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País

PCP pede 35 horas semanais e 850 euros de salário mínimo

Economia

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Foto: DR

O secretário-geral do PCP insistiu hoje no aumento do salário mínimo nacional para 850 euros e reivindicou uma redução do horário de trabalho a “todos os trabalhadores” para as 35 horas semanais para combater o desemprego.

Jerónimo de Sousa fez estas reivindicações num encontro com sindicalistas e trabalhadores na sede do PCP do centro Vitória, em Lisboa, sobre os salários, e em que falou, durante 10 minutos, sobre a “ação geral” do partido, sem as ligar ao Orçamento do Estado de 2021.

O aumento do salário mínimo e o “aumento geral dos salários é uma necessidade, é uma emergência nacional”, disse o líder comunista, perante uma plateia de pouco mais de 20 pessoas, separadas entre si devido às medidas sanitárias de combate à pandemia de covid-19.

Para Jerónimo de Sousa, o país precisa da “redução do horário de trabalho para o limite máximo das 35 horas semanais”, que seja aplicado “a todos os trabalhadores”, sejam da administração pública, sejam do setor privado.

Esta medida, justificou, colocaria “a necessidade de centenas de milhar de trabalhadores para cumprir as mesmas horas de trabalho, com igual produtividade”.

Um meio de “combate ao desemprego e na criação de postos de trabalho”, disse.

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País

Confinamento é igual a março, mas a mentalidade das pessoas mudou, diz ministra

Covid-19

Imagem: TVI

A ministra da Saúde considerou hoje que a mentalidade das pessoas é que mudou em relação a março, sublinhando que as regras do confinamento são semelhantes, e apelou à responsabilidade individual para ajudar os profissionais de saúde.

Em declarações aos jornalistas à saída de uma reunião no Hospital Garcia de Orta, em Almada, Marta Temido admitiu que viu com preocupação a forma como os portugueses se comportaram no primeiro fim de semana, desde que entrou em vigor o novo confinamento geral.

“E não vale a pena dizer que são as exceções que justificam os comportamentos. O número de exceções que temos hoje é semelhante ao de março; a mentalidade das pessoas, a reação das pessoas é que é diferente”, considerou.

A ministra da Saúde foi mais longe, referindo que parece haver até um “menor incómodo face aos óbitos, face aos internamentos, face aos contágios” e isso, acrescentou, “não é compatível” com o combate à pandemia da covid-19.

Fazendo um ponto da situação em que todo o sistema de Saúde está “muito próximo do limite”, a governante aproveitou a presença dos jornalistas para pedir o apoio dos portugueses.

“Por favor, fiquem em casa, cumpram e façam cumprir aos outros que estão à vossa volta, porque, senão, não vamos conseguir enfrentar isto”, disse.

O pedido foi feito não só em seu nome e do Governo, mas em nome de todos os profissionais de Saúde que estão na linha da frente no combate e que não podem ser deixados sozinhos.

“Não é só a ministra da Saúde que está aqui a falar, são todos os profissionais de saúde que estão aqui a trabalhar e que também gostariam de estar com as suas famílias, gostariam de ter tido férias, gostariam de ter tido descanso e que nos dizem que não pode haver esta diferença, entre o que uns estão a passar e o que outros estão a demonstrar”, sublinhou.

E acrescentou: “Toda a gente está a fazer sacrifícios, mas precisamos de nos esforçar mais como comunidade para garantir que se separaram as cadeias de transmissão, porque senão não há sistema de saúde que aguente.

Portugal contabilizou hoje 152 mortes relacionadas com a covid-19 nas últimas 24 horas, e 10.385 novos casos de infeção com o novo coronavírus, segundo a Direção-Geral da Saúde (DGS).

O boletim epidemiológico da DGS indica ainda que estão internadas 4.889 pessoas, mais 236 do que no sábado, das quais 647 em cuidados intensivos, ou seja, mais nove, novos máximos em ambos os casos.

Desde o início da pandemia, em março de 2020, Portugal já registou 8.861 mortes associadas à covid-19 e 549.801 infeções pelo vírus SARS-CoV-2, estando hoje ativos 134.011 casos, mais 5.846 do que no sábado.

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País

Marcelo admite agravamento de medidas

Covid-19

Foto: Presidência da República (Arquivo)

O Presidente da República admitiu hoje um agravamento de medidas, considerando que o confinamento não está a ser levado a sério, e declarou-se sujeito ao escrutínio dos portugueses pela gestão política da resposta à covid-19.

“Pode ser necessário ir mais longe no fechamento de atividades que ainda ficaram abertas, como sinal à sociedade”, declarou Marcelo Rebelo de Sousa aos jornalistas no Hospital de Santa Maria, adiantando que, “se for preciso reponderar medidas, o Governo naturalmente terá o apoio do Presidente da República”.

O chefe de Estado e candidato presidencial, que falava após uma reunião com a administração do Centro Hospitalar Lisboa Norte, alertou que a situação das estruturas de saúde “é muito crítica” e apelou uma vez mais aos portugueses para que levem a sério o confinamento que está em vigor desde sexta-feira.

Questionado sobre a sua responsabilidade na gestão política da resposta à covid-19 em Portugal, referiu: “Eu decretei o estado de emergência, e acho que foi decisivo em março. Voltei a decretar em novembro, e acho que foi decisivo. Tenho vindo a renovar”.

“Portanto, como é evidente, assumi a máxima responsabilidade pela gestão da pandemia e, naturalmente, estou sujeito ao escrutínio dos portugueses daqui a oito dias”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, que se recandidata ao cargo nas eleições do próximo domingo com o apoio de PSD e CDS-PP.

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País

Ministra admite: “Todo o sistema de saúde, incluíndo o privado, está próximo do limite”

Covid-19

Foto: DR

A ministra da Saúde admitiu hoje que todo o sistema de Saúde, incluindo Serviço Nacional de Saúde (SNS), setor social e privado e estruturas de retaguarda, está próximo do limite.

“Estamos a pôr todos os meios que existem no país a funcionar, mas há um limite e estamos muito próximos do limite. E os portugueses precisam de saber disso”, afirmou Marta Temido à saída de uma reunião no Hospital Garcia de Orta, em Almada.

Em declarações aos jornalistas, a ministra da Saúde referiu os dados mais recentes da Direção-Geral da Saúde, que revelam 10.385 novos casos de covid-19 nas últimas 24 horas e um novo recorde no número de internamentos, para sublinhar a gravidade da situação epidemiológica no país.

“É um sinal de elevada preocupação”, afirmou, reforçando que a saúde está “numa situação de extremo esforço.

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