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PCP preocupado com mais uma empresa a despedir em Guimarães: “É inaceitável”

Situação surge após “muitos anos” de resultados financeiros “altamente positivos” na empresa
Pcp preocupado com mais uma empresa a despedir em guimarães: "é inaceitável"
Foto: DR / Arquivo

O Partido Comunista Português (PCP) mostrou hoje preocupação com as “inúmeras” situações de despedimentos no Vale do Ave e questionou o Governo sobre a situação da empresa de calçado Darita, de Guimarães, onde cerca de 70 trabalhadores estão com salários em atraso e empregos em risco.

“É inconcebível que continuem a ser sempre os trabalhadores os primeiros e principais
atingidos quando a taxa de lucro diminui e os detentores dos meios de produção decidem
cortar custos. É ainda mais inaceitável quando estamos perante processos que atingem
famílias inteiras e trabalhadores com muitos anos de empenhamento e esforço para
resultados económicos e financeiros altamente positivos da empresa”, refere o documento enviado à ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social pelo deputado Alfredo Maia.

E acrescentou: “As dificuldades apresentadas como justificação refletem as opções deste Governo e dos anteriores, que, permitindo a caducidade da contratação coletiva limitam a forma como os trabalhadores podem precaver, enfrentar e responder a situações de injustiça laboral e social como a que se relata”.

O deputado questionou a ministra, na mesma missiva, se o Governo tem “conhecimento da existência de algum plano de reabilitação para a empresa em questão que permita a manutenção dos postos de trabalho agora em risco”.

Quis saber ainda se o executivo está a acompanhar o processo para garantir os direitos dos trabalhadores afetados e se foram concedidos apoios públicos ou europeus à empresa em questão.

Por último, o PCP perguntou se estão previstas medidas para salvaguardar a manutenção dos postos de trabalho em risco.

Como O MINHO noticiou, em 01 de setembro, a empresa de São Torcato não retomou a laboração após o período de férias.

Os trabalhadores apresentaram-se, naquele dia, nas instalações da empresa mas as portas estavam fechadas e não tiveram qualquer informação por parte da administração.

Os cerca de 70 trabalhadores da Darita estavam sem receber o salário de julho e o subsídio de férias.

De acordo com o Grupo Santiago, a empresa apresentou em tribunal um processo de insolvência, que deu entrada no passado dia 25 de agosto.

 
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