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PCP critica “cedência” à Vinci e insiste em aeroporto em Alcochete

Comunistas exigem uma infraestrutura com “capacidade de expansão e desenvolvimento”

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Foto: portugaldigital.com.br / DR

O PCP defendeu, esta quarta-feira, que a decisão favorável da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) ao novo aeroporto no Montijo “não afasta a necessidade” da construção de um aeroporto com capacidade de expansão no Campo de Tiro de Alcochete.


Para o PCP, a decisão favorável da APA à utilização da Base Aérea do Montijo para uso civil representa uma “cedência do Governo PS aos interesses da multinacional Vinci [concessionária]”, permitindo-lhe a construção de um “apeadeiro” e o benefício de novos direitos de cedência no aeroporto da Portela.

“Por mais que queiram justificar a construção de um apeadeiro, o que Portugal precisa é de um novo aeroporto! Um aeroporto digno desse nome. Que tenha capacidade de expansão e de desenvolvimento, que permita um investimento faseado para dar resposta às necessidades futuras do país”, afirmou o PCP, em comunicado.

A APA confirmou na terça-feira a viabilidade ambiental do novo aeroporto no Montijo, projeto que recebeu uma decisão favorável condicionada em sede de DIA.

Esta decisão mantém cerca de 160 medidas de minimização e compensação a que a ANA – Aeroportos de Portugal “terá de dar cumprimento”, as quais ascendem a cerca de 48 milhões de euros, adianta a nota da APA.

A decisão “favorável aos interesses da Vinci, não afasta a necessidade de prosseguir a luta pela construção de um novo aeroporto internacional no Campo de Tiro de Alcochete”, defendeu o PCP.

Independentemente do escrutínio e “intervenção política” que a utilização da Base Aérea do Montijo como pista complementar ao aeroporto da Portela suscitará, o PCP continuará a luta por um novo aeroporto internacional no Campo de Tiro de Alcochete.

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País

Às 19:00 horas de sábado, 90% da população portuguesa estava em casa

Covid-19

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Foto: O MINHO

Quando o relógio assinalou 13:00 horas no sábado e decretou o arranque do recolhimento obrigatório diurno em 114 concelhos portugueses, 73% da população residente estava em casa. No sábado anterior, fora do estado de emergência, 49% da população estava em casa a essa hora.

Os dados foram recolhidos pela consultora PSE, a partir de uma aplicação instalada em smartphones de 3.670 pessoas, e divulgados este domingo pelo Jornal de Notícias.

55% dos portugueses ficaram em casa durante todo o dia no primeiro sábado com recolher obrigatório. Entre estes, 64% saíram para uma deslocação próxima à habitação.

O confinamento cresceu de forma gradual ao longo do dia, atingindo o pico de 90% às 19:00.

Durante a manhã, apenas 16% dos que saíram à rua fizeram deslocações superiores a 20 quilómetros. 64% deslocou-se nas proximidades.

“A mobilidade neste sábado foi de apenas 54% da mobilidade normal existente antes da pandemia. Mas no sábado anterior era de 81% face à normalidade. Ou seja, estas medidas de confinamento após as 13 horas causaram uma redução de apenas -33% face ao último sábado”, apontou a consultora.

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País

Governo assegura que redução da sinistralidade rodoviária continua nas prioridades

Sinistralidade rodoviária

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Foto: DR / Arquivo

O número anual de mortes nas estradas portuguesas passou de uma média de 2.000 há 20 anos para 474 no ano passado, avançou hoje o Governo, assegurando que a redução da sinistralidade rodoviária continua a ser uma prioridades.

“Nenhum número, por mais baixo que seja, nos pode deixar confortáveis”, afirmou Patrícia Gaspar, numa ação de sensibilização rodoviária promovida pela Polícia de Segurança Pública (PSP), que decorreu em Torres Vedras, no distrito de Lisboa, no âmbito do Dia Mundial em Memória das Vítimas da Estrada.

Durante a operação de sensibilização da PSP, a secretária de Estado da Administração Interna assegurou que “o Governo continua a identificar a redução da sinistralidade rodoviária como uma das suas prioridades”, apesar dos dados dos últimos 20 anos apontarem para uma redução “de 2.000 para 474 o número anual de mortes nas estradas portuguesas”.

“Só uma firme consciência individual sobre o papel que cada um de nós desempenha na redução da sinistralidade rodoviária poderá contribuir para este objetivo global de reduzir drasticamente as vítimas da estrada”, defendeu Patrícia Gaspar, destacando também o papel desempenhado, diariamente, pelas forças de segurança e pela Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR).

Na perspetiva da governante, as forças de segurança e ANSR contribuem com um trabalho que se pretende “cada vez mais integrado e profícuo” nas duas dimensões fundamentais, designadamente na prevenção e na fiscalização.

Além do Governo, o Presidente da República assinalou hoje o Dia Mundial em Memória das Vítimas da Estrada, lembrando os que perderam a vida e os que sobreviveram a acidentes, e pediu uma aposta na prevenção.

Através de uma nota publicada no portal da Presidência da República na Internet, Marcelo Rebelo de Sousa “associa-se à celebração dos 25 anos do Dia da Memória, criado pela Federação Europeia de Vítimas da Estrada, e aos 15 anos da sua oficialização enquanto dia mundial pelas Nações Unidas”.

“A todos os portugueses, pede o Presidente da República uma aposta na prevenção e um reforço de uma consciência cívica nacional que contribua para um ambiente rodoviário efetivamente responsável”, lê-se na mensagem.

De acordo com a PSP, Portugal registou 6.880 vítimas mortais em resultado direto da sinistralidade rodoviária durante a última década e uma das principais causas dos acidentes foi o excesso de velocidade.

Quanto à evolução sinistralidade Portugal, dados da ANSR revelam que em 2010 houve 35.426 acidentes com vítimas nas estradas portuguesas, com 937 mortes, 2.475 feridos graves e 43.890 feridos ligeiros, segundo o relatório anual de vítimas a 30 dias, em que o número de mortes assume um carácter definitivo no prazo de seis meses após a ocorrência do acidente.

Segundo os relatórios da ANSR, em 2019 foram 474 as vítimas mortais a 24 horas em acidentes rodoviários, que morreram no local ou a caminho do hospital, número que subiu para 626 mortes, com os dados das vítimas a 30 dias, em que se contabilizaram 2.168 feridos graves e 43.183 feridos ligeiros, num total de 35.704 acidentes com vítimas.

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Covid-19: Mais 76 mortos, 6.035 infetados e 2.549 recuperados no país

Covid-19

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Foto cedida a O MINHO por Cecília Pereira

Portugal regista hoje mais 76 mortos e 6.035 novos casos de infeção por covid-19, em relação a sábado, segundo o boletim epidemiológico diário da Direção-Geral da Saúde (DGS). Há 2.549 recuperados.

4.022 dos novos infetados estão na região Norte.

De acordo com o boletim, desde o início da pandemia até hoje registam-se 217.301 casos de infeção confirmados e 3.381 mortes.

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