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Famalicão

Penas suspensas por recrutamento ilegal de futebolistas em clube de Famalicão

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O Tribunal de Vila Nova de Famalicão condenou a penas de prisão, suspensas na sua execução, seis antigos dirigentes do Grupo Desportivo de Ribeirão, daquele concelho, por recrutarem ilegalmente futebolistas estrangeiros.


Segundo nota hoje publicada na página oficial da Procuradoria-Geral Distrital do Porto, a pena mais pesada, de três anos e quatro meses, foi aplicada ao antigo presidente do clube Adriano Pereira.

Os seis antigos dirigentes foram condenados pelos crimes de angariação de mão-de-obra ilegal e de falsificação de documento.

Um agente desportivo igualmente arguido no processo foi condenado na pena de 9 meses de prisão, substituída por 270 dias de multa, à taxa diária de 8 euros.

O tribunal considerou provado que os factos ocorreram entre 2007 e 2014, período durante o qual os arguidos membros dos órgãos sociais do clube de futebol, em dois casos com a colaboração do arguido agente desportivo, recrutaram ilegalmente jogadores de futebol estrangeiros, nomeadamente de países sul-americanos e africanos, para posterior contratação e inscrição em provas de futebol organizadas em Portugal.

A ilegalidade relacionava-se com o facto de aqueles jogadores não possuírem autorização de residência ou visto que os habilitassem ao exercício de atividade profissional.

Além disso, a sua inscrição fiscal ou era feita tardiamente ou pura e simplesmente não existia.

Em causa no processo estavam 38 futebolistas, oriundos do Brasil, Mali, Burkina Faso, Bolívia, Nigéria e Guiné-Bissau.

No processo, eram ainda arguidos um segundo agente desportivo, um empresário e o futebolista Ansumane Faty, que foram absolvidos.

Os futebolistas entravam em Portugal na qualidade de “turistas”, com vistos de curta duração, mas acabavam por ficar e ser contratados por vários clubes.

O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), que investigou o caso, apreendeu documentação que dá conta de contratos com ordenados que oscilavam entre os 300 e os 10 mil euros mensais.

Segundo o tribunal, a intenção dos autores do esquema seria, além da fuga aos impostos e às despesas com a legalização, obter “avultados proveitos”, resultantes da transferência dos futebolistas para outros clubes.

Há registos de transferências que terão rendido 25 mil e 70 mil euros.

No aeroporto, perante elementos do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), elementos da direção do Ribeirão assinavam termos de responsabilidade, assegurando que os futebolistas não iam exercer qualquer atividade profissional em Portugal, remunerada ou não.

Posteriormente, os mesmos elementos assinaram os contratos dos futebolistas com o clube.

O Grupo Desportivo Ribeirão “fechou” em agosto de 2005, com uma dívida avaliada em um milhão de euros.

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Ave

Teatro da Didascália estreia “Paisagem Efémera” no dia 23 em Famalicão

Joane

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Foto: Teatro da Didascália

O Teatro da Didascália estreia, dia 23, o projeto “Paisagem Efémera”, um ‘espetáculo-percurso’ de 2,5 quilómetros, com duas horas de duração, durante o qual o público é convidado a descobrir a paisagem e a ‘memória’ de Joane, Famalicão.

“Estamos a trabalhar a partir de um contexto muito local, neste caso sobre a paisagem natural e rural de Joane, mas aproveitamos elementos específicos desta paisagem para debater temas tão globais”, como por exemplo, “as alterações climáticas”, afirmou à Lusa o diretor artístico do projeto.

O nome “Paisagem Efémera” tem a ver com o facto de, “de alguma forma, encararmos a paisagem como uma coisa estanque, que está ali para sempre, mas a verdade é que pode, eventualmente, extinguir-se ou sofrer mutações”, disse Bruno Martins, apontando o caso do degelo da Antártida.

Durante o percurso, o público é convidado “a deambular por entre discursos que ora falam de especificidades da geografia do território, ora das transformações de ordem social e económica que afetam a comunidade”.

“Paisagem Efémera – natural e rural” conta com direção artística de Bruno Martins, tendo como criadores e intérpretes António Júlio, Margarida Gonçalves e Rui Souza. O projeto integra ainda dois formatos de partilha virtual de processos e conhecimento que contribuíram para o processo criativo: Conversas ao Pé da Porta e o ‘podcast’ Áudio Derivas.

Margarida Gonçalves desenvolveu “um projeto relacionado com uma paisagem central de Joane, que é um baldio. Ela reflete sobre esta resiliência das plantas, sobre a forma como ocupam os espaços e como elas, depois de nós desaparecermos, persistem e ficarão a ocupar os espaços que deixaremos devolutos”.

Bruno Martins explica que “foi importante para o trabalho desta criadora, as ervas que cresceram nas ruas durante a pandemia, durante a quarentena, em que estivemos em casa”, “a quantidade de ervas e ervinhas que cresceram por todos os lados, porque as pessoas e os carros não passavam por lá”.

Um outro criador, António Júlio, abordará o rio Pele, “um rio que é praticamente impercetível em Joane, apesar de ser muito importante, por exemplo, para a indústria local – deu até o nome a uma fábrica muito conhecida de Famalicão”.

Nas palavras de Bruno Martins, é “um rio importante porque fornece precisamente a água para a ETAR da referida fábrica, atravessa e divide a vila, mas ao mesmo tempo é quase invisível e impossível aceder-lhe”.

“De alguma forma, queremos fazer emergir este rio, dar-lhe visibilidade e falar da forma como o tratamos”, sublinhou.

Este percurso “vive de memórias, que vamos revisitar e transpor, através do que denominamos de paisagem sonora, que evidencia alguns aspetos e memórias muito particulares da vila, como, por exemplo, uma antiga feira que foi deslocada do centro para fora. As pessoas poderão de forma sonora ‘revisitar’ essa feira”, disse.

De acordo com Bruno Martins, haverá ainda tempo para um trabalho sobre procissões desaparecidas, que será desenvolvido pelo músico Rui Souza.

“Rui Souza irá trabalhar na igreja de Joane, num órgão de tubos, explorando cantos de procissões que, entretanto, se extinguiram. Será um trabalho sonoro, entre a música experimental e o ressoar daquele órgão de tubos”, explicou.

Por sua vez, Bruno Martins desenvolveu um trabalho mais “discursivo”.

“É uma espécie de prólogo do percurso e é no formato de apresentação de candidatura a presidência de junta de freguesia. Aproveito esse discurso para falar/evidenciar questões importantes do ponto de vista social e urbanístico da vila. São o resultado de uma série de entrevistas a moradores da freguesia sobre o que gostariam para a vila. Será um discurso mais ou menos absurdo e irónico sobre a proposta deste candidato à presidência de junta”, sustentou.

No fundo, acrescentou, “o público fará este percurso de paisagem em paisagem, espaço em espaço, e vai-se deparando com estas visões e interpretações deste território por diferentes artistas”.

No final desta viagem, por entre casas, ruas, baldios, rio e igreja, pretende-se que o público reflita sobre a sensação de fragilidade e efemeridade do planeta, evidenciada pela situação pandémica que vivemos.

O Teatro da Didascália criou um grupo de boleias no Facebook para facilitar a deslocação dos seus espectadores para Joane, que podem oferecer ou procurar transporte de forma segura e ambientalmente consciente. Para aderir ao grupo de boleias, basta seguir o seguinte link: www.facebook.com/groups/boleiasteatrodadidascalia/.

O espetáculo estará em cena entre 23 e 25 de outubro, às 21:00. O ponto de partida do percurso é na Cindinha Bulk Store (Av. Pedro Hispano 83-3, 4770-277 Joane, junto à Igreja de Joane).

As reservas podem ser efetuadas através do ‘e-mail’ [email protected] ou do número 924 305 850.

O preço é de quatro euros, por pessoa.

A lotação do espetáculo é de 30 pessoas por récita, estando salvaguardadas todas as medidas preventivas relativamente à covid-19.

A companhia aconselha o público a levar água, roupa quente e calçado confortável.

As referências mais antigas à freguesia de Joane, em Vila Nova de Famalicão, datam do ano de 1065, ainda antes do período da formação da nacionalidade.

A história desta vila, que pulsava em livros e páginas de jornais antigos, gerou um impulso criativo para ampliar “o que sempre esteve à vista de todos” e criar esta dramaturgia para o espaço público.

A apresentação do espetáculo esteve agendada para maio, mas, devido à pandemia de covid-19, foi adiada para este mês.

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Ave

Atenção, Famalicão: Tentam entrar em casas alegando que vão desinfetar

Junta deixa alerta

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Foto: Ilustrativa / DR

A Junta de Oliveira Santa Maria, em Famalicão, alertou, através da sua página de Facebook, para tentativas de burla naquela freguesia por um casal alegando que pretende desinfetar as casas para aceder ao seu interior.

Trata-se, segundo a autarquia, de “um casal que tenta entrar nas habitações das pessoas com a indicação que pretendem desinfetar as casas e que para isso estão devidamente autorizadas tanto pela junto ou por outro organismo qualquer”.

“Queremos alertar para não permitirem a entrada em suas casas porque essas pessoas não têm qualquer tipo de autorização e só pretendem enganar os mais desprevenidos”, refere a junta.

“Estejam muito atentos e não permitam este tipo de burla”, acrescenta a autarquia, apelando a que, “em caso de necessidade”, seja contactada a GNR de Riba D’Ave (252 980 080) ou a Junta (252 932 889).

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Ave

CITEVE doa 2.500 peças de roupa à associação Juntos Por Famalicão

Para ajudar famílias carenciadas

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Foto: Divulgação / Associação Juntos Por Famalicão

O Centro Tecnológico das Indústrias Têxtil e do Vestuário de Portugal (CITEVE), sediado em Famalicão, doou 2.500 peças de roupa à Associação Junto Por Famalicão que, por seu turno, as fará chegar a famílias carenciadas, foi hoje anunciado.

Entre as peças doadas à associação Juntos Por Famalicão estão calças, camisas, blazers, vestidos, camisolas, entre outras peças, para todas as idades e de ambos os sexos.

A Loja Solidária da associação Juntos Por Famalicão, que funciona desde o dia 11 de setembro, na Rua de António, número 189, loja 5, no centro da cidade, já recebeu todas as roupas, tendo começado a distribuí-las pelas famílias ou pessoas individualmente, que ali se têm deslocado.

“Estamos extremamente gratos ao CITEVE, cujo gesto não tem preço. Estamos a falar de roupa de grande qualidade, que não tinha destino, e que a Associação Juntos Por Famalicão coloca à disposição dos famalicenses que mais precisam”, afirma o responsável da associação, Miguel Lascasas, frisando que “a doação do CITEVE tem um valor enorme porque vai dar algum conforto e alguma qualidade de vida a crianças e adultos que, de outra forma, teriam mais dificuldade em ter roupa para vestir”.

Em comunicado, a associação refere que, ao cabo do primeiro mês de funcionamento, a Loja Solidária já atendeu um total de 69 famílias, que receberam 832 doações, entre peças de vestuário, têxteis-lar, brinquedos, artigos para a cozinha e outros objetos para o lar. Em média, cada família recebeu 12 doações.

Num sentido inverso, também a Loja Solidária tem recebido muitas doações.

O objetivo da Loja Solidária, que está aberta ao público em função do tempo disponibilizado por um grupo de voluntários, é precisamente a doação de roupas, calçado, brinquedos, utensílios domésticos, bem como outros materiais que fazem parte do dia a dia de todos e que, devido à crise gerada pela covid-19, muitas famílias estão com dificuldades em comprar.

A Loja Solidária é uma iniciativa da Associação Juntos por Famalicão, fundada no dia 30 de julho e presidida por Miguel Las Casas.

“Depois de uma primeira fase, com o grupo no Facebook, estamos a aprofundar um trabalho solidário que era necessário em Famalicão, como demonstra o grande afluxo de pessoas à loja que abrimos no centro da cidade”, destaca Miguel Lascasas, citado em comunicado, acrescentando que “estamos perante uma iniciativa da sociedade civil que a população está a receber de braços abertos”.

A associação regista a particularidade de ter nascido num movimento criado na rede social Facebook durante o estado de emergência. Em março último, Miguel Las Casas criou naquela rede social o grupo “Juntos em Vila Nova de Famalicão contra a COVID-19” para apoiar pessoas e instituições famalicenses na resolução de necessidades e problemas provocados pela pandemia. Um julho foi legalizada a associação. Ao longo dos últimos meses o grupo liderado por Miguel Lascasas tem angariado e distribuído doações e proporcionado diferentes tipos de ajudas a pessoas e instituições.

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