Seguir o O MINHO

País

Peregrinação em Fátima começa hoje sem peregrinos pela primeira vez na história

Covid-19

em

Foto: DR / Arquivo

A peregrinação internacional de maio começa hoje à noite, em Fátima, naquela que será uma celebração “atípica” face à pandemia da covid-19, não contando com peregrinos pela primeira vez na sua história.


A peregrinação, que decorre hoje e quarta-feira, vai realizar-se, de forma inédita, sem peregrinos no recinto do Santuário de Fátima, na sequência das decisões do Governo face à pandemia da covid-19.

As celebrações, que começam às 21:30 de hoje, vão contar apenas com a presença de pessoas diretamente implicadas nos diferentes momentos celebrativos e, a somar-se aos apelos do Santuário às pessoas para ficarem em casa, a GNR está desde sábado a impedir o acesso de peregrinos a Fátima.

Face à situação “atípica”, o Santuário de Fátima pediu aos peregrinos que, não podendo estar presentes, peregrinem “com o coração”, desafiando-os a acender uma vela na noite de hoje, nas janelas das suas casas, por forma a repetir “um dos gestos mais icónicos de Fátima”.

A peregrinação de maio vai decorrer a partir da Capelinha das Aparições, com transmissão em www.fatima.pt, assim como no canal de Youtube e na página de Facebook do Santuário.

Hoje, após a oração do rosário, seguir-se-á a Procissão de Velas, desta feita num trajeto mais curto.

No dia 13, quarta-feira, a oração do rosário começa às 09:00, na Capelinha das Aparições, seguindo-se a celebração da missa, presidida pelo cardeal António Marto, bispo de Leiria-Fátima, terminando as celebrações com a Procissão do Adeus.

Anúncio

País

Empresários contra medidas restritivas: “São incoerentes e prejudicam as empresas”

Covid-19

em

Manifestação em Guimarães. Foto: Rui Dias / O MINHO

A CIP – Confederação Empresarial de Portugal considerou hoje que as medidas anunciadas no sábado pelo Governo para conter a pandemia “não são consistentes, ponderadas e não estão sequer cientificamente fundamentadas”, prejudicando as empresas e o país.

“As medidas restritivas que atingem os próximos dois fins de semana, a que se junta a tolerância de ponto para alargar esses fins de semana até aos feriados de 1 e 8 de dezembro, traduzem-se num forte condicionalismo em relação a oito dias completos”, refere a CIP em comunicado.

“A situação é agravada pelo encerramento das escolas em 30 de novembro e em 7 de dezembro, o que implica um problema adicional para centenas de milhares de pais que terão de assegurar a necessária assistência aos filhos”, acrescenta.

Para a confederação, “o anúncio do Governo é tanto mais grave quanto se recomenda e remete para as empresas a possibilidade de “suspenderem a laboração” nestes dias [30 de novembro e 7 de dezembro]”.

“Numa situação de quebra dramática dos rendimentos, o país não pode dar-se ao luxo de perder tantos dias de produção, não existindo qualquer base científica que justifique o encerramento generalizado das empresas”, diz a associação de empregadores.

O Governo anunciou no sábado as medidas de contenção da pandemia da covid-19 para o novo período de estado de emergência, que vigorará entre as 00:00 de terça-feira, 24 de novembro, e as 23:59 de 8 de dezembro.

O recolher obrigatório continuará a vigorar nos concelhos com maior risco de transmissão do novo coronavírus entre as 23:00 e as 05:00 nos dias úteis e, para um grupo de municípios mais limitado (127), entre as 13:00 e as 5:00 nos fins de semana e nos feriados de 01 e 08 de dezembro.

Nas vésperas dos feriados, os estabelecimentos comerciais vão estar encerrados a partir das 15:00 nestes 127 concelhos.

Em todo o território continental será proibido circular entre concelhos entre as 23:00 de 27 de novembro e as 05:00 de 02 de dezembro e entre as 23:00 de 04 de dezembro e as 23:59 de 08 de dezembro.

Nas vésperas dos feriados não haverá aulas e a função pública terá tolerância de ponto. O Governo apelou ao setor privado para dispensar também os trabalhadores nestes dois dias.

“Num momento tão difícil como o que vivemos, é fundamental que o Governo perceba que as empresas portuguesas têm compromissos a honrar — com trabalhadores e com clientes — e o cumprimento dessa responsabilidade é determinante para Portugal”, contrapõe a CIP, considerando que “se as empresas fecharem, uma parte vital do país fecha com elas”.

“Temos de evitar este cenário a todo o custo”, defende, apontando que “deveriam ter sido equacionadas outras soluções” como “a celebração das efemérides à segunda-feira”.

No comunicado, a CIP afirma também que o nível de apoios do Estado às empresas portuguesas continua, “além de muito demorado, também muito aquém daquele de que dispõem as suas congéneres europeias”.

“A ajuda do Governo às empresas não pode ser por episódios e fatiada. Tem de ser imediata, forte e bem pensada”, sustenta.

Depois de salientar que “a CIP e as empresas portuguesas continuam totalmente empenhadas na luta nacional contra a covid-19”, a confederação indica que “o envolvimento dos parceiros sociais na tomada de decisões é absolutamente fundamental, já que acrescenta às decisões o necessário conhecimento concreto dos problemas”.

“Lamentavelmente, as decisões tomadas ontem pelo Governo carecem deste respaldo e fundamentação”, afirma.

Continuar a ler

País

Sociedade médica pede ‘Via verde’ oncológica para travar mortalidade

Covid-19

em

Foto: DR

A presidente da Sociedade Portuguesa de Oncologia (SPO), Ana Raimundo, defende a criação de uma ‘via verde’ no tratamento do cancro e a libertação dos médicos de família no acompanhamento da covid-19 como estratégias contra o aumento da mortalidade.

“Os médicos de família devem ser libertados desse trabalho ligado à covid-19 para os centros de saúde para fazerem as consultas aos seus doentes. Depois, no caso dos doentes oncológicos, devia haver nos hospitais a ‘via verde’ oncológica”, afirmou à Lusa a dirigente da instituição, que alertou para a redução drástica do número de novos diagnósticos e de primeiras consultas em oncologia com a chegada da pandemia a Portugal.

Os números de um inquérito promovido pela SPO aos serviços de oncologia médica de todo o país, apresentado hoje no 17.º Congresso Nacional de Oncologia e que avaliou o impacto inicial da pandemia em Portugal entre março e abril, apontaram para uma quebra de 60 a 80 por cento dos novos diagnósticos de cancro. Para Ana Raimundo, o impacto desta realidade será bastante visível dentro de alguns anos.

“Estes diagnósticos que não são feitos em tempo útil serão feitos mais tarde e em fase mais avançada de doença, portanto, com menor potencial de cura e tratamentos mais complicados. Podemos prever que, sendo estes tumores diagnosticados em fases mais avançadas, vá haver dentro de três, quatro ou cinco anos um aumento da taxa de mortalidade por cancro”, explicou.

Sublinhando a sua preocupação com o que ocorre “a montante dos hospitais”, a presidente da SPO enfatizou que muitos dos diagnósticos passavam pelos médicos de família nos centros de saúde e que, por isso, devem deixar de ser “desviados para os serviços covid” e retomarem o acompanhamento dos seus doentes.

“Não estão nos centros de saúde, não fazem as consultas, nos doentes com suspeita de diagnóstico não são pedidos os meios complementares e, portanto, não é feito o diagnóstico”, sintetizou.

Consequentemente, a criação de uma ‘via verde’ para o cancro que permita agilizar o tratamento de doentes em tumores mais agressivos e de rápida evolução pode, no entender de Ana Raimundo, ser importante no combate à doença e já levou inclusivamente a ideia até aos diferentes partidos políticos.

“Nós já tivemos algumas reuniões com grupos parlamentares para demonstrar esta nossa preocupação com este atraso de diagnóstico de cancros, e também estamos em articulação com a coordenação nacional para as doenças oncológicas, um órgão consultor do Ministério da Saúde. Acham uma ideia interessante”, confessou, embora a sua execução prática tenha um prognóstico mais reservado.

Portugal contabiliza pelo menos 3.824 mortos associados à covid-19 em 255.970 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim da Direção-Geral da Saúde (DGS).

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Continuar a ler

País

Cáritas Portuguesa vai lançar base de dados sobre assistência social em Portugal

Solidariedade

em

Foto: DR

A Cáritas Portuguesa conta ter disponível “o mais tardar em fevereiro” uma base de dados com informação sobre pedidos de apoio no país, esperando que esta seja um instrumento de combate à pobreza e de apoio a políticas públicas.

Em declarações à Lusa, a propósito da reunião do Conselho Geral que decorreu no sábado, o presidente da instituição, Eugénio Fonseca, adiantou que o orçamento aprovado para 2021 prevê a criação de uma plataforma de informação sobre os pedidos de assistência às Cáritas Diocesanas, um instrumento “que está a faltar no país”.

A atualização poderá ser mensal ou a cada 15 dias e o grande desafio, segundo Eugénio Fonseca, é conseguir que esta plataforma chegue às paróquias e seja atualizada também por elas.

“Gostaríamos de chegar às paróquias, porque nós temos um falha na Cáritas. Os números que vamos dando, e já são muito significativos, são das Cáritas Diocesanas. Se as paróquias estivessem integradas, teríamos a base mais universal em Portugal, dada a capilaridade dos atendimentos da igreja católica”, disse.

A plataforma “está praticamente pronta” e aguarda licenciamento para salvaguardar questões de proteção de dados, uma vez que apenas a informação mais genérica, como o número de pedidos por região, idade das pessoas que pedem assistência, a sua situação laboral e de rendimentos, entre outras, vão estar disponíveis para consulta por todos. A informação pessoal é reservada a quem tiver autorização para consulta e introdução desses dados.

A rede de informação pretende ajudar a direcionar medidas para onde elas realmente são necessárias, frisou Eugénio Fonseca.

Neste momento, disse, os pedidos de assistência estabilizaram em algumas zonas e continuam a crescer noutras, mas a grande preocupação é com o primeiro trimestre de 2021, quando se pode sentir um acréscimo repentino no desemprego devido ao término dos apoios a empresas.

Eugénio Fonseca entende que “já está a tardar” a definição dos apoios europeus e espera que o Estado ajude os desempregados a evitar situações de pobreza e desproteção, sugerindo, por exemplo, que possam obter rendimentos no desempenho de “tarefas socialmente úteis”, como o apoio à terceira idade, a limpeza de florestas ou a reabilitação urbana.

É ainda sugerido que as pessoas com muito baixos rendimentos paguem à Segurança Social uma “taxa simbólica”, que lhes permita manter a ligação ao Estado social e não comprometa a sua situação de descontos com efeitos futuros nas reformas e pensões.

A situação financeira da Cáritas Portuguesa é outra preocupação para o próximo ano, uma vez que se não houver novamente a possibilidade de realizar o peditório público nacional as contas da organização ficam comprometidas.

“Ficou em suspenso se este ano voltaremos a ter ou não a possibilidade de voltarmos a realizar o peditório público, porque o ano passado não foi possível e isso fez-nos muita diferença”, disse o presidente da Cáritas Portuguesa, que frisou a necessidade de recolher donativos e de apostar em meios como transferências bancárias ou outros métodos informatizados, que não impliquem deslocações e proximidade física.

No plano internacional, ainda que a prioridade seja a situação em Portugal, a Cáritas Portuguesa quer continuar a colaboração com países com os quais tem relação, tendo entre as principais preocupações a situação em Cabo Delgado, em Moçambique, no Líbano e no Iraque.

A reunião do Conselho Geral foi também o momento para apresentar a nova presidente eleita da Direção, Rita Valadas, que irá substituir Eugénio Fonseca no cargo, não havendo ainda data para a tomada de posse.

Continuar a ler

Populares