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PCP desafia Governo a renacionalizar os CTT

Jerónimo de Sousa

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Foto: DR

O secretário-geral do PCP desafiou hoje o Governo a responder “à chantagem” do “grupo Champalimaud”, retirar-lhe a concessão do serviço postal e renacionalizar os CTT.


A proposta foi feita por Jerónimo de Sousa depois de estar a ouvir, durante mais de uma hora, dirigentes sindicais e representantes dos trabalhadores da empresa traçarem um cenário de atrasos e dificuldades nos CTT e criticarem a distribuição de dividendos de 342 milhões de euros nos últimos anos.

Depois de um ataque ao Governo PSD/CDS pela privatização, o líder comunista atacou a “política de direita” do PS de nada responder ao que considerou “chantagem” da empresa de “abandonar o serviço postal” se o Estado não pagar mais pelo serviço postal, referindo-se a uma notícia do semanário Expresso, no sábado.

A resposta é, afirmou, “avançar para a recuperação do controlo público dos CTT”, como o PCP propôs há uma semana, no parlamento, e PS e a direita “chumbaram”.

O executivo do PS poderia responder a este desafio até 06 de novembro, quando se assinalam os 500 anos da fundação do serviço publico de correios em Portugal ou aprovando uma proposta feita pela bancada comunista de renacionalização da empresa.

A proposta tem, segundo Jerónimo, duas leituras possíveis.

Primeiro, assinalar “a prioridade” dada à “garantia de ter nas mãos do Estado” as “empresas e setores estratégicos” à economia e desenvolvimento do país e “sinalizar o quão distante está o Orçamento do Estado [de 2021] de “responder aos problemas estruturais” nacionais.

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País

Marcelo recebe hoje primeiro-ministro e partidos

Covid-19

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Foto: Twitter de António Costa

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, vai receber hoje o primeiro-ministro, que lhe transmitirá a posição do Governo sobre um eventual estado de emergência, e de seguida os nove partidos com assento parlamentar.

António Costa será recebido por Marcelo Rebelo de Sousa às 10:30, após uma curta cerimónia de homenagem aos mortos, em especial às vítimas da covid-19, junto ao Palácio de Belém, em Lisboa, em dia de luto nacional, em que participarão o chefe de Estado, o primeiro-ministro e o presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues.

As audiências aos partidos estão marcadas para entre as 11:00 e as 17:30, por ordem crescente de representação parlamentar: Iniciativa Liberal, Chega, PEV, PAN, CDS-PP, PCP, BE, PSD – por videoconferência – e PS.

No sábado, António Costa anunciou ter pedido uma audiência ao Presidente da República para lhe transmitir a posição do Governo sobre uma eventual declaração do estado de emergência aplicável aos concelhos com mais de 240 infetados com o novo coronavírus por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias.

Em conferência de imprensa, no final de uma reunião extraordinária do Conselho de Ministros, no Palácio Nacional da Ajuda, em Lisboa, António Costa acrescentou que só iria divulgar a posição do Governo sobre esta matéria depois de a revelar ao Presidente da República.

Questionado sobre um eventual recolher obrigatório, o primeiro-ministro respondeu que “essa medida nunca poderia ser adotada com as competências constitucionais de que o Governo dispõe”.

Para já, na reunião de sábado o Governo decidiu, ao abrigo da Lei de Bases da Proteção Civil, renovar a situação de calamidade em todo o território continental, das 00:00 horas da próxima quarta-feira até às 23:59 de 15 de novembro, e aplicar medidas especiais em 121 concelhos que têm mais de 240 casos de infeção por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias, incluindo um “dever de permanência no domicílio”, teletrabalho obrigatório, e encerramento do comércio até às 22:00 e dos restaurantes até às 22:30.

Antes de anunciar estas medidas, o primeiro-ministro ouviu os nove partidos com assento parlamentar, na sexta-feira.

O PAN revelou que o Governo colocou em cima da mesa a hipótese de um confinamento geral na primeira quinzena de dezembro para preservar o período de Natal, o que requer vigência de estado de emergência.

O primeiro-ministro confirmou no sábado que isso foi discutido com os partidos, mas adiantou que “houve uma opinião generalizada de que era absolutamente prematuro” estar agora “a pensar o que fazer em dezembro”.

Na quinta-feira, Marcelo Rebelo de Sousa não excluiu um eventual regresso ao estado de emergência “por proposta de outro órgão de soberania”, referindo que os próximos passos do combate à covid-19 iriam depender também dos partidos.

O estado de emergência vigorou em Portugal no início desta epidemia, entre 19 de março e 02 de maio.

De acordo com a Constituição, a declaração do estado de emergência pode determinar a suspensão de alguns dos direitos, liberdades e garantias, por um prazo máximo de 15 dias, sem prejuízo de eventuais renovações com o mesmo limite temporal.

A sua declaração no todo ou em parte do território nacional é uma competência do Presidente da República, mas depende de audição do Governo e de autorização da Assembleia da República.

Em Portugal, os primeiros casos de infeção com o novo coronavírus foram detetados no dia 02 de março e até agora já morreram 2.544 pessoas com esta doença, num total de 144.341 casos de infeção contabilizados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde (DGS).

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Marcelo, Ferro e Costa prestam homenagem aos mortos na 2.ª feira em Belém

Fiéis Defuntos

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Foto: DR

O chefe de Estado, o presidente da Assembleia da República e o primeiro-ministro vão participar na segunda-feira de manhã numa cerimónia de homenagem aos mortos, junto ao Palácio de Belém, em Lisboa, em dia de luto nacional.

De acordo com o programa previsto, esta “Cerimónia do içar da bandeira nacional em dia de luto nacional e homenagem a todos os falecidos, em especial às vítimas da pandemia da doença covid-19” terá início pelas 10:00, com a chegada do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

Antes, chegarão ao local os presidentes de tribunais superiores, o primeiro-ministro, António Costa, e o presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues.

Na Praça Afonso de Albuquerque, junto à entrada do Palácio de Belém, onde estará uma guarda de honra composta por militares do esquadrão presidencial, a bandeira nacional será primeiro içada até ao topo, ao som do hino nacional, e depois colocada a meia haste, em silêncio.

Em seguida, as entidades presentes guardarão um minuto de silêncio.

O Governo decidiu em 22 de outubro declarar esta segunda-feira, 02 de novembro, Dia de Finados, “como dia de luto nacional, como forma de prestar homenagem a todos os falecidos, em especial às vítimas da pandemia da doença covid-19”, lê-se no comunicado sobre essa reunião do Conselho de Ministros.

O Presidente da República assinou no dia 26 de outubro este decreto, que foi aprovado em Conselho de Ministros na mesma reunião em que o Governo decidiu restringir a circulação entre concelhos do território entre 30 de outubro e 03 de novembro – abrangendo o Dia de Todos os Santos, feriado nacional, e o Dia de Finados.

Em Portugal, os primeiros casos de infeção com o novo coronavírus responsável pela covid-19 foram detetados no dia 02 de março e até agora já morreram 2.544 pessoas com esta doença, de acordo com a Direção-Geral da Saúde (DGS), num total de 144.341 casos de infeção contabilizados.

Na sexta-feira, Portugal atingiu números nunca vistos desde o início da epidemia: 4.656 novos casos de infeção, 40 mortes e 275 internados em cuidados intensivos em 24 horas, e no sábado morreram mais 39 pessoas e houve um novo máximo de 286 doentes internados em cuidados intensivos, segundo a DGS.

Hoje, a DGS anunciou que nas últimas 24 horas houve mais 37 mortes associadas à covid-19 e 3.062 novos casos de infeção. O número de internados em cuidados intensivos baixou para 284, mas o total de internados ultrapassou os 2000, sendo agora de 2.122.

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Hospital Santo António no Porto monta 36 camas de enfermaria no jardim para ‘não covid’

Covid-19

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Foto: DR

O Hospital de Santo António, no Porto, está a montar uma estrutura no jardim com 36 camas para doentes não covid-19, uma obra “contratualizada antes da pandemia para dar apoio à urgência”, revelou este domingo à Lusa fonte daquela unidade.

“Não é uma tenda de campanha. É uma estrutura modelar pré-fabricada que já estava prevista para dar apoio quando começassem as obras da urgência. As obras foram adiadas por causa da pandemia, mas a estrutura está contratualizada e pode ser uma ajuda para instalar doentes não covid”, explicou à Lusa fonte do Centro Hospitalar Universitário do Porto (CHUP) que inclui o Hospital de Santo António.

A estrutura está a ser montada no jardim interior do hospital e terá capacidade para 36 camas de enfermaria.

Sem precisar data de abertura, fonte do CHUP explicou que o espaço estará preparado para ser aberto em “qualquer momento de necessidade”, frisando que tem “excelentes condições de conforto”, nomeadamente ar condicionado e casas de banho.

Em causa está um hospital em que a capacidade de internamento em cuidados intensivos para doentes covid-19 esgotou, de acordo com informações dadas pelo diretor clínico, José Barros, no sábado numa visita ao Centro Integrado de Cirurgia de Ambulatório (CICA).

José Barros disse ter para cuidados intensivos 28 camas dedicadas à Covid-19 e 24 para não Covid, podendo ir às 32, mas já com sacrifício de um bloco operatório de otorrinolaringologia e estomatologia.

“As camas não covid temos de manter. Nessas não tocamos”, sublinhou o diretor clínico de manhã.

Mais tarde, na conferência de imprensa no final do Conselho de Ministros extraordinário, quando fazia um balanço sobre quantas camas de cuidados intensivos existem a nível acional, o primeiro-ministro contou que contactou o Hospital do Santa António e que o “tranquilizaram bastante”.

“Mesmo com aumento do número de internados e do número de internados em cuidados intensivos, continuamos com capacidade de reserva e com capacidade de expansão dessa reserva. Eu próprio falei ainda há pouco com o presidente do conselho de administração do Hospital de Santo António porque tinha visto uma notícia a dizer que estavam a esgotar a capacidade de cuidados intensivos, e ele tranquilizou-me bastante e que o número de camas afetas à covid-19 foram reforçadas há pouco tempo e neste momento têm capacidade suficiente e capacidade de as fazer crescer”, disse António Costa.

Portugal contabiliza pelo menos 2.544 mortos associados à covid-19 em 144.341 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim da Direção-Geral da Saúde (DGS).

A pandemia de Covid-19 já provocou quase 1,2 milhões de mortos e mais de 46 milhões de casos de infeção em todo o mundo.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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