PCP questiona Governo sobre fecho de serviços de urgência no Alto Minho

Foto: DR / Arquivo

O grupo parlamentar do PCP questionou o ministro da Saúde sobre as dificuldades e encerramento de serviços da Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM), com “impactos negativos na vida de milhares de utentes”.

No requerimento enviado a Manuel Pizarro, a que a Lusa teve hoje acesso, o deputado João Dias considera que a situação atual da ULSAM é grave, referindo que depois do encerramento do serviço de urgência de cirurgia no hospital de Santa Luzia, em Viana do Castelo, em outubro, durante os fins de semana, a partir de novembro a urgência de medicina interna também fechou aos fins de semana.

No hospital Conde Bertiandos, em Ponte de Lima, continua encerrado, desde outubro, o serviço de urgência de medicina interna.

“Neste quadro já preocupante também os serviços de ginecologia e obstetrícia apresentam insuficiências, obrigando ao encaminhamento de doentes e grávidas para hospitais de outros distritos, nomeadamente, do Porto e Braga”, frisa o PCP.

Para os comunistas, “a ULSAM desempenha um papel central na resposta aos cuidados de saúde na área do distrito de Viana do Castelo, incluindo dois hospitais – Santa Luzia, em Viana do Castelo, e Conde Bertiandos, em Ponte de Lima – e 12 centros de saúde, com um total de 37 unidades funcionais”.

“São mais de 200.000 utentes que veem profundamente comprometido o acesso à saúde, tal como foi denunciado pela recém-constituída Comissão de Utentes da ULSAM”, reforça o partido.

Além das dificuldades e encerramento de serviços, o PCP refere que se mantém “o vazio administrativo na ULSAM depois da demissão de todos os membros do conselho de administração, com a exceção do presidente”.

“Acresce que o atual conselho de administração já deveria ter cessado funções há cerca de dois anos, não existindo, por exemplo, há mais de um ano qualquer responsável pelos cuidados de saúde primários”, lê-se no requerimento enviado ao ministro da Saúde.

Para os comunistas, a situação da ULSAM “exemplifica um modelo desajustado às necessidades do país e do Serviço Nacional de Saúde (SNS)”.

O PCP quer saber como é que o Ministério da Saúde explica que a situação na ULSAM, que “infelizmente se alastrou ao país, tenha atingido este estado tão precário e lesivo para os utentes” e que condições tem para garantir que os serviços de urgência de medicina interna, cirurgia e ginecologia/obstetrícia serão plenamente reabertos em dezembro.

Sobre a atual situação do conselho de administração da ULSAM, o PCP quer ser informado da solução que o Ministério da Saúde tem para pôr fim ao “vazio administrativo”, e quando é que será implementada.

O conselho de administração da ULSAM, cujo mandato terminou em 2019, ficou reduzido a dois elementos, após a renúncia, com efeito a 01 de outubro, da diretora clínica e no final do mesmo mês da enfermeira diretora.

Com aquelas saídas, o conselho de administração da ULSAM ficou reduzido ao presidente, Franklim Ramos, e a uma vogal.

O conselho de administração da ULSAM é composto por cinco elementos, sendo que o lugar ocupado pelo representante dos 10 concelhos do distrito está por preencher desde as últimas eleições autárquicas de 2021.

Até então, o cargo era desempenhado por Rui Teixeira, eleito naquelas eleições presidente da Câmara de Vila Nova de Cerveira.

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