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Famalicão

Peça de teatro, em Famalicão, questiona qualidade da democracia

Revisitação de um clássico com mais de três mil anos

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Chama-se ‘Insensatos’ e é uma revisitação de ‘Antígona’ de Sófocles, peça de teatro com mais de três mil anos. Na sua essência, a peça com encenação e dramaturgia de João Castro e elenco da ACE-Escola de Artes questiona a qualidade de vivência democrática em Portugal.

Para ver, hoje e amanhã, às 21:30, no Grande Auditório da Casa das Artes de Famalicão. Bilhetes a 4 euros e a 2 euros para estudantes e Cartão Quadrilátero.

“Os alunos da ACE vão questionar as noções de democracia, entre a justiça democrática e a justiça moral”, refere o encenador, em comunicado. Aliás, João Castro recorda que “as leis e a moralidade são um tema que está na ordem do dia presentemente”.

Poucos dias depois de em Portugal se ter celebrado 45 anos desde a revolução do 25 de abril de 1974, João Castro sustenta que “esta abordagem é muito oportuna”.

O responsável pela encenação e dramaturgia explica que “Insensatos” é uma peça que viaja sempre entre “aquilo que é legal e o que é moral e faz o ponto e situação no que é que as pessoas optam por ficar: se do lado da legalidade e da burocracia, ou se do lado da moralidade e do que está certo do ponto de vista humano”.

Tal como na Antígona de Sófocles, a peça “Insensatos” fala sobre “duas irmãs que perdem dois irmãos, em campo de batalha, a lutarem um contra o outro. Um dos irmãos pode ser sepultado e o outro condenado a não ter sepultura. Mas uma das irmãs decide dar sepultura ao seu irmão mesmo contra as ordens da Cidade (a figura mítica de Creonte)”, refere o mesmo responsável.

João Castro indica que os 23 alunos do 1º ano do Curso Profissional de Artes do Espetáculo-Interpretação da ACE vão dividir-se por dois elencos. Um atuará no dia 2 e outro no dia 3. Inclusive, a figura do Creonte, que João Castro quer ver assumida como Cidade, num dia é masculina e no dia seguinte é “marcadamente feminina”. Esta é a grande novidade nesta versão da Antígona. Num dia, Creonte é masculino e no outro feminino e a dramaturgia vai no sentido de Creonte ser uma governante.

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