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Perda de trabalho afeta 98 pessoas em cada 100 na área da Cultura

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

Noventa e oito por cento dos trabalhadores da Cultura, questionados pelo Sindicato dos Trabalhadores de Espetáculos, do Audiovisual e dos Músicos (Cena-STE), viram trabalhados cancelados e, 33 por cento, por mais de 30 dias, revelou hoje a organização.

Em termos financeiros, para as 1.300 pessoas que responderam ao questionário, as perdas por trabalhos cancelados representam ainda dois milhões de euros, apenas para o período de março a maio deste ano, de acordo com o Cena-STE (o que indica a perda de um valor médio de receita, por trabalhador, de cerca de 1.500 euros).

O inquérito, realizado já na segunda quinzena de março, no contexto de confinamento, em resposta à pandemia de Covid-19, indica ainda que 85 por cento dos trabalhadores questionados são independentes e não têm qualquer proteção laboral, adianta a estrutura sindical.

O Cena-STE recorda que o setor da Cultura foi dos primeiros a registar uma redução de trabalho a que se sucedeu a supressão total da atividade.

Segundo este sindicato, estes resultados foram dados a conhecer à ministra da Cultura, Graça Fonseca, numa reunião que já lhe fora solicitada antes de terminado o inquérito, e que acabou por se realizar na quarta-feira.

Nesta reunião, o Cena-STE manifestou também a sua preocupação à tutela face à eventualidade de o setor da Cultura ser um dos últimos a retomar em pleno a atividade, ultrapassada a pandemia de covid-19, quer pela garantia das condições de higiene e segurança devidas aos trabalhadores, quer pelas devidas ao público.

Para o Cena-STE, o setor da Cultura vive uma situação “dramática e catastrófica”, pelo que o sindicato gostava também de se reunir com o Ministério do Trabalho, do qual ainda não obteve resposta.

Na reunião com Graça Fonseca, o Cena-STE afirma ter manifestado desacordo em relação ao valor e as condicionantes dos apoios anunciados pelo Governo para o setor.

O Cena-STE considera os valores “manifestamente insuficientes”, uma vez que os montantes perdidos, apenas entre março e maio, pelos 1.300 trabalhadores que responderam ao questionário, dois milhões de euros, duplicam o valor da Linha de Apoio de Emergência às Artes, lançada pelo Governo.

“Note-se que o valor é apenas relativo às respostas válidas”, sublinha o sindicato, referindo-se aos dois milhões de euros, acrescentando que o real “será muito superior” considerando “o total dos trabalhadores de espetáculos, audiovisual e músicos”.

E “maior ainda se a falta de atividade e de vencimento se prolongar para além de Maio”, frisou o sindicato.

O Cena-STE considera por isso necessário “medidas de fundo para todo o setor, que não se alicercem apenas e somente nos apoios à criação artística”, mas que sejam medidas “transversais que garantam que o apoio chega, de facto, a todos os trabalhadores de espectáculos, audiovisual e músicos”.

Para o Cena-STE, a atribuição de um Indexante dos Apoios Sociais (IAS) no valor de 438,81 euros, para os trabalhadores que laboram a recibos verdes, é “substancialmente insuficiente”, e sustenta que “não é aceitável” que os trabalhadores do setor sejam discriminados ao verem limitado, “a um valor abaixo do limiar da pobreza”, o apoio que podem receber.

“O correto será que tanto os trabalhadores independentes como os trabalhadores por conta de outrem recebam as suas remunerações a 100%”, defendem.

O Cena-STE alertou ainda o Ministério da Cultura para situações ilegais de ‘lay-off’, imposição de dias de folga e férias, e a exclusão liminar de muitos independentes, no acesso ao apoio extraordinário, em consequência de lacunas na legislação em vigor.

“Não podemos deixar de concluir que o acesso às medidas extraordinárias para os trabalhadores independentes encontra-se limitado no tempo, é pouco claro na sua execução e chega muito tarde para muitas famílias”, refere o Cena-STE.

Por isso, e por considerar necessárias medidas fundamentais para todo o setor, o sindicato insiste na importância de dotar a Cultura com, pelo menos, um por cento do Orçamento do Estado, e na necessidade de medidas específicas de fomento à retoma do setor.

Medidas de proteção laboral e social para os trabalhadores da Cultura constituem outras das reivindicações do Cena-STE.

Os questionários foram realizados entre 18 e 26 de março e visavam perceber os problemas com que trabalhadores da Cultura se confrontavam face à pandemia de covid-19.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de um milhão de pessoas em todo o mundo, das quais morreram perto de 54 mil.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 246 mortes, mais 37 do que na véspera (+17,7%), e 9.886 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 852 em relação a quinta-feira (+9,4%).

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Vacina da Moderna eficaz contra novas variantes

Covid-19

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO / Arquivo

A empresa biotecnológica norte-americana Moderna anunciou hoje que a sua vacina contra a covid-19 mantém a eficácia contra as variantes britânica e sul-africana do novo coronavírus, consideradas mais contagiosas.

Em comunicado, que cita resultados preliminares, a Moderna sustenta que a sua vacina “mantém atividade neutralizadora” para as variantes do SARS-CoV-2 com origem no Reino Unido e na África do Sul, e já detetadas em Portugal.

Segundo a empresa de biotecnologia, “é esperado que o regime de duas doses” da vacina “proteja contra as estirpes emergentes detetadas até à data”.

O comunicado refere que, em relação à variante britânica, não foi verificado “nenhum impacto significativo nos títulos [níveis de anticorpos] neutralizadores”.

Quanto à variante sul-africana, “foi observada uma redução de seis vezes nos títulos neutralizadores”, mas tais níveis “permanecem acima” dos que “se espera que configurem uma proteção”.

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A Moderna adianta, porém, que, “por precaução”, está a desenvolver uma “variante de reforço” da sua vacina contra a estirpe sul-africana e que irá testar “uma dose adicional de reforço” da vacina para avaliar “a capacidade de aumentar ainda mais os títulos neutralizadores contra estirpes emergentes”.

Os resultados hoje divulgados, que carecem ainda de revisão pelos pares para efeitos de publicação científica, foram obtidos a partir de um estudo ‘in vitro’ que analisou, a partir de soro sanguíneo humano e de macacos, a capacidade da vacina de induzir a formação de anticorpos neutralizadores potentes contra as duas variantes.

Tanto as pessoas, oito ao todo, com idades entre os 18 e os 55 anos, como os macacos foram inoculados com duas doses (as recomendadas) da vacina da Moderna contra a covid-19.

O trabalho foi feito pela empresa de biotecnologia em colaboração com o Centro de Investigação de Vacinas do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas, nos Estados Unidos.

“Estamos entusiasmados com estes novos dados, que reforçam a nossa confiança de que a vacina da Moderna contra a covid-19 deve trazer proteção contra estas novas variantes detetadas”, disse, citado no comunicado, o patrão da Moderna, Stéphane Bancel.

Covid-19: Quase todos os concelhos do Minho em risco extremo (só escapam dois)

A vacina contra a covid-19 da Moderna foi aprovada, para uso condicionado, na União Europeia no início de janeiro. Portugal recebeu as primeiras 8.400 doses desta vacina em meados do mesmo mês.

A pandemia da covid-19 já provocou pelo menos 2.129.368 mortos resultantes de mais de 99,1 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência noticiosa francesa AFP.

Em Portugal, morreram 10.721 pessoas dos 643.113 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A covid-19 é uma doença respiratória causada por um novo coronavírus (tipo de vírus) detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China, e que se disseminou rapidamente pelo mundo.

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Portugal nos países com percentagens mais baixas de população alcoolizada

Cada britânico “embebeda-se fortemente” em média 33 vezes por ano

Foto: DR / Arquivo

O Reino Unido lidera a tabela com maior taxa de população alcoolizada do mundo, enquanto Portugal, Espanha e Colômbia têm as percentagens mais baixas entre os 25 países considerados no relatório da Global Drugs Survey (GDS) hoje divulgado.

No inquérito, feito a mais de 100.000 pessoas de 25 países de todo o mundo entre novembro e dezembro de 2019, antes da pandemia de covid-19, as regiões britânicas da Escócia e da Inglaterra são apresentadas com taxas de alcoolismo que superam em mais de dobro as bebedeiras “graves” em países como Portugal, Espanha e Itália.

Escoceses e ingleses assumem ter-se embebedado “gravemente” até verem afetadas as suas faculdades físicas e mentais, bem como até “chegar a perder o equilíbrio e uma fala racional”, uma média de 33 vezes por ano, o que representa a taxa mais alta entre os 25 países analisados pela empresa de investigação independente.

A zona sul da Europa conta com os dados mais baixos em relação a bebedeiras “fortes”, liderada por Portugal, Itália e Espanha, com uma média de 14 intoxicações alcoólicas “sérias” por ano.

A investigação da GDS analisou o consumo internacional de álcool e de drogas.

O álcool lidera com 94% de consumidores em 2019, seguido pela canábis (64%) e pelo tabaco (60,8%).

A droga menos consumida internacionalmente foi a heroína que, no entanto, é a que mais obrigou a recorrer a tratamento médico de urgência, com mais de 12% da população mundial a necessitar de assistência médica devido ao consumo.

Embora a droga menos consumida internacionalmente seja a heroína, é, no entanto, a que mais necessita de tratamento médico emergencial, com mais de 12% da população mundial a necessitar de uma intervenção médica em decorrência do seu consumo, segundo o estudo.

No relatório é justificado que a posição do Reino Unido na liderança dos países com maior taxa de população alcoolizada se deve a uma “questão cultural”, explicou Adam Winstock, fundador da GDS, com sede em Londres.

“[Os escoceses e os ingleses] veem o álcool como a única forma de diversão e nunca adotaram uma moderação no que respeita à bebida. Muitas outras culturas consideram o álcool como um acompanhamento no evento social e desaprovam a embriague em público. Mas nós, abraçamos frequentemente a bebida como uma identidade cultural”, acrescentou Winstock no estudo.

Noutra investigação realizada pela mesma organização, mas já em 2020, revela que 48% dos britânicos inquiridos afirmou ter bebido mais desde o início da pandemia de covid-19.

Mais de 5% dos menores de 25 anos britânicos também declararam ter procurado tratamento hospitalar depois de se embriagarem, número significativamente maior do que a média mundial, de 2%.

A GDS advertiu para o “perigoso problema” que o consumo de álcool representa para o Reino Unido, que é maior do que qualquer outra droga.

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Quase 70% dos concelhos portugueses em risco extremo

Covid-19

Foto: DR / Arquivo

Quase 70% dos concelhos portugueses estão em risco extremo devido ao número de casos de covid-19, tendo registado uma taxa de incidência acumulada superior a 960 por 100 mil habitantes, entre 05 e 18 de janeiro, segundo dados oficiais.

De acordo com o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS), estão neste patamar 215 dos 308 concelhos portugueses (69,8%).

Na última análise, divulgada a 18 de janeiro, existiam 155 concelhos nestas condições, número que era quase o triplo do verificado na análise anterior.

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