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Legislativas 2022

Pelas ruas de Caminha e Viana, CDS pede votos para dar voz ao Alto Minho

Eleições legislativas

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Francisco Rodrigues dos Santos com um militante em Viana. Foto: Facebook

O presidente do CDS-PP percorreu hoje algumas ruas das cidades de Caminha e Viana do Castelo, assumindo querer voltar a eleger um deputado por aquele círculo para “defender o Alto Minho no parlamento”.

Depois de ter começado o dia em Braga, a caravana centrista rumou durante a tarde às cidades de Caminha e Viana do Castelo, para contactos com a população.

Acompanhado pela cabeça de lista pelo distrito, Joana Mendes, o presidente do CDS-PP entregou canetas e fazia um pedido a quem encontrava maioritariamente nas esplanadas dos cafés e pastelarias locais: “Nós queremos voltar a ter um deputado do CDS para defender o Alto Minho no parlamento”.

E de mesa em mesa ia apresentando a candidata, “uma das mulheres mais talentosas da sua geração”.

Ao megafone, os elementos da Juventude Popular que acompanham a campanha reforçavam, entoando: “Para o Alto Minho mudar, na Joana tens de votar”.

“Nós precisamos novamente de colocar uma voz da direita certa no parlamento em defesa do alto Minho, e a Joana é sem dúvida essa pessoa”, defendeu, já em declarações aos jornalistas.

O líder centrista considerou que manter o deputado eleito pelo círculo de Braga e voltar a eleger o deputado por Viana do Castelo que o partido perdeu nas últimas legislativas, em 2019, são “tarefas claramente ao alcance” do partido, uma vez que apresenta “ótimos candidatos”.

Salientando que “Portugal precisa de virar à direita”, Francisco Rodrigues dos Santos destacou algumas das medidas que o partido defende, como um “modelo de descentralização a sério” e medidas que permitam crescimento económico, “para que estas terras tenham empresas, gerem empregos, para que jovens não sejam obrigados a migrar”.

O CDS quer também “evitar a concentração indevida dos fundos comunitários na administração central em Lisboa” e defende a criação de uma “comissão especifica dos assuntos do mar” no parlamento, para “explorar de forma global e continuada toda a estratégia e um recurso com o potencial que o mar tem na economia”.

Em Caminha, Francisco Rodrigues dos Santos ouviu palavras de apoio de um “militante fundador do PSD” e também de um eleitor de esquerda.

José Silva revelou “admirar muito, muito” o líder do CDS, que tem “recuperado muito bem” o partido, e defendeu um entendimento com o PSD.

“Eu acho que o Francisco se vai coligar com o doutor Rui Rio, que é um homem sério. Ele também o é, e julgo que vão fazer uma boa equipa”, apontou, considerando que “o CDS sempre fez uma boa equipa com o PSD e desta vez também o vai fazer”.

E apontou ser necessário “derrotar a extrema-direita, são muito perigosos”, salientando que o centrista tem um papel nesse sentido.

Mais à frente, outro cidadão, que se assumiu como de esquerda, salientou que o CDS é “uma barreira democrática” para travar a ascensão do “outro” e “o diabo”, numa referência ao líder do Chega, André Ventura.

Aos jornalistas, o presidente do CDS apontou que “os democratas sabem que o CDS sempre foi o pedagogo da direita em democracia, o partido que se reconhece nos valores da doutrina social da Igreja”.

“Sempre rejeitámos direitas sem preocupações sociais, que na agenda de valores sejam iguais ao Bloco de Esquerda e direitas que são fanatistas, antidemocráticas e até demagógicas”, afirmou, referindo que o CDS é “o partido dos equilíbrios da direita, uma direita sensata e social”.

E voltou a garantir que os votos no partido “não serão desperdiçados, são votos úteis para uma nova maioria de direita no parlamento”.

“Sempre que a esquerda falhou, o CDS foi chamado a servir e a salvar Portugal, e estamos uma vez mais disponíveis para o fazer”, garantiu.

“E não estamos interessados em mudar só a cara do primeiro-ministro, estamos interessados em haver uma verdadeiramente mudança de políticas de direita”, defendeu o líder do CDS-PP.

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