalidade”.

O Governo espanhol esclareceu na quinta-feira que a abertura das fronteiras à “mobilidade internacional segura” terá lugar a partir de 01 de julho e não a 22 de junho, como tinha indicado a ministra do Turismo, uma mudança de posição de Madrid depois de Lisboa ter pedido “esclarecimentos” e manifestado estar “surpreendido” com as declarações da responsável governamental.

Na quarta-feira, presidentes de câmara portugueses e galegos de municípios banhados pelo rio Minho exigiram a reabertura “imediata” de mais três pontos entre Portugal e Espanha de forma a corrigir o que dizem ser uma injustiça dos dois Estados.

Doze dos 14 autarcas portugueses e galegos com municípios localizados ao longo de 70 quilómetros do rio Minho realizaram uma ação de protesto conjunta no meio da ponte internacional da Amizade, que liga Vila Nova de Cerveira, no distrito de Viana do Castelo, a Tomiño, na Galiza, em Espanha, encerrada desde a reposição de fronteiras entre os dois países.

Do lado português participaram os autarcas de Melgaço (PS), de Monção (PSD), Valença (PSD), Paredes de Coura (PS) e Vila Nova de Cerveira (movimento independente), tendo faltado apenas Caminha(PS). Do lado espanhol marcaram presença os sete autarcas de A Guarda, O Rosal, Tominõ, Tui, Salvaterra do Miño, As Neves e Arco. Não marcaram presença os autarcas de Crecente e Caniza.

Portugal contabiliza pelo menos 1.465 mortos associados à covid-19 em 33.969 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS) divulgado hoje.

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