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Braga

Pena suspensa para homem que atirou carro contra motociclista em Amares

Foi condenado a quatro anos de prisão

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Foto: O MINHO

O homem que atirou, alegadamente de propósito, o carro que conduzia contra uma mota que seguia em sentido contrário, em 2017, no concelho de Amares, foi condenado a quatro anos de prisão suspensos por igual período.

O juiz-presidente do Coletivo disse, durante a leitura do acordão, que a pena corresponde ao crime de tentativa de homicídio na forma simples e condução perigosa, e salientou que o arguido terá de se sujeitar a um plano de reinserção social e a tratamento ao alcoolismo.

“O Tribunal acredita que se tratou de um ato isolado, devido ao consumo de álcool. Mas não pode voltar a acontecer”, sublinhou, tendo o arguido agradecido e dito que não se repetiria.

O Tribunal, que não aceitou a sugestão da defesa para que fosse considerado inimputável, deu como provados os factos da acusação, a qual dizia que Hugo Rafael Veloso, de Braga, com 37 anos, em julho de 2017, quando guiava, pelas 8h00, um carro numa rua de Dornelas, em Amares, e sem motivo aparente, guinou para a faixa de rodagem contrária, apontando, a viatura para uma motorizada, contra quem embateu, derrubando o condutor.

Este ainda tentou escapar ao embate, desviando-se e raspando nas paredes, mas acabou atingido e ferido, com alguma gravidade, pelo automóvel. O Hugo abandonou o local a pé, sem querer saber da sorte da vítima, que ficou com ferimentos e traumatismos vários, e dores permanentes, tendo andado, algum tempo, numa cadeira de rodas. E teve sorte pois a ambulância chegou logo após a colisão, chamada por transeuntes.

A vítima ficou com cicatrizes em todo o corpo e com dificuldades em mexer o punho e uma perna, já que a queda lhe afetou um joelho.

Acusação

A acusação diz que o arguido sabia que não podia conduzir sob o efeito da canábis e que saiu do local sem acudir ao ferido, mas lembra que, nos últimos anos, evidencia um quadro mental perturbado, com anomalia psíquica, doença de que tem sido tratado. E que, por isso, não mede as consequências dos seus actos.

Assim, e por razões de segurança, o MP requer que seja declarado inimputável e que seja internado numa instituição psiquiátrica para ser tratado, por tempo a determinar.

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